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Como instalar um novo processador no seu micro

 

  Este artigo trata sobre a substituição de processadores antigos (Pentium comum, por exemplo), por um processador mais novo e mais veloz. Não irá portanto tratar do Pentium II, Celeron, Pentium III e Athlon. Para fazer um upgrade para esses processadores, é preciso trocar também a placa de CPU, já que não podem ser instalados nas mesmas placas que o Pentium comum. Este tipo de expansão é viável, mas mostraremos aqui a expansão mais econômica, aquela que aproveita a placa de CPU atual, bastando apenas trocar o processador.  

Cansado do seu Pentium-100, Pentium-133 e os demais modelos antigos? Que tal instalar um K6-3/500? Isto é possível? Em muitos casos, SIM, em outros casos será pelo menos possível instalar modelos mais velozes, como o Cyrix M II / 333. Seria bom se para trocar um processador fosse preciso apenas retirar o antigo e conectar o novo. Infelizmente é preciso antes verificar quais são os processadores que podem ser instalados.

A primeira coisa a fazer é consultar o manual da sua placa de CPU. Lá estarão indicados quais são os processadores suportados. Placas muito antigas (produzidas até meados de 1997) só chegam ao Pentium-200. Pouco depois disso chegaram as placas que suportam outros processadores, como Pentium MMX, AMD K5, AMD K6, Cyrix 6x86 e 6x86MX. O clock dessas placas era limitado a 233 MHz. Pouco depois surgiram as placas que suportam novos processadores, como o AMD K6-2, com clocks de 266 MHz e superiores. Se você não tem o manual da sua placa de CPU, pode obtê-lo pela Internet. Comece obtendo o programa CTBIOS, encontrado na nossa área de download. Ao ser executado, este programa indicará a marca e o modelo da sua placa de CPU, bem como endereço do site do fabricante na Internet. Na nossa área de LINKS também existem diversos endereços de fabricantes. Praticamente todos os fabricantes de placas de CPU colocam manuais das suas placas na Internet. Em geral esses manuais estão no formato PDF, e para abri-los é preciso usar o programa Adobe Acrobat Reader. Nos próprios sites dos fabricantes de placas de CPU você encontrará links para obter este programa. Talvez nem seja preciso fazer o download do Acrobat Reader, pois muitos CD-ROMs que acompanham produtos de hardware (placas de vídeo, placas de CPU, placas de som, modems, etc.) contém este programa.

De posse do manual da placa de CPU, procure instruções para as seguintes configurações:

  • Voltagens do processador
  • Clock externo do processador
  • Clock interno do processador

Para que seja possível instalar seu novo processador, é preciso verificar se a sua placa de CPU oferece as opções de voltagem, clock externo e clock interno para o processador que você quer instalar. Você encontrará sempre essas informações estampadas na face superior do processador (figura 1).

Figura 1- Processador AMD K6-2/400

No K6-2/400 da figura, encontramos as indicações:

AMD K6-2/400
2.2V Core, 3.3V I/O

A única informação que falta é o clock externo. De um modo geral, a maioria dos processadores antigos opera com o clock externo de 66 MHz (ex.: Pentium comum, Pentium MMX, AMD K6), enquanto a maioria dos processadores modernos opera com o clock externo de 100 MHz (é o caso do K6-2 e do K6-3). Podemos encontrar modelos que operam com clocks externos diferentes, como 75, 83 e 95 MHz. Nesses casos, o clock externo estará obrigatoriamente indicado na face superior do processador.

Voltagem

Os processadores modernos operam com um sistema duplo de voltagem. A voltagem externa é usada pelos circuitos que fazem conexões com a parte externa ao processador, como memórias, chipsets e demais circuitos de apoio. Já a voltagem interna é usada pela maior parte do processador, ou seja, o seu núcleo. Engloba todos os circuitos que ficam dentro do processador e não têm ligação direta com o seu exterior. Nos processadores modernos, a voltagem externa é quase sempre de 3,3 volts. A voltagem interna em geral assume um valor menor, como 2.2, 2.4, 2.8, 2.9 e outros, dependendo do processador. A vantagem em usar uma tensão interna menor é a redução do aquecimento do chip.

