4) Voltando a Mecânica clássica

Na mecânica clássica, o tempo parecia ser sempre o mesmo para qualquer que seja o referencial (isso não acontece na relatividade). Por exemplo: consideremos um ônibus em movimento, segundo a ilustração 1.

O passageiro dentro desse ônibus joga uma bola horizontalmente no chão com uma velocidade uniforme v. Nós sabemos que o ônibus viaja a uma velocidade v'.

Apesar do ônibus continuar com seu movimento contínuo, o observador interno verá sua bola correr normalmente na velocidade v.

Obviamente, para um observador que esteja do lado de fora do ônibus, a bola estará correndo com uma velocidade superior, já que ela está viajando junto com o ônibus. As velocidades se somam e a velocidade resultante da bola para o observador externo será v + v' porém, o tempo de chegada da bola até o extremo do ônibus é identica para os dois observadores.


Fig. 4.1: Na ilustração 1, vemos o ponto de vista do observador interno, ao lançar uma bola dentro do ônibus com certa velocidade v. Apesar do observador externo (ilustração 2) ver a bola ir a uma velocidade mais elevada, ela também percorre uma distância maior, produzindo como consequência um mesmo intervalo de tempo para os dois observadores.


Podemos calcular a relação entre esses eventos da seguinte forma:


Observador interno

Observador externo

Parecia que tudo estava perfeitamente explicado. A Mecânica de Newton aparentemente não tinha defeitos. Mas... será que era só isso?

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