8.1 Devo agora adentrar pela solução do problema da retomada do desenvolvimento, sugerindo os ajustes necessários na Pirâmide Salarial, que deverá ser iniciada concomitantemente com as alterações tributárias acima sugeridas. Minha idéia é que se faça o ajuste em cinco etapas progressivas a cada seis meses, ajustando os menores salários de 1 a 10 salários mínimos e assim por diante até o ajuste ao nível de 40 salários mínimos atuais, e daí até o topo da Pirâmide. Na quinta etapa eliminaremos toda a parafernália das "CONQUISTAS 12/12/99 17:24 SOCIAIS", tais como, salário família, vale transporte, refeição, alimentação e etc., que deverão ser incorporadas ao salário. 8.1.1 Serão mantidos apenas os encargos sociais referentes ao 13 º salário de Natal , 14º salário por ocasião das férias e 0,5% sobre o faturamento a titulo de fundo de reserva para incidentes de saúde e acidentes do trabalho. Durante o período de ajuste (dois anos) nenhum salário deverá ser corrigido, ou aumentado para que se possa manter um controle da evolução dos preços. 8.2 Primeira etapa : 1º ao 5 º mês inclusive. Nesta etapa ajustaremos os salários entre um e dez salários de base R$ 136,00
8.2.1 Para proceder ao aumento salarial é necessário que os empresários tomem as seguintes medidas : expurgar os custos sociais, agora inexistentes. 8.2.2 Incluir apenas os encargos sociais , conforme citado no parágrafo 8.1.1. 8.2.3 Calcular o incremento de faturamento para fazer frente ao ajuste salarial, conforme exemplificado em 7.4, considerados os números pertinentes a cada caso particular. 8.2.4 Já no inicio do mês emitir as listas de preços reajustados. 8.2.5 A administração econômica do Pais deve diminuir o depósito compulsório dos bancos, para que os empresários possam ter linhas de crédito, para durante o mês, poderem descontar duplicatas no montante necessário para fazer frente ao incremento do ajuste na folha de pagamento. 8.2.6 Com as medidas acima haverá um aumento de vendas a partir do segundo mês, que propiciará um aumento de encomendas considerável, em torno de 45%, na industria de utensílios o que certamente favorecerá uma necessidade de preenchimento dos postos de trabalho atualmente ociosos, diminuindo assim o índice de desemprego. 8.2.7 Devo deixar claro apenas a titulo de desencargo de consciência que o possível argumento que teremos escassez de energia elétrica, no caso de aumento da produção industrial, que nesses primeiros estágios não estaremos aumentando os pontos finais de consumo de energia elétrica. Estaremos ativando postos de trabalho já existentes. Temos ainda uma enorme reserva de tempo de trabalho em segundos e terceiros turnos disponíveis. 8.2.8 Neste primeiro estágio ainda, estaremos corrigindo poucos salários das bases salariais de empresas produtoras da linha branca, eletroeletronica e automotiva. 8.2.9 Os salários agrícolas e
agro-industriais devem sofrer as mesmas correções e o banco do 8.2.10 O aumento de vendas provocará um aumento de preços médio, da ordem de 20 % . Isto se deve a que os ajustes de salários serão menores, quanto maior a remuneração. O ciclo econômico das empresas se acelerara promovendo um giro de estoques mais rápido, aumentando a lucratividade pelo volume de vendas. A arrecadação tributária será aumentada no consumo final, como resultado do aumento da capacidade de consumo gerada pelas faixas de salários ajustados. 8.3 Segunda etapa : 6º ao 11 º mês inclusive. Nesta etapa ajustaremos os salários entre um e dez salários de base R$272,00.
