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Curriculum Vitae, Educacional, Cultural e T�cnico Nascimento:
Marley Pires de Oliveira em 09/10/1936. 1941:
Aprendi a ler e escrever com minha av�, para poder ler
um livro de medicina homeop�tica, para meu tio tetrapl�gico. Li toda a literatura
infantil de Monteiro Lobato, com especial interesse para o Po�o do Visconde,
quando me familiarizei e simpatizei com as id�ias nacionalista do autor, n�o tinha ainda
7 anos de idade. 1943:
Curso prim�rio no Grupo Escolar Paulo Eir� em Santo Amaro
S�o Paulo SP, onde j� entrei
al�m de alfabetizado, conhecendo as quatro opera��es e suas propriedades. 1947:
Termino o prim�rio com distin��o e fico em casa
sem estudar, cuidando dos afazeres dom�sticos, pois minha m�e por motivos econ�micos
trabalhava numa estamparia de seda BNT. Neste per�odo al�m de jornais e
revistas li a Literatura adulta de Monteiro Lobato. 1949:
Aos 13 anos entrei para trabalhar na mesma f�brica que minha m�e. Iniciei como ajudante,
lavador de quadros e ap�s seis meses j� era segundo estampador, trabalho reservado a
maiores de idade. 1952:
Neste ano entrei para estudar no curso ginasial da
Escola T�cnica de Com�rcio e Gin�sio 12 de
Outubro. 1953:
Trabalhei na Fia��o Campo Belo. Devido a conhecer todas as m�quinas trabalhei no setor
de lubrifica��o e auxiliar de manuten��o. Ap�s conhecer o propriet�rio que verificou
que eu tinha uma boa cultura geral e boa habilidade para
c�lculos, passei a trabalhar no setor de vaporiza��o de fios onde tamb�m controlava o
estoque de fios acabados. 1955:
Terminei o ginasial e a esta altura j� tinha lido a Com�dia Humana de Honor� de Balzac
(38 volumes) e a literatura realista de Emile
Zol� (42 volumes), onde me inteirei das id�ias socialistas do s�culo XIX. 1956:
Ingressei no Col�gio Oswaldo Cruz para cursar o Colegial, e para me liberar dos hor�rios fixos das
f�bricas, comecei a trabalhar como tempor�rio na Gr�fica Bentivegna como revisor de
linotipia, onde tive oportunidade de me familiarizar com a literatura promiscua de
Adelaide Carraro e com a literatura hist�rica da Editora M�ritum, 22 volumes. Viajei
pelo Egito, pelas terras de Cana�, pela Pen�nsula Ib�rica e participei das guerras dos
Hicsos contra os Eg�pcios ascens�o do Imp�rio Romano, sua queda, invas�o dos Otomanos
sobre a Europa, sua queda e tantos outros fatos hist�ricos maravilhosamente bem narrados,
por S�len Ach, Mika Waltare e outros. Participava tamb�m
nesse per�odo, do corpo de
disc�pulos de Rubens de Azevedo e Jean Nicolini mestres no observat�rio do Capric�rnio.
Prestava nesse observat�rio colabora��o na constru��o de aparelhos mec�nicos para
telesc�pios amadores. Neste per�odo recebi de presente o Das Kapital de Karl
Max ( 4 volumes ), onde se iniciou meu interesse pela economia pol�tica. 1958:
Terminado o colegial, comecei a trabalhar na Arbame Mallory f�brica de inje��o de
pl�sticos, estamparia a frio de chapas, galvanosplastia, fabrica de parafusos, de fios de
cobre recapados, tornos autom�ticos, e
fabrica de coletores el�tricos para motores. Minha fun��o nessa f�brica era
Assistente da Chefia de Produ��o, tive que aprender e me familiarizar com as
t�cnicas administrativas de f�brica, para
isso comprei 3 livros que muito me auxiliaram na condu��o de minha fun��o,
Estudos de Tempos de Fredrick Taylor, Estudos de Tempos e
Movimentos de Ralph M. Barnes e Manual da produ��o de Alford and Bangs
, um alentado manual com 2800 p�ginas, onde se aprendia toda metodologia pr�tica e te�rica da administra��o cientifica do
trabalho. 1960:
Passei a trabalhar na Anderson, Clayton e Cia para ser treinado na organiza��o de
f�bricas, nas mat�rias com as quais eu j�
havia tido contato e me familiarizado na empresa anterior. Foram oito meses de treinamento
e aulas com Mr.Nelson White Jr., engenheiro Fernando
J.P.T�vora, engenheiro Geraldo Alves da Silva, e o Crono t�cnico Afonso Guedes. Fizemos
v�rias visitas a grandes empresas a titulo ilustrativo. Na f�brica aplicamos todas as
t�cnicas de racionaliza��o, Lay-Outs, diagramas de processo, tabelas de treinamento,
estudos de tempo, analises e processos, analises de controle de qualidade, implanta��o de sistemas, aplica��o
de programas de incentivos salariais, c�lculos de economicidade e uma enorme gama de
analises t�cnicas de v�rios setores da produ��o. 1961
a 1967: S�o Paulo Alpargatas, fun��o exercida, encarregado da
organiza��o e controle de manuten��o preventiva em tecelagem e fia��o. Usei meus
conhecimentos de mec�nica anteriormente assimilados juntamente com os de organiza��o e
por ter tempo dispon�vel, comecei a estudar economia pol�tica a partir da interven��o
do governo J�nio Quadros sobre a industria produtora de �leos comest�veis onde
trabalhava no final de 1960. Comecei ent�o a ler todas as obras de economia a partir de
Adam Shmith ( classicismo), at� Keinys
(consumismo) e Gal Braith (capitalismo monetarista n�o liberal). Passei por autores de
todas a correntes econ�micas (Cooperativistas, Socialistas, Comunistas, Capitalistas,
Hedonistas e etc.). 1967:
Filtros Mann: Trabalhei nesta empresa para implantar o setor de planejamento t�cnico.