No manual da sua placa de CPU você encontrará a descrição de jumpers para selecionamento da voltagem interna e externa do processador. A figura 2 mostra um exemplo em que são oferecidas várias opções de voltagem, de 2.0 volts até 3,5 volts.

Figura 2 - Exemplo de tabela de selecionamento de voltagem

Clock externo

É o valor do clock com o qual a placa como um todo irá operar. Este valor é usado no tráfego de dados entre o processador, o chipset, a memória DRAM e a memória cache externa. Processadores Pentium podiam operar com clock externo de 50 (Pentium-75), 60 (Pentium-60, Pentium-90, Pentium-120 e Pentium-150) e 66 MHz (Pentium-100, Pentium-133, Pentium-166, Pentium-200). O Pentium MMX opera com clock externo de 66 MHz (versões de 166, 200 e 233 MHz). As placas de CPU para esses processadores eram projetadas para operar com 66 MHz. Utilizavam memórias DRAM e memória cache externa próprias para 66 MHz, assim como chipsets para 66 MHz (ex: i430FX, i430HX, i430VX e i430TX). Alguns fabricantes de placas de CPU passaram a produzir placas utilizando esses mesmos chipsets, mas podendo ser configurados para operar com clocks maiores, como 75 e 83 MHz. Segundo a Intel, esses chipsets suportam apenas 66 MHz, mas segundo esses fabricantes de placas de CPU valores superiores podem ser utilizados. Isto é o que chamamos de overclock externo, que em muitos casos pode funcionar, e em muitos resulta em travamentos. A implantação desses clocks externos mais elevados ocorreu para dar suporte aos processadores da Cyrix. Alguns deles exigem o clock externo de 75 MHz, e alguns mais recentes até de 83 MHz. Se a sua placa de CPU utiliza um dos chipsets citados, ou então outro chipset mas foi produzida antes de 1998, tenha em mente o seguinte: ela com certeza funciona bem a 66 MHz. Com clocks externos superiores, poderá funcionar ou não.

A partir de 1998 surgiram no mercado placas capazes de operar com o clock externo de 100 MHz. Utilizavam chipsets para 100 MHz, memórias DRAM e memória cache externa para 100 MHz. Podiam então receber processadores capazes de operar com o clock externo de 100 MHz. Exemplos típicos de chipsets capazes de operar a 100 MHz são o Via Apollo MVP3 e o ALI Aladdin V. Você poderá encontrar vários outros chipsets que são na verdade os dois citados acima, mas com nomes remarcados. Por exemplo, o chipset conhecido como AGP Pro é na verdade o Apollo MVP3. Se a sua placa de CPU possui um chipset para 100 MHz, poderá também operar confiavelmente a 100 MHz e com clocks menores, como 95, 83, 75 e 66 MHz. Também se sua placa suporta 100 MHz, tem grandes chances de atender aos outros dois requisitos para a instalação de processadores velozes: voltagem e clock interno.

No manual da sua placa de CPU você encontrará a descrição de jumpers que definem o clock externo do processador. A figura 3 mostra um exemplo no qual são oferecidas as opções de 50, 50, 66, 75 e 83 MHz.

Figura 3  Exemplo de tabela de selecionamento de clock externo

Clock interno

O clock interno é na verdade selecionado através dos valores do clock externo e de um multiplicador, programado através de jumpers. Por exemplo, para fazer o AMD K6-3/500 operar a 500 MHz, devemos programar o clock externo em 100 MHz e o multiplicador como 5x.

No manual da sua placa de CPU você encontrará a descrição dos jumpers que definem o multiplicador de clock. A figura 4 mostra um exemplo no qual são oferecidas as opções 1.5x, 2x, 2.5x e 3x.

