Fogo Um buraco queimado no chão Fogo
A descrição de Bianchini confere com a de casos mais recentes. As diligentes investigações de Larry E. Arnold desvendaram a destino do dr. J. Irving Bentley, um médico aposentado de 93 anos, de Coudersport, na Pensilvânia, possível vitima da chamada combustão humana espontânea. Falou-se que Bentley era um fumante descuidado - havia marcas de queimaduras leves em suas roupas e no assoalho do quarto -, e que devia ter acordado em chamas, corrido para o banheiro em busca de água, e ali teria caido morto. Arnold, em sua reportagem sobre o caso para o jornal Pursuit, em 1976, observa que há muita incoerência nessa hipótese, apesar de ter sido aceita pelo jornal local e pelo delegado. O cachimbo de Bentley havia sido "cuidadosamente colocado" em seu suporte ao lado da cadeira; não seria essa a atitude de um homem em chamas. Ele havia quebrado o quadril seis anos antes, ficando com a perna esquerda insensível, e caminhava com dificuldade - a bengala que utilizava para caminhar estava caída no buraco. Como médico, ele rinha conhecimento de que, se suas roupas estivessem em chamas, sua única chance de sobrevivência seria tirá-las no mesma instante, em vez de arriscar um percurso precário até o banheiro. Acima, vítima de CHE onde o corpo foi totalmente carbonizado, exceto por sua cabeça, que permaneceu intacta. O mais provável é que o que sucedeu a Bentley tenha ocorrido quando ele estava no banheiro por alguma outra razão, e que ele tenha começado a queimar-se antes de tirar o roupão, ateando-lhe fogo ao desvesti-lo. O roupão foi encontrado ardendo lentamente na banheira. A autópsia foi uma mera formalidade, mas, apesar de haver tão pouco a dissecar (apenas meia perna; as cinzas nunca foram analisadas), o médico legista concluiu que o dr. Bentley morrera de asfixia, provavelmente por ser a causa mais comum de mortes em incêndios. Principalmente devido aos esforços de Charles Fort, o pioneiro investigador de fenômenos estranhos, e o pequeno número de pessoas e publicações que dão continuidade a seu trabalho, pudemos acumular uma quantidade respeitável de registros, em jornais e revistas médicas, de casos de combustão humana espontânea até hoje. CORPO QUEIMADO
Vítima de Combustão Humana

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