A FILOSOFIA
É PERIGOSA?
(O
conservadorismo e o pensamento binário)
He
thinks too much; such men are dangerous.
(Shakespeare,
Julius Caesar).
A
mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original.
Para
tanto, comparemos muitas das ações hoje em curso na política (e na
guerra) com algumas das idéias de dois filósofos conservadores: Carl Schmitt e Leo Strauss. O primeiro era alemão e católico; o segundo, também alemão, era
de origem judaica e costumava dizer que a filosofia é perigosa. Como se notará
com facilidade, as ligações do modo básico de pensar desses autores com o
pensamento linear-binário são evidentes. Ao examiná-lo, constataremos que
esse modelo mental está na base das atitudes excludentes, dos autoritarismos,
dos elitismos e dos conservadorismos.
O
material bibliográfico sobre esses dois filósofos é abundante, mas o propósito
deste texto é apreciá-los apenas no que se refere à sua relação com o
pensamento binário. Por isso indico abaixo algumas fontes de fácil acesso, nas
quais há referências para quem quiser se aprofundar no tema.[1]
Comecemos
com Carl Schmitt (1888-1985),
que foi professor da Escola Superior de Comércio em Berlim e da Universidade da
mesma cidade, e cuja filosofia é considerada um dos fundamentos do
nacional-socialismo alemão, isto é, da ideologia nazista. Ele próprio, aliás,
aderiu ao nazismo.
Vejamos
dois de seus conceitos cuja argumentação se baseia no pensamento binário. O
primeiro é a oposição amigo/inimigo. Schmitt vê “amigos” e
“inimigos” como categorias isoladas, independentes de todas as demais, às
quais servem de fundamento e justificativa.[2] A política só pode
existir e ser praticada mediante a oposição, no âmbito público, de amigos e
inimigos. Essa dicotomia está nas bases do Estado, cuja soberania é absoluta.
Além de ser condição indispensável à política, o antagonismo amigo/inimigo
inclui uma hostilidade que em última instância termina em guerra. As relações
entre a lógica binária, a mentalidade excludente, os maniqueísmos e a guerra
são evidentes. Sartre escreveu que toda guerra é um maniqueísmo.
A
exemplo de inúmeras outras (belo/feio, a favor/contra, bem/mal, razão/fé), a
dicotomia amigo/inimigo pode ser aplicada a um sem-número de circunstâncias,
segundo os contextos, as conveniências e as discriminações. Assim, a política
definida e praticada com base em critérios como esse deixa de ser um espaço
amplo e aberto ao intercâmbio, ao debate, às diferenças e à resolução de
conflitos, e se transforma em um âmbito estreito de interesses e conveniências.
Um espaço em que deveriam existir competição
e
cooperação, é reduzido a uma arena de hostilidades, na qual impera a competição
predatória.
Outro
conceito básico de Schmitt é o de decisão. A decisão determina a soberania
do Estado e este não se fundamenta no Direito: o contrário é que é
verdadeiro. No “decisionismo político”, a vontade da comunidade é a base
da formação do Estado. Povo e Estado são uma só estrutura, que se organiza
de maneira hierárquica sob a forma da tradicional pirâmide, em cujo topo está
o chefe que detém o poder vertical e representa a vontade da comunidade. Como
foi dito, as idéias de Schmitt, em especial a partir de 1932, serviram de base
ideológica ao nazismo. Em 5 de setembro de 1934, em Nuremberg, Hitler arengava:
“Nós somos o Estado! Não obedecemos às ordens de nenhum poder terreno, mas
às de Deus, que criou o povo alemão!”
[3]
Vimos que de
acordo
com Schmitt a soberania não se baseia nas leis, mas sim na capacidade de um
pequeno grupo para pôr em prática suas decisões em circunstâncias de crise
– e momentos de crise são momentos de exceção. Em tais circunstâncias,
afirma ele, o poder deve ser exercido com decisão, e por isso todo governo
capaz de decidir com energia deve incluir em sua estrutura um elemento
ditatorial. Um ditador forte traduz a vontade popular com mais eficácia do que
quaisquer parlamentos.
O
filosofo italiano Giorgio Agamben[4]
observa que hoje vivemos num estado de crise
constante. Num estado de “guerra civil mundial”, para usar a expressão de
Carl Schmitt e Hannah Arendt, esta uma pensadora em tudo oposta a Schmitt. A
“guerra civil mundial” faz com que o estado de exceção seja o principal
modelo de governo na política contemporânea. Segundo Schmitt, o soberano é a
pessoa que decide sobre quando deve ser instaurado o estado de exceção.