Figura 4- Exemplo de tabela de selecionamento de multiplicador para clock interno.

Como vimos, para instalar um novo processador, temos que configurar os jumpers que programam a voltagem, o clock externo e o multiplicador. Ocorre que existem diferenças entre esses jumpers, dependendo da idade da placa:

a) Placas muito antigas, anteriores ao lançamento do Pentium MMX

Produzidas até aproximadamente o inicio de 1997, essas placas eram bastante limitadas:

A1) Voltagem: só eram oferecidas duas opções para voltagem: 3.3 volts e 3.5 volts. Essas voltagens eram usadas pelo Pentium original (P54C), nas versões Standard e VRE, respectivamente. Esses processadores utilizavam a mesma voltagem interna e externa, portanto essas placas de CPU não possuem sistema duplo de voltagem, como ocorre nas placas modernas.

A2) Clock externo: só eram oferecidas as opções de 50, 60 e 66 MHz.

A3) Multiplicadores: só eram oferecidos multiplicadores até 3x, permitindo chegar no máximo ao Pentium-200. O Pentium MMX-233 poderia utilizar o multiplicador 1.5x, que é interpretado como 3.5x, porém a sua instalação era impedida pela ausência da programação da voltagem interna de 2.8 volts.

Essas placas mais antigas em geral usavam os chipsets i430FX ou i430HX. A tabela que se segue descreve os processadores que podiam ser instalados.

  Clock externo Multiplicador Clock externo
Pentium-75 50 MHz 1.5x 75 MHz
Pentium-90 60 MHz 1.5x 90 MHz
Pentium-100 66 MHz 1.5x 100 MHz
Pentium-120 60 MHz 2.0x 120 MHz
Pentium-133 66 MHz 2.0x 133 MHz
Pentium-150 60 MHz 2.5x 150 MHz
Pentium-166 66 MHz 2.5x 166 MHz
Pentium-200 66 MHz 3.0x 200 MHz

Como não permitem programar a voltagem interna, essas placas não permitiam instalar processadores mais velozes, como o Pentium MMX, Cyrix 6x86, 6x86MX, MII, AMD K6, K6-2 e K6-3.

b) Placas que aceitavam o Pentium MMX e equivalentes da Cyrix e AMD

As primeiras placas de CPU que suportavam o Pentium MMX podiam ter a voltagem interna programada com diversos valores:

  • 3.4 volts, para o Pentium P54 VRE
  • 3.3 volts, para o Pentium P54 Standard
  • 2.8 volts, para o Pentium MMX
  • 2.9 volts, para os processadores da Cyrix
  • 3.2 volts para o AMD K6

Encontrávamos nessas placas vários jumpers com os quais poderia ser selecionada uma das várias voltagens citadas acima. Essas primeiras placas que suportavam processadores mais recentes, produzidas entre 1997 e 1998, tinham duas limitações. A primeira era que as opções de voltagem não eram tão variadas. Se um novo processador necessitasse de, digamos, 2,2 volts, não poderia ser instalado já que esta voltagem não estava entre as opções disponíveis. A outra limitação era que o máximo multiplicador que podia ser formado era 3.5x. Isto permitia instalar no máximo processadores para 233 MHz, usando o clock externo de 66 MHz e o multiplicador 3.5x. Clocks mais elevados podiam ser obtidos com o uso de um clock externo maior, como 75 MHz. Entretanto, na maioria das vezes este overclock não funcionava de forma confiável.

c) Placas de que chegam a 400 e 600 MHz

Essas placas passaram a ser produzidas a partir de 1998. São extremamente flexíveis quanto a instalação de novos processadores. Quando utilizam chipsets para 66 MHz (ex.: Intel i430TX), podem receber processadores de até 400 MHz. Quando utilizam chipsets para 100 MHz (ex.: Via Apollo MVP3 e ALI Aladdin V), permitem a instalação de processadores de até 600 MHz. Vejamos então as características dessas placas:

C1) Voltagem

Ao invés de oferecer apenas algumas opções de voltagem, possuem em geral 4 jumpers através dos quais podemos escolher voltagens entre 2.0 e 3.5 volts.