Meus conhecimentos no entanto se cristalizavam nos m�todos americanos de administra��o
de f�bricas, o diretor geral da Filtros Mann, verificando meu potencial, atrav�s do
projeto de implanta��o que apresentei, me proporcionou um est�gio na Robert Bosh em
Campinas ( 4 meses), na qual assimilei o processo germ�nico do Instituto REFA de
organiza��o, treinamento, projetos de ferramentas, dispositivos e sal�rios incentivo nas fabricas. 1968:
Zivi H�rcules, Porto Alegre. L� fui encarregado de organizar e chefiar o setor de
planejamento t�cnico, com todas as fun��es j� acima mencionadas. Tive ali um trabalho
coroado de �xito em todos os projetos que me propuseram, trabalhei com o Engenheiro
Kaiser, fui tomado dele pelo Professor Carlos Arnt, fui tomado do Professor Carlos pelo
Professor Olivio Koliver consultor para assuntos de economia e ainda tive contatos ami�de
com o Professor Manoel Lu�s Le�o, todos da
URGS. Trabalhei ainda com o Professor Olivio Koliver em 1971 na Sorema Brixner, industria
moveleira em Triunfo RS, na fun��o de consultor para a organiza��o da programa��o,
controle de produ��o e setor de controle de qualidade. 1971:
trabalhei na COEMSA, industria de mec�nica pesada, onde me familiarizei com a tecnologia
de produ��o e transmiss�o de energia el�trica. 1972:
Consul em Joinville SC. Ali ministrei a um
grupo de t�cnicos mec�nicos, um curso de
cronot�cnicos, para efetuar racionaliza��o, treinamento
de oper�rios, estudos de tempos e movimento
e aplica��o de sal�rios incentivo. 1973:
J� em S�o Paulo, trabalhei na ISAM-Inds.Sul Americana de Metais, onde fui encarregado do
setor de analise de vendas no qual controlava a efici�ncia dos vendedores, preparava
programas de produ��o que fornecia dados
para o setor de provisionamento de materiais n�o
ferrosos importados. 1975:
Fui consultor para organizar uma empresa de vendas de confec��es por mala direta, que
utilizava ainda o sistema de vales postais. 1976:
Fui s�cio minorit�rio de uma empresa de artesanato em metais onde produzia ferramentas
de Shel Molding para pe�as artezanais e organizei o controle de produ��o dessa empresa. 1978:
Fui acometido da primeira crise de diabetes e iniciei meus trabalhos em 1979, numa empresa
em Campinas-SP que produzia blocos de cimento para constru��o, como vendedor t�cnico.
Em 1980
terminei minha estada nessa empresa como encarregado da usina de produ��o
itinerante numa obra em Araraquara-SP. 1981: J� envelhecido para fun��es administrativas e inteiramente inclinado para as solu��es de pol�tica econ�mica, fui para Araraquara e me tornei um pequeno comerciante de Fast-Food, junto as faculdades de odontologia e farm�cia da UNESP, essas faculdades ficavam no centro de uma quantidade enorme de rep�blicas de estudantes dali e do campos da UNESP dessa cidade. Ali privei com estudantes e professores de economia que vinham para comer lanches e discutir comigo problemas das mat�rias de seus cursos, embora n�o tivesse conhecimentos completos da macroeconomia, conhecia perfeitamente toda a mat�ria de microeconomia e com esses conhecimentos fazia incurs�es com os estudantes pelo mundo das id�ias econ�micas, o que para mim foi muito compensador. Ali fiquei at� 1993, trocava
muita correspond�ncia com as autoridades
governamentais a cada vez que eu dava um passo na dire��o da solu��o dos problemas
econ�micos que afligiam a Na��o, at� que em 1993, completei o ciclo de id�ias que me
levou a enviar uma nova carta, onde elenquei as id�ias para neutralizar a infla��o ao
Presidente Itamar Franco. Carta esta, que esta inclusa na parte II deste trabalho. 1993
a 1994: Neste ano perdi grande parte da minha sa�de pois tive uma perna
amputada e a perda da vis�o. N�o obstante com a ajuda de v�rias pessoas ligadas a
economia, e minha filha Tania ainda consegui fazer uma analise hist�rica da implanta��o
do plano Real atrav�s da URV que se fundamentou certamente na carta que enviei ao Presidente Itamar. 2000: T�rmino da execu��o do plano de id�ias para a retomada do desenvolvimento, objeto deste trabalho no qual proponho a sociedade brasileira, uma ampla discuss�o sobre o plano. De forma a transformar o Brasil de Pais do futuro em Pais do Presente. |
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