Agamben lembra que os 12 anos de duração do Terceiro Reich configuraram um
Estado desse tipo.
Nas
democracias, as decisões dos poderes legislativos derivam do “agonismo”,
isto é, originam-se de conflitos e debates que produzem consensos. Tais
consensos se originam da crença compartilhada de que a conflituosidade e a
pluralidade são pré-condições para o funcionamento e a viabilidade do
sistema político. No entender de Schmitt, porém, o agonismo deve ser substituído
pelo antagonismo: mais uma vez estamos diante do “ou/ou” característico da
lógica binária. Schmitt sustenta que o antagonismo e a guerra são os
pressupostos políticos fundamentais da vida pública, e o modo fundamental de
relação nesse âmbito é a dicotomia “amigo bom/inimigo mau”. A condição
natural da política é ignorar o pluralismo agonista, e pôr em prática a idéia
de que se deve sempre unir e defender os amigos e dividir e combater os
inimigos.
Leo Strauss (1899-1973)
doutorou-se
em Hamburgo e estava na Alemanha durante o início e a ascensão do nazismo. Em
1934, saiu de seu país e estudou na França e na Inglaterra. Depois foi
para os EUA, onde chegou em 1938. Lecionou primeiro na New School for Social
Research, em Nova York, e depois na Universidade de Chicago.
Strauss
é um pensador em cuja habilidade argumentativa e erudição reside o poder de
influenciar. Seu pensamento é às vezes ambíguo, mas sua escrita é quase
sempre brilhante. Nas salas de aula, seu método de ensino incluía a leitura e
a discussão de textos e era motivador e eficaz. Por outro lado, a leitura de
suas obras mostra que muitas vezes ele se limita a comentar textos de teoria política.
E o faz de modo dualista: diante de uma dicotomia, escolhe sempre um dos lados e
se apega a ele.
Shadia
Drury, professora de filosofia da Universidade de Regina, no Canadá, nota que
Strauss dividia a história da filosofia em duas grandes áreas: os pensadores
antigos, como Platão (que ele considerava “certos”), e os modernos, como
Locke (que considerava “errados”).[5]
Segundo Strauss, o pensamento moderno, em especial o do século 20, levou ao
relativismo e ao niilismo. Em vista disso, ele propõe um retorno aos textos
antigos, nos quais acredita que as distinções eram bem mais simples, mais explícitas:
governantes/governados, proprietários/trabalhadores, cidadãos/escravos. Seu
livro Direito natural e história[6] ,cuja primeira edição é de 1950, é por muitos
considerado a obra fundadora do
“straussianismo”.
Essa corrente de pensamento se opõe ao relativismo, ao
cientificismo e ao niilismo, pois acredita que tudo isso conduz à degeneração
da sociedade. Ressalva, porém, que os poderosos têm como se defender contra
essas e outras circunstâncias – e uma de suas defesas é a reserva do saber.
Os detentores do poder precisam manter ocultos os seus pontos de vista
“verdadeiros” por dois motivos: a) para poupar as “pessoas comuns”,
iletradas e ignorantes, do esforço de pensar; b) para proteger-se contra uma
eventual revolta dessa massa ao se saber dominada e discriminada.
Vê-se,
portanto, que de acordo com Strauss os governantes atuais devem dar mais ênfase
às questões “morais” e menos às liberdades individuais. Com base
principalmente em sua interpretação de Platão, esse filósofo afirma que o
justo coincide com os interesses dos mais fortes. O que eles ditam equivale à
justiça. Os “superiores” têm o direito de mandar nos “inferiores”.
Os
“straussianos”
constituem uma escola de intelectuais conservadores (os
neoconservadores ou, como dizem os americanos,
neo-cons).
São diretamente influenciados por Strauss ou adquiriram essa influência de
modo indireto, em especial pelo contato com seus discípulos. Entre estes, Allan
Bloom talvez seja o mais destacado: foi um membro importante do
establishment
acadêmico americano, e Saul Bellow o retratou como personagem principal do
romance Ravelstein.[7]
Bloom era professor da Universidade de Chicago e sua obra inclui o livro
The
closing of the American mind (na edição brasileira,
O
declínio da cultura ocidental).[8] Paul Wolfowitz, auxiliar
direto do governo George W. Bush (salienta-se entre os chamados “falcões”),
é um dos intelectuais conservadores por ele influenciados.
