| Os modernos pesquisadores de CHE negam que o fenômeno seja tão raro quanto sugerem alguns comentadores. Similarmente, há um número crescente de casos testemunhados por médicos e patologistas, e esse número provavelmente aumentaria se não houvesse o medo do ridículo. O dr. B. H. Hartwell relatou á Sociedade Médico Legal de Massachusetts um caso incomum de CHE que ele testemunhou ao dirigir seu carro para Ayer, Massachusetts, em 12 de maio de 1890. Ele foi chamado até uma floresta, onde viu uma cena horrível. Numa clareira, uma mulher estava "em chamas nos ombros, dos dois lados do abdômen e em ambas as pernas". Nem ele nem as outras testemunhas puderam achar causas visíveis para o fogo. A experiência desse médico não foi única. Suspeita-se que muitos médicos poderiam contar casos de incêndios fatais. Maxwell Cade e Delphine Davis, autores do criativo ensaio sobre os relâmpagos em forma de bola, Taming of the thunderbolts (Domando os relâmpagos - 1969), confessaram que não depositariam confiança na história narrada acima, ou na existência da CHE, "Se um médico amigo não nos tivesse contado sobre uma conferência de que participou na Sociedade Médico Legal de Massachusetts, onde diversos casos foram discutidos. Quando expressamos nossas dúvidas, o médico afirmou que ele mesmo havia sido chamado para atender um caso semelhante na outono de 1959". Quando o dr. D. J. Gee, da Universidade de Leeds, publicou seu conhecido trabalho sobre "Um caso de combustão espontânea", ficou surpreso com a fraca polêmica que suscitou. Ele disse: "O dr. George Manning descreveu sua experiência em diversos casos similares, e observou que o fenômeno não é tão raro quanto se poderia supor pela literatura existente. Essa opinião foi apoiada pelo dr. David Price, que disse haver se deparado com tais casos pelo menos uma vez a cada quatro anos". | ![]() Vítima CHE onde o corpo foi totalmente carbonizado restando apenas um pedaço da perna |