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A  FILOSOFIA  É  PERIGOSA?

(O conservadorismo e o pensamento binário)*

  Humberto Mariotti **

 

He thinks too much; such men are dangerous.

(Shakespeare, Julius Caesar).  
A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.

(Albert Einstein).

 

Além de seus propósitos expositivos, este texto também procura mostrar mais uma vez o que muitos já assinalaram: que está enganado quem não acredita que a filosofia produz resultados práticos. Em especial, veremos como o condicionamento de nossa cultura pelo pensamento binário (a lógica do “ou/ou”: ou uma coisa ou o seu oposto”), pode levar até mesmo filósofos importantes a cometer equívocos. Concluiremos também que é possível construir o nosso mundo de maneiras diferentes, desde que mudemos o nosso modo de pensar.


Para tanto, comparemos muitas das ações hoje em curso na política (e na guerra) com algumas das idéias de dois filósofos conservadores: Carl Schmitt e Leo Strauss. O primeiro era alemão e católico; o segundo, também alemão, era de origem judaica e costumava dizer que a filosofia é perigosa. Como se notará com facilidade, as ligações do modo básico de pensar desses autores com o pensamento linear-binário são evidentes. Ao examiná-lo, constataremos que esse modelo mental está na base das atitudes excludentes, dos autoritarismos, dos elitismos e dos conservadorismos.


O material bibliográfico sobre esses dois filósofos é abundante, mas o propósito deste texto é apreciá-los apenas no que se refere à sua relação com o pensamento binário. Por isso indico abaixo algumas fontes de fácil acesso, nas quais há referências para quem quiser se aprofundar no tema.
[1]


Comecemos com Carl Schmitt (1888-1985), que foi professor da Escola Superior de Comércio em Berlim e da Universidade da mesma cidade, e cuja filosofia é considerada um dos fundamentos do nacional-socialismo alemão, isto é, da ideologia nazista. Ele próprio, aliás, aderiu ao nazismo.


Vejamos dois de seus conceitos cuja argumentação se baseia no pensamento binário. O primeiro é a oposição amigo/inimigo. Schmitt vê “amigos” e “inimigos” como categorias isoladas, independentes de todas as demais, às quais servem de fundamento e justificativa.
[2] A política só pode existir e ser praticada mediante a oposição, no âmbito público, de amigos e inimigos. Essa dicotomia está nas bases do Estado, cuja soberania é absoluta. Além de ser condição indispensável à política, o antagonismo amigo/inimigo inclui uma hostilidade que em última instância termina em guerra. As relações entre a lógica binária, a mentalidade excludente, os maniqueísmos e a guerra são evidentes. Sartre escreveu que toda guerra é um maniqueísmo.


A exemplo de inúmeras outras (belo/feio, a favor/contra, bem/mal, razão/fé), a dicotomia amigo/inimigo pode ser aplicada a um sem-número de circunstâncias, segundo os contextos, as conveniências e as discriminações. Assim, a política definida e praticada com base em critérios como esse deixa de ser um espaço amplo e aberto ao intercâmbio, ao debate, às diferenças e à resolução de conflitos, e se transforma em um âmbito estreito de interesses e conveniências. Um espaço em que deveriam existir competição e cooperação, é reduzido a uma arena de hostilidades, na qual impera a competição predatória.
 


Outro conceito básico de Schmitt é o de decisão. A decisão determina a soberania do Estado e este não se fundamenta no Direito: o contrário é que é verdadeiro. No “decisionismo político”, a vontade da comunidade é a base da formação do Estado. Povo e Estado são uma só estrutura, que se organiza de maneira hierárquica sob a forma da tradicional pirâmide, em cujo topo está o chefe que detém o poder vertical e representa a vontade da comunidade. Como foi dito, as idéias de Schmitt, em especial a partir de 1932, serviram de base ideológica ao nazismo. Em 5 de setembro de 1934, em Nuremberg, Hitler arengava: “Nós somos o Estado! Não obedecemos às ordens de nenhum poder terreno, mas às de Deus, que criou o povo alemão!”
[3] 


Vimos que de
acordo com Schmitt a soberania não se baseia nas leis, mas sim na capacidade de um pequeno grupo para pôr em prática suas decisões em circunstâncias de crise – e momentos de crise são momentos de exceção. Em tais circunstâncias, afirma ele, o poder deve ser exercido com decisão, e por isso todo governo capaz de decidir com energia deve incluir em sua estrutura um elemento ditatorial. Um ditador forte traduz a vontade popular com mais eficácia do que quaisquer parlamentos.