Como
sempre acontece em casos assim, vários desses intelectuais negaram e negam a
influência de Strauss, a qual no entanto transparece com clareza em suas posições
políticas e atitudes. Os autores que escrevem sobre o assunto nos EUA costumam
citar, entre outros (e a começar pelos pioneiros do movimento neoconservador,
lançado logo após a Segunda Guerra Mundial): Irving Kristol; Norman Podhoretz;
Samuel P. Huntington; Daniel Bell; Jeane Kirkpatrick; o juiz da Suprema Corte
americana Clarence Thomas; o já mencionado Paul Wolfowitz; o cientista político
Francis Fukuyama; o ministro da justiça de George W. Bush, John Ashcroft.
Convém
lembrar que Huntington é o autor do livro
O
choque das civilizações[9], no qual utiliza o raciocínio linear-binário. Em sua opinião, o mundo está envolvido num grande
conflito. De um lado está o Ocidente, que ele vê como “democrático” e
“libertário”; do outro fica o Oriente, com sua fé islâmica e suas teocracias.
Em seu livro O fim da história e o último
homem[10], Francis Fukuyama
afirma, à Hegel, que depois de uma trajetória linear a História chegou ao
fim, caracterizado pelo triunfo da economia capitalista mundial das sociedades
democráticas e liberais. Segundo Fukuyama, o conhecido “ou/ou”
socialismo/capitalismo resultou na vitória deste último e assim chegamos ao
melhor dos sistemas possíveis, isto é, ao fim da História, cujo marco foi o
colapso da União Soviética em 1989.
Strauss sustenta que
a religião compete com a filosofia. Com isso, traz à cena mais uma dicotomia:
Athena (a Razão) versus Jerusalém (a
Revelação), que se soma ao antagonismo filosofia política antiga
versus
filosofia política moderna. Já vimos que no seu entender a ênfase excessiva
na razão deteriorou a sociedade. Essa assertiva é verdadeira, mas não
justifica a atitude de trocar o unilateralismo da razão pelo unilateralismo da
fé.
Ainda
assim, é isso que propõe o filósofo: deve-se saltar para o lado
oposto ao da razão e adotar a fé num Deus transcendente e legiferante, que
castigue o mal e recompense o bem. Justo o inverso do que diz Espinosa, para
quem a fé irrestrita em deuses transcendentes e autoritários aliena as pessoas
e cerceia sua liberdade.[11] Seja como for, mais uma
vez estamos diante da eterna cantilena do pensamento linear-binário: tudo se
reduz a pólos antagônicos, entre os quais é obrigatório escolher um, adotá-lo
e conservar-se nele.
Já
foi dito que para Strauss a filosofia é perigosa, pois muitas vezes ela
questiona as bases morais da sociedade civil organizada e pode tornar as
“pessoas comuns” descrentes e niilistas. Portanto, tais indivíduos não
devem ter contato com certos filósofos e suas obras, e cabe às autoridades
tomar providências nesse sentido mediante os tipos habituais de controle.
Neste
ponto, convém mencionar a interpretação que Strauss faz do conceito
platônico da
“nobre mentira”. Segundo Platão, a mentira se
justifica nos casos em que a verdade pode ser dura demais. No entanto, ele
ressalvava que em tais casos só os detalhes da história poderiam ser fictícios: o núcleo
deveria ser sempre verdadeiro.
Mesmo
assim, com base nas habituais divisões binárias (senhores/escravos, homens
cultos/homens incultos, governantes/governados), Strauss prefere ver a “nobre
mentira” à luz do argumento de que os fins justificam os meios.
Vimos que em sua opinião as mentiras são necessárias para que a minoria
“letrada” se proteja contra possíveis represálias da maioria ignorante.
Estamos, pois, diante de uma variante talvez um pouco mais sofisticada da velha
estratégia “pão e circo”: só os poderosos/governantes têm o direito de
conhecer a “verdade”; os dominados/governados devem ser distraídos e
mantidos longe desse conhecimento. Para ocultar a verdade da massa ignara, os
dominadores têm o direito “natural” de mentir, dissimular, censurar, usar a
hipocrisia.
