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Estrela

As origens das cartas do Tarot, como a maioria dos temas esotéricos, são vagas e imprecisas. O tarot se mantém vivo pelo fascínio que exerce sobre as pessoas de quase todos os níveis culturais. Sua origem remonta há aproximadamente 500 anos.
O Tarot não tem a conotação de mágico ou sobrenatural, nem é propriedade da iniciação esotérica. Suas origens são controvertidas, alguns autores afirmam ser proveniente dos rituais religiosos e símbolos do Egito Antigo. Outros ainda, sustentam a origem dos cultos mintra, nos primeiros séculos da era cristã, ou ainda com os ciclos da lenda do Santo Graal, durante a Idade Média, na Europa.
As cartas invocam nossa realidade primitiva, ligada aos mitos, às lendas e folclore. Numa espécie de conto de história ou segredo que não conseguimos desvendar completamente. A partir da visão sombria, rígida e melancólica da Idade Média, cresceu a filosofia da Grécia Antiga, que impactou no pensamento do mundo ocidental. Esse pensamento contestava a concepção medieval de que o homem era uma criatura miserável e pecadora, e que a única maneira de se aproximar de Deus era através da Igreja.
A nova visão, proclamava que o homem era um grande milagre, pois era co-criador do Universo, e estava próximo de Deus. O auto-conhecimento então, seria a alternativa pelo qual se poderia estabelecer ligações com a origem divina. O auto-conhecimento foi a mais importante idéia para os gregos, pois até hoje encontramos no Templo de Apolo, em Delfos a inscrição: "Conhece-te a ti mesmo". Assim, o homem não mais aceitaria passivamente sua parcela de sofrimento, como assim exigiam os ensinamentos religiosos. Não é de se admirar, então, que a Igreja tenha reagido violentamente contra o movimento, forçando-o à clandestinidade pelos dois séculos seguintes.
Agora entendemos um pouco a razão pela qual as cartas do Tarot caíram em descrédito e eram associadas às coisas do demônio. Ao lado dos deuses gregos, multifacetados e cheios de nuance, a Renascença adotou também o método grego de aproximação divina, sistemas de memorização através de símbolos. O método consistia em estudar ou meditar sobre uma quantidade de imagens mágicas, cada uma delas sendo um símbolo, com vários níveis de significação. Durante todo o período renascentista, os amuletos, os símbolos, os talismãs,o próprio Tarot e outros sistemas de memorização eram sinônimos de magia.
O objetivo real de tais elementos era formar um sustentáculo para penetrar no mundo divino. As primeiras cartas do Tarot não eram simplesmente cópias de adoração pagã, eram consideradas como símbolos de antigas e poderosas leis operantes durante toda a criação. O Tarot baseado nos arquétipos gregos O tarot mitológico é um baralho desenhado com base nas divindades gregas. Amorais, embora, paradoxalmente trazendo profundas verdades morais, as divindades gregas antecederam quase todos os símbolos da cultura cristã. São símbolos da natureza humana, nossa própria natureza com sua profunda ambivalência de corpo e alma e seus impulsos contraditórios com relação à auto-realização e à inconsciência.

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