O filosofo italiano Giorgio Agamben[4] observa que hoje vivemos num estado de crise constante. Num estado de “guerra civil mundial”, para usar a expressão de Carl Schmitt e Hannah Arendt, esta uma pensadora em tudo oposta a Schmitt. A “guerra civil mundial” faz com que o estado de exceção seja o principal modelo de governo na política contemporânea. Segundo Schmitt, o soberano é a pessoa que decide sobre quando deve ser instaurado o estado de exceção. Agamben lembra que os 12 anos de duração do Terceiro Reich configuraram um Estado desse tipo.


Nas democracias, as decisões dos poderes legislativos derivam do “agonismo”, isto é, originam-se de conflitos e debates que produzem consensos. Tais consensos se originam da crença compartilhada de que a conflituosidade e a pluralidade são pré-condições para o funcionamento e a viabilidade do sistema político. No entender de Schmitt, porém, o agonismo deve ser substituído pelo antagonismo: mais uma vez estamos diante do “ou/ou” característico da lógica binária. Schmitt sustenta que o antagonismo e a guerra são os pressupostos políticos fundamentais da vida pública, e o modo fundamental de relação nesse âmbito é a dicotomia “amigo bom/inimigo mau”. A condição natural da política é ignorar o pluralismo agonista, e pôr em prática a idéia de que se deve sempre unir e defender os amigos e dividir e combater os inimigos.
 


Leo Strauss (1899-1973)
doutorou-se em Hamburgo e estava na Alemanha durante o início e a ascensão do nazismo. Em 1934, saiu de seu país e estudou na França e na Inglaterra. Depois foi para os EUA, onde chegou em 1938. Lecionou primeiro na New School for Social Research, em Nova York, e depois na Universidade de Chicago.


Strauss é um pensador em cuja habilidade argumentativa e erudição reside o poder de influenciar. Seu pensamento é às vezes ambíguo, mas sua escrita é quase sempre brilhante. Nas salas de aula, seu método de ensino incluía a leitura e a discussão de textos e era motivador e eficaz. Por outro lado, a leitura de suas obras mostra que muitas vezes ele se limita a comentar textos de teoria política. E o faz de modo dualista: diante de uma dicotomia, escolhe sempre um dos lados e se apega a ele.


Shadia Drury, professora de filosofia da Universidade de Regina, no Canadá, nota que Strauss dividia a história da filosofia em duas grandes áreas: os pensadores antigos, como Platão (que ele considerava “certos”), e os modernos, como Locke (que considerava “errados”).
[5] Segundo Strauss, o pensamento moderno, em especial o do século 20, levou ao relativismo e ao niilismo. Em vista disso, ele propõe um retorno aos textos antigos, nos quais acredita que as distinções eram bem mais simples, mais explícitas: governantes/governados, proprietários/trabalhadores, cidadãos/escravos. Seu livro Direito natural e história[6] ,cuja primeira edição é de 1950, é por muitos considerado a obra fundadora do “straussianismo”.

Essa corrente de pensamento se opõe ao relativismo, ao cientificismo e ao niilismo, pois acredita que tudo isso conduz à degeneração da sociedade. Ressalva, porém, que os poderosos têm como se defender contra essas e outras circunstâncias – e uma de suas defesas é a reserva do saber. Os detentores do poder precisam manter ocultos os seus pontos de vista “verdadeiros” por dois motivos: a) para poupar as “pessoas comuns”, iletradas e ignorantes, do esforço de pensar; b) para proteger-se contra uma eventual revolta dessa massa ao se saber dominada e discriminada.


Vê-se, portanto, que de acordo com Strauss os governantes atuais devem dar mais ênfase às questões “morais” e menos às liberdades individuais. Com base principalmente em sua interpretação de Platão, esse filósofo afirma que o justo coincide com os interesses dos mais fortes. O que eles ditam equivale à justiça. Os “superiores” têm o direito de mandar nos “inferiores”.
 


Os “straussianos”
constituem uma escola de intelectuais conservadores (os neoconservadores ou, como dizem os americanos, neo-cons). São diretamente influenciados por Strauss ou adquiriram essa influência de modo indireto, em especial pelo contato com seus discípulos. Entre estes, Allan Bloom talvez seja o mais destacado: foi um membro importante do establishment acadêmico americano, e Saul Bellow o retratou como personagem principal do romance Ravelstein.[7] Bloom era professor da Universidade de Chicago e sua obra inclui o livro The closing of the American mind (na edição brasileira, O declínio da cultura ocidental).[8] Paul Wolfowitz, auxiliar direto do governo George W. Bush (salienta-se entre os chamados “falcões”), é um dos intelectuais conservadores por ele influenciados.