Em
suma, a “nobre mentira” se justifica sempre que estiverem em jogo os
interesses e/ou a sobrevivência dos poderosos. Nessa ordem de idéias, muitos já
notaram o óbvio: que essa tem sido a orientação da política externa dos EUA
sob George W. Bush. Seu secretário de Defesa Donald Rumsfeld, por exemplo,
levou as idéias de Strauss e assemelhados ao pé da letra, quando afirmou que
“as verdades estratégicas precisam ser defendidas por uma ‘guarda pessoal
de mentiras’.”[12]
No terreno da estratégia militar, os que detêm o poder devem mais do que nunca
utilizar o engano e, além disso, aproveitar a religiosidade das pessoas e
promover guerras constantes para alienar a população. A história das
jamais encontradas armas de destruição em massa do Iraque, pretexto para a
guerra dos EUA contra aquele país, é outro exemplo entre inúmeros. Em suma:
os governantes “sábios” não devem hesitar em enganar o povo
“ignorante” – isso quando não elevam a própria ignorância à categoria
de virtude e modelo a ser seguido, o que na prática dá quase os mesmos
resultados.
Comparemos
agora a posição de Strauss com a de outro intelectual conservador, René
Girard, professor emérito da Universidade de Stanford, nos EUA, que declarou em
uma entrevista: “Nesta era de informação
global, o cristianismo não tem as proteções contra o conhecimento que as
religiões arcaicas tinham”.[13]
Tudo se encaixa, portanto: também na área religiosa o
conhecimento é um perigo, uma ameaça. Tomar cuidado com ele é um dos
requisitos conservadoristas para a manutenção do poder. Trata-se de uma
postura tradicional e bem conhecida.
Tudo
isso visto, mais do que nunca é preciso não esquecer
que o engano só é possível porque existe quem se deixa enganar. Nietzsche
escreveu que o homem precisa de mentiras. O poeta T.S. Eliot acrescentou que o
ser humano não suporta muita realidade. Por isso, é importante que não
caiamos na velhíssima e demagógica armadilha “governantes maus”/governados
bons”, que deve sua perenidade ao fato de ser binária e como tal simplista e
rudimentar. Na mesma linha, limitar-nos a rotular pensadores como Schmitt e
Strauss de “reacionários”, “direitistas” ou o que for, e nos colocarmos
como “progressistas” e “de esquerda”, é repetitivo, maniqueísta e inócuo,
além de ridículo. Já que é necessário pensar diferente desses e de
outros autores, devemos primeiro começar a pensar diferentemente de nós
mesmos: sair dos nossos modelos habituais e buscar novos modos de compreender e
construir o mundo. É o que Pascal, e por influência dele Morin, chamam de
“trabalhar para pensar bem”.
Ao
longo do tempo, analistas como Shadia Drury se tornaram críticos cada vez mais
ácidos das idéias de Strauss. Drury publicou, entre outros trabalhos, o livro
Leo Strauss and the American right (Leo Strauss e a direita americana), de
1999. Ela assinala que Strauss compartilhava com Carl Schmitt a idéia de que a
política e o Estado se baseiam na manutenção da divisão linear-binária
“amigo/inimigo”. Em 1934, Schmitt foi o responsável direto por uma bolsa de
estudos e pesquisas para Strauss na Rockefeller
Foundation, nos EUA.
Como
ocorre com freqüência com pensadores polêmicos como Schmitt e Strauss, não
faltou e não falta quem tente justificar e racionalizar suas posições. Os
artifícios são os de sempre: “Não é bem assim”, “as críticas são
tendenciosas”, “há outras leituras possíveis” e daí por diante. Ao lado
disso, procura-se sempre desqualificar os críticos, como se fez com Drury e com
outros. Há muitas outras manobras possíveis nessa mesma direção. Entretanto,
para avaliá-las nada melhor do que confrontar os resultados das idéias com
seus resultados práticos. Isto é: na dúvida, convém consultar os registros
históricos.
Voltemos mais uma
vez à afirmação de Strauss, agora posta na forma interrogativa: a filosofia
é perigosa? De saída, devemos responder que sim. O filósofo alemão estava
certo. E não é só a filosofia que é perigosa: todo conhecimento, na acepção
mas ampla do termo, também o é.
O
conhecimento é perigoso, mas é ao mesmo tempo libertador. Hölderlin escreveu
que onde está o perigo está também o que salva. De fato, conhecer ao mesmo
tempo liberta e comporta riscos. A vida é um processo de conhecimento. Guimarães
Rosa escreveu que viver é perigoso. Com essa frase, o escritor brasileiro
exprimiu sua crença de que viver implica lidar com a incerteza, a aleatoriedade
e a imprevisibilidade – com o risco, enfim. É bom para todos nós que o
conhecimento e a vida sejam mais perigosos do que indutores de conformismo.
Desse modo, eles nos ensinam a lidar melhor com as pessoas e instituições que,
como disse o acima citado René Girard, precisam se proteger dos saberes não-alinhados
e conservar suas ortodoxias por meio do obscurantismo.