8.3.1 Nesta Segunda fase, os procedimentos enumerados na primeira etapa, continuam válidos, devo, no entanto, reiterar a doutrinação de que os trabalhadores-consumidores têm que continuar numa forte atitude licitadora de preços, não devem se tornar perdulários gratuitos, pois esta atitude fortalece a moeda. 8.3.2 Aos empresários devo lembrar que aumentos gratuitos a titulo de ambição desmedida, costumam criar complicações econômicas das quais, a mais visível é a inflação de preços e a menos visível, porém tão ou mais perversa que a inflação, é o apodrecimento da moeda, já conhecido e sentido por todos nas décadas passadas. 8.3.3 Devo ainda lembrar aos administradores públicos que a arrecadação agora mais intensa deve ser cuidada de tal maneira que sua utilização no orçamento público seja comedida e não desvirtuada por interesses espúrios, eleitoreiros ou interesseiros que se refletem em constantes legislações em causa própria. 8.3.4 O incremento de preços nesta fase, não será maior do que 23% , e a capacidade de consumo (encomendas) certamente ficará em torno de 40% . A arrecadação tributária com certeza será aumentada, juntamente com o lucro em cerca de 20%, sobre os índices vigentes. 8.4 Terceira etapa : 12º ao 17 º mês inclusive. Nesta etapa ajustaremos os salários entre um e dez salários de base R$544,00.
8.4.1 Como nas etapas anteriores os preços serão ajustados no inicio do período 12º mês, e provocará um reajuste de preços em torno de 25 % e aumento de cerca de 35% na capacidade de consumo. Todas as recomendações anteriores continuam válidas. 8.4.2 Neste estágio já estaremos utilizando toda mão de obra disponível, devemos, no entanto nos preparar já tendo em andamento fortes campanhas, com relação ao turismo para receber a mão de obra que será desalojada em pouco tempo, pois com o incremento de produção anterior, os empresários industriais, estarão substituindo o parque industrial original, de máquinas antigas, por máquinas de alta produção . 8.4.3 Devemos ainda acelerar uma reforma agrária modificada para assentamento em cinturões verdes que produzam horti-granjeiros que tem produção rápida e são propícios a empreendimentos familiares. 8.5 Quarta etapa : 18º ao 23 º mês inclusive. Nesta etapa ajustaremos os salários entre um e dez salários de base R$1.088,00.
8.5.1 Devo inicialmente considerar que estamos diante de um salário mínimo vigente igual a 16 vezes o salário inicial deste plano, no entanto lembro que como os preços são livres e foram reajustados na medida necessária para promover o aumento de consumo, que por sua vez se refletiu no aumento de arrecadação. Estimo por tanto que os ajustes procedidos resultam num incremento global , conforme tabela abaixo:
Incrementos salariais após as quatro etapas::
8.5.2 Estamos diante de uma economia progressista, com trabalhadores interessados no seu emprego, pois são remunerados dignamente. Empresários em busca de soluções para aumentar a sua lucratividade , empregando pessoas que estão se qualificando, pois têm mercado de trabalho para isso. Funcionários públicos dão o melhor de seus esforços, pois estão sendo remunerados convenientemente. Neste plano ninguém perde, todos ganham. 8.5.3 Muitas alterações sociais foram e serão realizadas em função desta nova ordem econômica. O pensamento econômico deve continuar se preocupando com a macroeconomia, com a bolsa de valores, com o cambio, com a boa distribuição do orçamento agora viável a uma aplicação digna sobre a sociedade, devem ainda se preocupar com a boa administração da moeda. O setor executivo deve ainda se preocupar com a racionalização das prestações de serviços governamentais, para evitar a malversação do dinheiro público em pequenas e grandes corrupções. 