Como sempre acontece em casos assim, vários desses intelectuais negaram e negam a influência de Strauss, a qual no entanto transparece com clareza em suas posições políticas e atitudes. Os autores que escrevem sobre o assunto nos EUA costumam citar, entre outros (e a começar pelos pioneiros do movimento neoconservador, lançado logo após a Segunda Guerra Mundial): Irving Kristol; Norman Podhoretz; Samuel P. Huntington; Daniel Bell; Jeane Kirkpatrick; o juiz da Suprema Corte americana Clarence Thomas; o já mencionado Paul Wolfowitz; o cientista político Francis Fukuyama; o ministro da justiça de George W. Bush, John Ashcroft.


Convém lembrar que Huntington é o autor do livro O choque das civilizações[9], no qual utiliza o raciocínio linear-binário. Em sua opinião, o mundo está envolvido num grande conflito. De um lado está o Ocidente, que ele vê como “democrático” e “libertário”; do outro fica o Oriente, com sua fé islâmica e suas teocracias. Em seu livro O fim da história e o último homem
[10], Francis Fukuyama afirma, à Hegel, que depois de uma trajetória linear a História chegou ao fim, caracterizado pelo triunfo da economia capitalista mundial das sociedades democráticas e liberais. Segundo Fukuyama, o conhecido “ou/ou” socialismo/capitalismo resultou na vitória deste último e assim chegamos ao melhor dos sistemas possíveis, isto é, ao fim da História, cujo marco foi o colapso da União Soviética em 1989. 


Strauss sustenta que
a religião compete com a filosofia. Com isso, traz à cena mais uma dicotomia: Athena (a Razão) versus Jerusalém (a Revelação), que se soma ao antagonismo filosofia política antiga versus filosofia política moderna. Já vimos que no seu entender a ênfase excessiva na razão deteriorou a sociedade. Essa assertiva é verdadeira, mas não justifica a atitude de trocar o unilateralismo da razão pelo unilateralismo da fé.


Ainda assim, é isso que propõe o filósofo: deve-se saltar para o lado oposto ao da razão e adotar a fé num Deus transcendente e legiferante, que castigue o mal e recompense o bem. Justo o inverso do que diz Espinosa, para quem a fé irrestrita em deuses transcendentes e autoritários aliena as pessoas e cerceia sua liberdade.
[11] Seja como for, mais uma vez estamos diante da eterna cantilena do pensamento linear-binário: tudo se reduz a pólos antagônicos, entre os quais é obrigatório escolher um, adotá-lo e conservar-se nele.


Já foi dito que para Strauss a filosofia é perigosa, pois muitas vezes ela questiona as bases morais da sociedade civil organizada e pode tornar as “pessoas comuns” descrentes e niilistas. Portanto, tais indivíduos não devem ter contato com certos filósofos e suas obras, e cabe às autoridades tomar providências nesse sentido mediante os tipos habituais de controle.


Neste ponto, convém mencionar a interpretação que Strauss faz do conceito platônico da “nobre mentira”. Segundo Platão, a mentira se justifica nos casos em que a verdade pode ser dura demais. No entanto, ele ressalvava que em tais casos só os detalhes da história poderiam ser fictícios: o núcleo deveria ser sempre verdadeiro.


Mesmo assim, com base nas habituais divisões binárias (senhores/escravos, homens cultos/homens incultos, governantes/governados), Strauss prefere ver a “nobre mentira” à luz do argumento de que os fins justificam os meios. Vimos que em sua opinião as mentiras são necessárias para que a minoria “letrada” se proteja contra possíveis represálias da maioria ignorante. Estamos, pois, diante de uma variante talvez um pouco mais sofisticada da velha estratégia “pão e circo”: só os poderosos/governantes têm o direito de conhecer a “verdade”; os dominados/governados devem ser distraídos e mantidos longe desse conhecimento. Para ocultar a verdade da massa ignara, os dominadores têm o direito “natural” de mentir, dissimular, censurar, usar a hipocrisia.