O
historiador John Lukacs[14]
assegura que pensamos com palavras. Para tanto, é óbvio que precisamos de um
vocabulário. Foi o que escrevi num ensaio sobre esse assunto no ano 2000.[15]
Logo, quanto maior e melhor nosso vocabulário, maiores as possiblidades de
pensarmos bem.
Donde
se conclui que quanto mais limitado for o vocabulário das pessoas (o que é
cada vez mais comum nas sociedades atuais), mais elas terão dificuldade de
pensar. Com isso, permitirão que outros pensem em seu lugar e lhes digam o que
fazer. Em tais circunstâncias, não é o conhecimento que é perigoso: sua
insuficiência ou falta é que o é. Confúcio dizia que quando as palavras
perdem seu sentido as pessoas perdem a liberdade. Acrescento que quando as
pessoas se tornam iletradas a situação é bem pior, pois a insuficiência de
palavras faz com que elas percam uma parte significativa de sua condição
humana.
NOTAS
[1]
Para uma abordagem inicial ao pensamento de Carl Schmitt e Leo Strauss, ver:
-
CARL SCHMITT. Théologie politique.
Paris: Gallimard, 1988.
-
JOHN G. MASON. “Leo Strauss and the noble lie: the neo-cons at war”.
Logos
3 (2),
Spring 2004. www.logosjournal.com
-
JULIEN FREUND. “Les lignes de force de la pensée politique de Carl
Schmitt”.
Nouvelle
École, No.
44, Printemps, 1987.
-
LEO STRAUSS. What is political
philosophy? And other essays. Chicago: Chicago University Press, 1959.
-
LEO STRAUSS. De la tyrannie. Paris:
Gallimard, 1997.
-
PHILIP GREEN. “Neo-cons and the counter-enlightenment”.
Logos
3 (2), Spring 2004 www.logosjournal.com
-
ROBERT LOCKE. “Leo Strauss, conservative mastermind".
Front
Page Magazine. May 31, 2002.
www.frontpagemag.com
-
STEPHEN E. BRONNER. “Constructing neo-conservatism”.
Logos
3 (2), Spring, 2004. www.logosjournal.com
[2]
CARL SCHMITT. El concepto de lo político. Madri: Alianza Editorial, 1999.
[3]
JOHN LUKACS.
O fim de uma era. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, pág. 155.
[4]
GIORGIO AGAMBEN.
Estado
de exceção. São Paulo: Boitempo, 2004, pág. 13.
[5]
DANNY POSTEL. “Noble
lies and the perpetual war: Leo Strauss, the neo-cons, and Iraq”.
Interview with Shadia Drury. www.opendemocracy.net/debates
[6]
LEO STRAUSS.
Natural
right and history: Walgreen Foundation lectures. Chicago: Chicago
University Press, 1953.
[7]
SAUL BELLOW. Ravelstein. Rio de
Janeiro: Rocco, 2001.
[8]
ALLAN BLOOM. O declínio da
cultura ocidental. São Paulo: Best Seller, 1989.
[9]
SAMUEL HUNTINGTON.
O choque das civilizações. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
[10]
FRANCIS FUKUYAMA.
The end of history
and the last man.
Nova York: Free Pess, 1992.
[11]
HUMBERTO MARIOTTI. “O conhecimento do conhecimento: a filosofia de Baruch
de Espinosa e o pensamento complexo”. www.geocities.com/pluriversu
(2004).
[12]
DONALD RUMSFELD. News Briefing. U.S.
Department of Defense. 25 de setembro de 2001, pág. 1.
[13]
RENÉ GIRARD.
Entrevista. “Relativismo: Bento XVI está
certo”.
O Estado de S. Paulo,
15/5/2005.
[14]
JOHN LUKACS.
O
fim de uma era. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, pág. 24.
[15]
HUMBERTO MARIOTTI. “A escalada da barbárie e o papel da palavra como
instrumento de libertação.”
www.geocities.com/pluriversu
(2000).
*Este
texto faz parte do novo livro do autor
Pensamento complexo: suas
aplicações à liderança, à aprendizagem e ao desenvolvimento sustentável.
** HUMBERTO MARIOTTI. Consultor em desenvolvimento pessoal e organizacional.
Professor e Coordenador do Centro de Desenvolvimento de Lideranças da
Business School São Paulo.
Coordenador do Núcleo de Estudos de Gestão
da Complexidade da Business School São Paulo.
Eimail - [email protected]