Em 1897, Bram Stoker (1847-1912), um escritor irlandês, relativamente desconhecido, antigo funcionário público e administrador dos negócios imobiliários do famoso actor Henry Irving, publicou o seu romance clássico "Drácula".

Ao que parece, Stoker baseou o seu personagem num tal Vlad Tepes (1431-1476), conhecido como o "Empalador" e, também, como "Dracul" (que em romeno significa "Dragão").





Vlad governou um território designado de Valáquia (actualmente pertencente à Roménia) entre os anos 1452 e 1462.

O Empalador viveu durante esses 10 anos no castelo de Bran e durante essa década mandou executar 40 000 pessoas (empalando-as em longas estacas ou nas masmorras do castelo).






Ninguém estava imune ao seu capricho brutal: cativos das suas guerras contra os invasores turcos, nobres que faziam parte da sua própria corte, mesmo sacerdotes e homens considerados como "santos" e habitualmente reverenciados.

O seu sadismo era bem conhecido nos meios diplonáticos.

Uma vez mandou pregar uma das suas chinelas no crânio do embaixador turco, que posteriormente enviou para Constantinopla numa padiola para expressar o seu ódio e desprezo pelos turcos.









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