Em suma, a “nobre mentira” se justifica sempre que estiverem em jogo os interesses e/ou a sobrevivência dos poderosos. Nessa ordem de idéias, muitos já notaram o óbvio: que essa tem sido a orientação da política externa dos EUA sob George W. Bush. Seu secretário de Defesa Donald Rumsfeld, por exemplo, levou as idéias de Strauss e assemelhados ao pé da letra, quando afirmou que “as verdades estratégicas precisam ser defendidas por uma ‘guarda pessoal de mentiras’.”
[12] No terreno da estratégia militar, os que detêm o poder devem mais do que nunca utilizar o engano e, além disso, aproveitar a religiosidade das pessoas e promover guerras constantes para alienar a população. A história das jamais encontradas armas de destruição em massa do Iraque, pretexto para a guerra dos EUA contra aquele país, é outro exemplo entre inúmeros. Em suma: os governantes “sábios” não devem hesitar em enganar o povo “ignorante” – isso quando não elevam a própria ignorância à categoria de virtude e modelo a ser seguido, o que na prática dá quase os mesmos resultados. 


Comparemos agora a posição de Strauss com a de outro intelectual conservador, René Girard, professor emérito da Universidade de Stanford, nos EUA, que declarou em uma entrevista: “Nesta era de informação global, o cristianismo não tem as proteções contra o conhecimento que as religiões arcaicas tinham”.
[13] Tudo se encaixa, portanto: também na área religiosa o conhecimento é um perigo, uma ameaça. Tomar cuidado com ele é um dos requisitos conservadoristas para a manutenção do poder. Trata-se de uma postura tradicional e bem conhecida.  


Tudo isso visto
, mais do que nunca é preciso não esquecer que o engano só é possível porque existe quem se deixa enganar. Nietzsche escreveu que o homem precisa de mentiras. O poeta T.S. Eliot acrescentou que o ser humano não suporta muita realidade. Por isso, é importante que não caiamos na velhíssima e demagógica armadilha “governantes maus”/governados bons”, que deve sua perenidade ao fato de ser binária e como tal simplista e rudimentar. Na mesma linha, limitar-nos a rotular pensadores como Schmitt e Strauss de “reacionários”, “direitistas” ou o que for, e nos colocarmos como “progressistas” e “de esquerda”, é repetitivo, maniqueísta e inócuo, além de ridículo. Já que é necessário pensar diferente desses e de outros autores, devemos primeiro começar a pensar diferentemente de nós mesmos: sair dos nossos modelos habituais e buscar novos modos de compreender e construir o mundo. É o que Pascal, e por influência dele Morin, chamam de “trabalhar para pensar bem”. 


Ao longo do tempo, analistas como Shadia Drury se tornaram críticos cada vez mais ácidos das idéias de Strauss. Drury publicou, entre outros trabalhos, o livro Leo Strauss and the American right (Leo Strauss e a direita americana), de 1999. Ela assinala que Strauss compartilhava com Carl Schmitt a idéia de que a política e o Estado se baseiam na manutenção da divisão linear-binária “amigo/inimigo”. Em 1934, Schmitt foi o responsável direto por uma bolsa de estudos e pesquisas para Strauss na Rockefeller  Foundation, nos EUA.


Como ocorre com freqüência com pensadores polêmicos como Schmitt e Strauss, não faltou e não falta quem tente justificar e racionalizar suas posições. Os artifícios são os de sempre: “Não é bem assim”, “as críticas são tendenciosas”, “há outras leituras possíveis” e daí por diante. Ao lado disso, procura-se sempre desqualificar os críticos, como se fez com Drury e com outros. Há muitas outras manobras possíveis nessa mesma direção. Entretanto, para avaliá-las nada melhor do que confrontar os resultados das idéias com seus resultados práticos. Isto é: na dúvida, convém consultar os registros históricos. 


Voltemos mais uma
vez à afirmação de Strauss, agora posta na forma interrogativa: a filosofia é perigosa? De saída, devemos responder que sim. O filósofo alemão estava certo. E não é só a filosofia que é perigosa: todo conhecimento, na acepção mas ampla do termo, também o é.


O conhecimento é perigoso, mas é ao mesmo tempo libertador. Hölderlin escreveu que onde está o perigo está também o que salva. De fato, conhecer ao mesmo tempo liberta e comporta riscos. A vida é um processo de conhecimento. Guimarães Rosa escreveu que viver é perigoso. Com essa frase, o escritor brasileiro exprimiu sua crença de que viver implica lidar com a incerteza, a aleatoriedade e a imprevisibilidade – com o risco, enfim. É bom para todos nós que o conhecimento e a vida sejam mais perigosos do que indutores de conformismo. Desse modo, eles nos ensinam a lidar melhor com as pessoas e instituições que, como disse o acima citado René Girard, precisam se proteger dos saberes não-alinhados e conservar suas ortodoxias por meio do obscurantismo.