C2) Clock externo

Podem utilizar o clock externo de 50, 60, 66, 75, 83, 95 e 100 MHz. Muitas não permitem usar as opções de 50 e 60 MHz, usadas apenas nos processadores mais antigos (Pentium-75, 90, 120 e 150).

C3) Multiplicadores

São oferecidas várias opções de multiplicadores, de 1.5x até 6x. Usando o multiplicador 6x e o clock externo de 100 MHz, podemos obter um clock interno de 600 MHz (AMD K6-3).

Selecione o seu novo processador

O clock máximo para o processador suportado pela sua placa de CPU dependerá da época em que foi fabricada. Placas novas poderão chegar ao máximo de 600 MHz (AMD K6-3/600), placas mais antigas poderão chegar a 200 MHz (Pentium-200). Entre esses extremos podemos encontrar placas com limites máximos intermediários entre esses dois extremos. A primeira fonte de referência para determinar quais são os processadores mais velozes suportados por uma placa de CPU é o seu próprio manual. Se você está satisfeito com as opções de processadores velozes suportados pela sua placa, pode simplesmente adquirir um desses processadores e fazer a sua instalação, seguindo as instruções do seu manual. Programe a voltagem, o clock externo e o multiplicador (que resulta no clock interno) adequados ao seu novo processador. Dificuldades poderão surgir quando a placa de CPU na verdade suporta processadores mais velozes mas o manual não dá esta informação. Por exemplo, as placas modernas podem chegar até 600 MHz, mas alguns manuais apresentam indicações até apenas 400 MHz. Vejamos os casos que podem aparecer.

a) Placas para Pentium P54C

Essas são as placas mais antigas, e permitem instalar no máximo um Pentium-200 (não MMX). A única programação de voltagem é usar 3.3 ou 3.5 volts, dependendo do fato do processador ser do tipo Standard ou VRE.

Para saber se um processador Pentium é Standard ou VRE será preciso consultar a inscrição na sua parte inferior. Apresenta o seguinte aspecto:

XXXXXXXXXX
XXXXXXXXXX
XXXXXXXXXX
XXXXX/SXX

Os dígitos X poderão variar entre letras e números. O "S" representado indica se tratar de uma versão Standard. Se em seu lugar existir um "V", significa que trata-se de uma versão VRE. Você deverá programar o jumper indicador de voltagem de acordo com o modelo de Pentium que você instalar.

Outra dificuldade encontrada é que muitos manuais de placas antigas trazem configurações até o máximo de 133 ou 166 MHz, quando na verdade chegam até 200 MHz, bastando usar o multiplicador apropriado, que é 3x. O problema é que nessas placas antigas, o manual pode não indicar como formar este multiplicador. A tabele de multiplicadores tem o aspecto indicado a seguir.

X BF1 BF0
1,5x OFF OFF
2x OFF ON
2,5x ON ON
3x ON OFF

Configurar um multiplicador consiste em posicionar dois jumpers, chamados de BF0 e BF1 (esses jumpers podem aparecer com outros nomes, dependendo do manual). A primeira coisa a fazer é descobrir quais são os dois jumpers que formam o multiplicador. Você descobrirá isso verificando no manual da sua placa de CPU, os dois jumpers que são alterados para indicar o clock interno. A seguir é preciso descobrir qual é o BF1 e qual é o BF0, o que é muito simples. Compare as configurações de 1.5x e 2x (por exemplo, 100 MHz e 133 MHz). O jumper que ficar igual em ambas as configurações é o BF1, o que ficar diferente é o BF0. Comprove isso comparando as configurações de 2x e 2,5x. O jumper que estiver igual é o BF0, o diferente é o BF1. Uma vez tendo identificado qual é o BF1 e qual é o BF0, forme o multiplicador 3x da seguinte forma: deixe o jumper BF1 como é usado na configuração de 2.5x e o jumper BF0 como na configuração de 1.5x. Você poderá assim instalar o Pentium-200, usando o clock externo de 66 MHz e o multiplicador 3x.

