1.1 O povo Brasileiro espera do Governo, que o setor respons�vel pela administra��o da pol�tica econ�mica, tome medidas positivas para eliminar as mazelas pr�prias do subdesenvolvimento. Estudo economia pol�tica h� 40 anos, desde a brilhante gest�o do professor Roberto Campos, passando pela introdu��o da corre��o monet�ria de Simonsem, pela planifica��o economica de Reis Veloso, pelo Arrocho salarial de Delfim Neto, pelo engenhoso plano cruzado de Funaro, pelos Planos Ver�o e Arroz com feij�o de Bresser e Mailson respectivamente, pelo plano medieval de Collor at� o plano Real no qual tive o prazer de intervir como demonstrarei no final deste trabalho. 1.2 A retomada do desenvolvimento s� ser� poss�vel se admitirmos uma pol�tica econ�mica eminentemente consumista. 1.3 O consumismo n�o � uma fonte eterna da cria��o de riqueza. Temos que admitir que a livre iniciativa produz cada vez mais e a pre�os cada vez menores, que num ponto do futuro o mercado consumidor estar� repleto de tudo aquilo que o capital pode oferecer, em mat�ria de conforto lazer e prazer. Neste momento o capitalismo come�ara a se afogar na pr�pria produ��o (KARL MAX). 1.4 O chamado primeiro Mundo (EUA, EUROPA E JAP�O), j� sofre esta situa��o de passagem de um mercado ativo, para um mercado passivo, pois ali a industria j� preencheu as necessidades de consumo inicial. Esses consumidores compram produtos para repor os desgastados. Ali ainda se consome alguns produtos por progresso tecnol�gico ou altera��es na moda. Estando estas economias, portanto em recess�o. Devemos no entanto considerar que os Estados Unidos da Am�rica conseguem se equilibrar neste limite do abismo, porque extrai dos aliados econ�micos numer�rio para manter sua economia em relativa estabilidade, que imagino por um tempo limitado. 1.5 As empresas estrangeiras se dirigem ao Brasil para montar suas instala��es, n�o porque nossas praias s�o belas, ou nosso clima ameno. V�em para c� porque teremos nos pr�ximos 30 anos um mercado de Trezentos milh�es de consumidores, que juntamente com os da Am�rica Latina poder� chegar a setecentos milh�es. 1.6 Se n�o nos preocuparmos em promover o desenvolvimento da industria nacional, estaremos consentindo numa verdadeira invas�o econ�mica. Por este motivo preparei este plano, do qual enviarei copias ao Ecmo. Sr. Presidente Fernando Henrique, aos congressistas, entidades de classe patronais e sindicais, economistas governamentais, institutos de economia das universidades e outros, de modo a semear as id�ias que proporei a diante para a retomada do desenvolvimento, que poder� ser a base para da doutrina econ�mica, denominada SOCIAL LIBERALISMO. 1.7 Isto posto, todos os cidad�os ter�o no��o de sua posi��o no cen�rio econ�mico, suas atribui��es, seus deveres, seus direitos e por conseguinte se orientar em seus objetivos. 1.8 A administra��o econ�mica utilizando-se das transpar�ncias propostas adiante, poder� tomar as medidas que sejam necess�rias para racionalizar o funcionamento desta nova economia. |