O historiador John Lukacs
[14] assegura que pensamos com palavras. Para tanto, é óbvio que precisamos de um vocabulário. Foi o que escrevi num ensaio sobre esse assunto no ano 2000.[15] Logo, quanto maior e melhor nosso vocabulário, maiores as possiblidades de pensarmos bem.


Donde se conclui que quanto mais limitado for o vocabulário das pessoas (o que é cada vez mais comum nas sociedades atuais), mais elas terão dificuldade de pensar. Com isso, permitirão que outros pensem em seu lugar e lhes digam o que fazer. Em tais circunstâncias, não é o conhecimento que é perigoso: sua insuficiência ou falta é que o é. Confúcio dizia que quando as palavras perdem seu sentido as pessoas perdem a liberdade. Acrescento que quando as pessoas se tornam iletradas a situação é bem pior, pois a insuficiência de palavras faz com que elas percam uma parte significativa de sua condição humana.

 

NOTAS

[1] Para uma abordagem inicial ao pensamento de Carl Schmitt e Leo Strauss, ver:

- CARL SCHMITT. Théologie politique. Paris: Gallimard, 1988.

- JOHN G. MASON. “Leo Strauss and the noble lie: the neo-cons at war”. Logos 3 (2), Spring 2004. www.logosjournal.com

- JULIEN FREUND. “Les lignes de force de la pensée politique de Carl Schmitt”. Nouvelle École, No. 44, Printemps, 1987.

- LEO STRAUSS. What is political philosophy? And other essays. Chicago: Chicago University Press, 1959.

- LEO STRAUSS. De la tyrannie. Paris: Gallimard, 1997.

- PHILIP GREEN. “Neo-cons and the counter-enlightenment”. Logos 3 (2), Spring 2004 www.logosjournal.com

- ROBERT LOCKE. “Leo Strauss, conservative mastermind". Front Page Magazine. May 31, 2002.  www.frontpagemag.com

- STEPHEN E. BRONNER. “Constructing neo-conservatism”. Logos 3 (2), Spring, 2004. www.logosjournal.com

[2] CARL SCHMITT. El concepto de lo político. Madri: Alianza Editorial, 1999.

[3] JOHN LUKACS.  O fim de uma era. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, pág. 155.

[4] GIORGIO AGAMBEN. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2004, pág. 13.

[5] DANNY POSTEL. “Noble lies and the perpetual war: Leo Strauss, the neo-cons, and Iraq”. Interview with Shadia Drury. www.opendemocracy.net/debates

[6] LEO STRAUSS. Natural right and history: Walgreen Foundation lectures. Chicago: Chicago University Press, 1953.

[7] SAUL BELLOW. Ravelstein. Rio de Janeiro: Rocco, 2001.

[8] ALLAN BLOOM. O declínio da cultura ocidental. São Paulo: Best Seller, 1989.

[9] SAMUEL HUNTINGTON. O choque das civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.

[10] FRANCIS FUKUYAMA. The end of history and the last man. Nova York: Free Pess, 1992.

[11] HUMBERTO MARIOTTI. “O conhecimento do conhecimento: a filosofia de Baruch de Espinosa e o pensamento complexo”.  www.geocities.com/pluriversu   (2004).

[12] DONALD RUMSFELD. News Briefing. U.S. Department of Defense. 25 de setembro de 2001, pág. 1.

[13] RENÉ GIRARD. Entrevista. “Relativismo: Bento XVI está certo”. O Estado de S. Paulo, 15/5/2005.

[14] JOHN LUKACS. O fim de uma era. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, pág. 24.

[15] HUMBERTO MARIOTTI. “A escalada da barbárie e o papel da palavra como instrumento de libertação.” www.geocities.com/pluriversu  (2000).

© Humberto Mariotti 2005

*Este texto faz parte do novo livro do autor Pensamento complexo: suas aplicações à liderança, à aprendizagem e ao desenvolvimento sustentável. São Paulo: Editora Atlas, 2007.

** HUMBERTO MARIOTTI.
Consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional. Professor e Coordenador do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da Business School São Paulo.
Coordenador do Núcleo de Estudos de Gestão da Complexidade da Business School São Paulo.

Eimail - [email protected]


 


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