Um cuidado adicional deve ser tomado se o seu processador original for um Pentium-90, Pentium-120 ou Pentium-150. Nesses processadores, o clock externo é 60 MHz, e você terá que alterá-lo para 66 MHz para instalar o Pentium-200, caso contrário irá operar com apenas 180 MHz (60x3). Programe então este clock para 66 MHz, que é o mesmo valor usado pelo Pentium-100, Pentium-133 e Pentium-166.

b) Primeiras placas com dupla voltagem

Essas placas foram produzidas entre 1997 e meados de 1998. Permitiam a instalação do Pentium MMX-233, programação da voltagem interna em 2.8 volts, e dependendo do modelo, outras opções como 2.9 e 3.2 volts. Muitas dessas placas podem, segundo seus manuais, operar com clock externo de 75 MHz, mas não acredite nisso, trata-se de overclock.

Se a única opção de voltagem interna (além dos tradicionais 3.3 e 3.5 volts) é 2.8 volts, você poderá instalar no máximo, um Pentium-233 MMX. Alguns manuais não apresentam a configuração de 3.5x, necessária para operar em 233 MHz. Esta configuração é idêntica à de 1.5x. Portanto, a tabela completa de multiplicadores para essas placas é:

X BF1 BF0
1,5x OFF OFF
2x OFF ON
2,5x ON ON
3x ON OFF
3,5x OFF OFF

Melhor ainda é quando a placa possui configuração de 2.9 volts. Desta forma permitirá a instalação de processadores Cyrix, tanto as mais antigos (6x86) como os mais novos (M II). Instale então um processador M II que utilize o clock externo de 66 MHz (está indicado na sua face frontal). O Cyrix M II/300, possivelmente o modelo mais veloz que você poderá instalar nessas placas, deve ser configurado da seguinte forma:

  • Voltagem interna: 2.9 volts
  • Clock externo: 66 MHz
  • Multiplicador: 3.5x

Observe que na verdade este processador não opera a 300 MHz, e sim a 233 MHz (66x3.5). Entretanto, como sua arquitetura é mais avançada que a do Pentium MMX, seu desempenho é similar ao de um "Pentium MMX-300".

c) Placas modernas

As placas produzidas a partir de 1998 possuem duas características que aumentam bastante o número de opções de processadores a serem instalados: 16 opções de voltagem interna e multiplicadores até 6x. Quando são equipadas com chipsets para 100 MHz (ex: Via Apollo MVP3 e Aladdin V) permitem instalar processadores de até 600 MHz (100 MHz x 6), e quando equipadas com chipsets para 66 MHz (ex: Intel i430TX) permitem instalar processadores de até 400 MHz (66 MHz x 6).

Comece identificando a tabela de configuração dos jumpers que definem a voltagem do processador.

A seguir descubra a tabela de multiplicadores, que deverá ir até 6x. Placas mais antigas só chegam até 3.5x porque possuem apenas dois jumpers indicadores do multiplicador, BF0 e BF1. As placas mais recentes possuem um terceiro jumper, o BF2, usado na formação de multiplicadores 4x e superiores. Se a sua placa chegar a 266 MHz (66 x 4), então possui BF2, e poderá formar multiplicadores 4x, 4.5x, 5x, 5.5x e 6x, mesmo que o manual não especifique todos eles.

Finalmente, descubra se o clock externo máximo da sua placa é 66 MHz ou 100 MHz. Se for 66 MHz, você poderá instalar no máximo um AMD K6-3/400, configurado em 66 MHz x 6. Se for de 100 MHz, poderá chegar até o AMD K6-3/600, usando a opção 100 MHz x 6.

