Conversando com seu anjo
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Imagine o anjo lá em seu plano etéreo, ocupado com seus afazeres e de repente ele olha para o tempo e se lembra que está atrasado para o seu "trabalho" junto aos humanos. E o coitado sai atropelando tudo para poder chegar em tempo de atender às súplicas de seus protegidos. Se ele não conseguir, será que ele vai ter que deixar um bilhetinho que volta amanhã? Ou será que podemos deixar este dia como crédito em nossa lista de pedidos? É...eu não concordo. Eu digo que os anjos estão sempre prontos para nos atender, desde que saibamos como fazer. Os anjos nos identificam, entre milhões de seres humanos, pelo brilho de nossa aura. É como se fossemos um minúsculo farol e precisamos acende-lo para guiar nosso anjo até nós. Senão, ele não pode nos encontrar. Assim, devemos ter esta concientização todas as vezes que fomos conversar com eles. Devemos ficar "iluminados", pois assim, seja lá que hora for, nosso anjo vai receber o nosso sinal, um bip sutil, e vai vir correndo nos atender....ou será voando? Assim sendo, antes de tudo, devemos deixar de lado toda a amargura que nos atinge, toda dor, toda raiva. Vamos usar agora a voz do coração. Os anjos dispensam complicações, rituais e aparatos, inerências próprias da natueza humana, não celeste. Pela sua própria grandeza, evolução e grau de ascensão, são singelos e despojados. Muito bem, escolhemos um lugar tranquilo, limpo. Acendemos um incenso, de preferência com aroma de rosas por ser o mais espiritual e místico dos aromas, uma vela no tom do raio a que pertence a entidade angélica e por tres vezes chamamos pelo nome do anjo. Devemos entrar num estado de meditação, esvaziando a mente de todo e qualquer pensamento para criar a possibilidade de, no silêncio do corpo, da alma e do espírito, poder ouvir a resposta do anjo a nossos pedidos. Os anjos falam e aconselham no silêncio de nosso coração. Posso concluir, portanto, que a melhor e mais eficaz maneira de invocar um anjo é pelo desejo sincero, pois não há prece que não seja ouvida.