8.5.4 Muitas pessoas certamente criarão empecilhos a aplicação destas idéias, argumentando "Como pagar um salário mínimo tão alto, para um empregado mal qualificado?", para estes respondo: "tenho certeza que para os empresários esclarecidos, é preferível um consumidor mal qualificado, mas empregado e com dinheiro na mão, do que um consumidor muito qualificado, mas desempregado e de mão vazias". Muitos mitos devem ser desmontados como estes de que a escola pública deve qualificar os jovens até no posto de trabalho. Isto nunca foi assim, a empresa é que deve qualificar os empregados, conforme os interesses e normas dela. 8.5.5 Se menores salários vigentes fossem motivo de riqueza e força econômica de uma Nação, os salários do Japão da Europa e Estados Unidos, não seriam tão altos. A questão é apenas numérica, erramos grosseiramente quando tentamos fazer paridade do Real com o Dólar, nossa moeda esta garantida, por uma produção pífia, por um consumo miserável, numa economia que insiste em apenas remunerar a moeda concentrada, quase totalmente, nas mãos de capitalistas. Na execução deste plano, não devemos sequer pensar em política cambial, devemos apenas estabelecer uma conveniente divisão nos valores de interesse. O interesse de especuladores de um lado e o interesse da produção dos materiais que dependem de importação de outro. 8.5.6 Quanto à importação, o governo deve proceder uma sólida política de substituição delas, não faltará de ora em diante dinheiro para pesquisa cientifica Nacional, para sermos independentes da tecnologia de ponta estrangeira, devemos procurar nos libertar da divida externa, pois como disse Thomaz Jefferson "Tudo que uma Nação receber de outra a título de ajuda, pagará mais cedo ou mais tarde com parte de sua independência". Nós e o FMI sabemos bem, que isto é uma pura verdade. 8.5.7 Os salários acima do máximo permitido R$ 10.880,00 , não deverão ser cortados abruptamente, seu excesso deverá ser reduzido linearmente à razão de 0,33% ao mês, devendo portanto durar 25 anos. 8.5.8 Exemplo prático: (R$21.760,00 R$ 10.880,00) * 0,33 = R$ 35,90 ao mês. Este exemplo mostra que, quem recebe salários ou proventos em dobro, do teto máximo, terá um redutor que ajustará mensalmente seu salário privilegiado em R$35,90 ao mês , até atingir o salário normal dentro de 300 meses. Com isto fica claro que este plano não busca matar ninguém de fome, mesmo os privilegiados. 8.5.9 No final deste período todos os salários deverão ser pagos semanalmente. Para aqueles que considerarem esta idéia "exótica", devo salientar que nas economias adiantadas a remuneração é feita semanalmente, para evitar os "micro-créditos", que agravam com juros bancários os preços finais ao consumidor. A rigor as empresas que aderirem ao plano com confiança, poderão iniciar o repasse aos salários desde a primeira etapa. 8.5.10 Nosso tributo agora cobrado no consumo final, que não inclui os impostos de valor agregado (ICMS e IPI), nem as taxas Municipais e Estaduais deve ser ajustado da primeira etapa até esta à medida que o consumo vá aumentando. 8.6 Quinta etapa, do 25º mês em diante. Nesta etapa procederemos ao ajuste final, eliminando os proventos oriundos das "conquistas trabalhistas", na exaustiva luta dos sindicatos para melhorar os rendimentos salariais de seus representados. Assim os trabalhadores recebem vales: transporte, refeições, alimentação e etc. que devem ser agregados aos salários, uma vez que a administração terceirizada destes proventos, torna-os antieconómicos para os beneficiários. Não deverá haver qualquer repasse para os preços, uma vez que são costumeiramente lançados no custeio. 8.7 Conclusão Penso Ter demonstrado que os ajustes propostos são racionais. O pensamento econômico não deve ter preocupação sobre os aumentos de preços dimensionados para promover a divisão da riqueza. A inflação anterior se originava muito mais por desalinhamento geral de preços, por todo o sistema e ambição desmedida de empresários mal avisados, que promoviam o apodrecimento da moeda para colecionar cada vez mais papel moeda sem qualquer valor. Tanto trabalhadores como empresários e especialmente a receita e o orçamento Nacional devem buscar valorizar a moeda da qual são depositários. O orçamento Nacional não deve ser perdulário, sua moralização e racionalização deve ser a preocupação constante dos funcionários que o elaboram. Os executivos devem exercer sua autoridade com muito cuidado com relação aos gastos, finalmente surge no Congresso a Lei de responsabilidade fiscal, que parece ser uma porta se abrindo para coibir os ralos por onde vazam os impostos que são o salário da sociedade. |