A tabela que se segue mostra como formar diversos valores de clock interno de acordo com o clock externo e o multiplicador utilizado.

Fator
Jumpers
Clocks internos e externos
X BF2 BF1 BF0 50 MHz 60 MHz 66 MHz 75 MHz 83 MHz 100 MHz
1,5x OFF OFF OFF 75 MHz 90 MHz 100 MHz 112 MHz 125 MHz 150 MHz
2x OFF OFF ON 100 MHz 120 MHz 133 MHz 150 MHz 166 MHz 200 MHz
2,5x OFF ON ON 125 MHz 150 MHz 166 MHz 187 MHz 208 MHz 250 MHz
3x OFF ON OFF 150 MHz 180 MHz 200 MHz 225 MHz 250 MHz 300 MHz
3,5x OFF OFF OFF 175 MHz 210 MHz 233 MHz 262 MHz 291 MHz 350 MHz
4x ON OFF ON 200 MHz 240 MHz 266 MHz 300 MHz 333 MHz 400 MHz
4,5x ON ON ON 225 MHz 270 MHz 300 MHz 337 MHz 375 MHz 450 MHz
5x ON ON OFF 250 MHz 300 MHz 333 MHz 375 MHz 416 MHz 500 MHz
5,5x ON OFF OFF 275 MHz 330 MHz 366 MHz 412 MHz 458 MHz 550 MHz
6x OFF OFF ON 300 MHz 360 MHz 400 MHz 450 MHz 500 MHz 600 MHz

Você poderá encontrar dificuldades na formação de multiplicadores até 6x, caso o seu manual não os indique. Encontre pelo menos o 4x e compare-o com 2x. O jumper que estiver diferente é o BF2. Agora compare 1.5x com 2x. O jumper que estiver diferente é o BF0. Finalmente, compare 2x com 2.5x. O jumper diferente é o BF1. Use essas informações para completar a tabela. Por exemplo, para formar 4.5x usamos ON, OFF, ON, ou seja, BF2 configurado da mesma forma como em 4x, BF1 como em 3x e BF0 como em 4x. Repita o processo para 5x, 5.5x e 6x.

Em placas de 66 MHz, você poderá instalar agora, um AMD K6-2/400:

  • Voltagem: 2.2 volts
  • Clock externo: 66 MHz
  • Multiplicador: 6x.

Melhor ainda, um AMD K6-3/400:

  • Voltagem: 2.4 volts
  • Clock externo: 66 MHz
  • Multiplicador: 6x.

Se a placa for de 100 MHz, utilize este clock para o processador. Instale por exemplo um K6-3/450

  • Voltagem: 4.5 volts
  • Clock externo: 100 MHz
  • Multiplicador: 4.5x

Compra de processadores

Muitas lojas especializadas em hardware oferecem processadores avulsos, para expansão. São oferecidas as versões "In a box" e OEM. A versão "In a box" consiste em uma caixa com o processador, cooler, manual de instalação e software de teste. Na versão OEM, você compra só o processador. Os processadores vendidos em OEM são idênticos aos vendidos na caixa. Entretanto tome muito cuidado ao comprar a versão OEM. Não deixe o vendedor tocar com as mãos as "perninhas" do processador, caso contrário poderá danificá-lo com sua eletricidade estática. O processador deve ser embrulhado preferencialmente em uma embalagem anti-estática. Pode ser usado, por exemplo, aquele plástico com aspecto metalizado normalmente usado para guardar placas.

Muitos processadores não são mais fabricados, como o AMD K6 (o original, que não -2 nem -3), o Pentium comum e o Pentium MMX. Mesmo assim você os encontrará à venda em diversas lojas, originários de estoques antigos e também no mercado de segunda mão. Nesse caso, não esqueça de consultar o vendedor sobre a garantia fornecida sobre processadores usados.

 
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