"Senso comum é o conjunto de preconceitos sedimentados na mente, antes da idade do 18 anos. " - A. Einstein.
Nessas últimas palavras, o conceito que engloba todos os nossos conhecimentos em relação aos estudos fundamentais dos fenômenos que regem as leis que entendemos como completamente corretas, foram severamente revistas, arriscando todos os dogmas sedimentados durante a evolução do aprendizado humano. É importante ficar claro, que em nenhum momento, a relatividade despreza as idéias da Física Clássica. Pelo contrário, a base para o entendimento lógico da Relatividade, depende desta, sem a qual, jamais saberíamos interpretar o mundo que constantemente revela surpresas para nós. Ainda é bom saber, que a Relatividade não veio substituir os valores e as idéias que estão implantados em nossos conhecimentos sobre Física. Pelo contrário, a Relatividade veio suplementar esses valores, englobando e melhorando a Mecânica Clássica.
O nosso maior problema, é temermos a aprender o estranho. Naturalmente, o ser humano “teme” o que não entende, mas esse preconceito não é de todo ruím. Como qualquer ser vivo, regido pelos princípios físicos da natureza, também estamos sugeitos a terceira lei de Newton, onde para toda ação, existe uma reação, igual e contrária.
Na História, exemplos de preconceitos semelhantes a relatividade já foram verificados. Galileu foi incrivelmente atacado, quando sem querer, descobriu que na verdade, não era o Sol que girava em torno da Terra, mas esta que, humildemente, girava em torno do Sol. Além da desconfiança a novas idéias, Galileu enfrentou o poder da Igreja. Foi obrigado a desmentir, em praça pública, que a Terra não girava em torno do Sol. E falou baixinho: “Mas que gira, gira...”
Em nossa busca pelo conhecimento, parece que ficamos mais próximos de Deus, não pelo princípio de conhecer, mas pelo fato de utilizar esses aprendizado. Devemos rever com muita seriedade o que o homem pode fazer com a ciência, pois tudo o que conseguimos acumular até hoje, é semelhante a uma criança interessada por saber o que acontece se ela acender uma dinamite. Precisamos aprender a mexer com muita sabedoria, o poder que não nos pertence de forma que desastres como a bomba atômica não voltem a se repetir, pois o homem descobriu vergonhosamente que pode destruir o mundo, e junto, também a sí próprio.