NETBUS PRO 2.0
Os problemas do crescimento desordenado Em meados dos anos 80, quando a Internet ainda era um conglomerado de redes acadêmicas e militares espalhadas pelos Estados Unidos e alguns países privilegiados, seu público-alvo era formado essencialmente por especialistas em informática ou pessoas com um bom conhecimento de computadores. Alguns anos depois, o barateamento dos equipamentos de informática e o boom da Internet, levaram a estudantes, aposentados e profissionais de todas as áreas o mundo on line, suas maravilhas e problemas.
Fazendo uma analogia com o crescimento desordenado das cidades, aonde as pessoas enfrentam problemas relacionados à expansão de seus semelhantes por áreas sem infra-estrutura adequada para recebê-los, a Internet criou uma situação em que as pessoas tem computadores conectados e pouco conhecimento para operá-los, abrindo caminho para pessoas maliciosas utilizarem programas especializados em invasão de privacidade e quebra de sigilo. Além dos já conhecidos vírus de computador que podem ser enviados por e-mail, ICQ, disquete ou qualquer outra mídia de entrada de dados, um "primo" desses programinhas vem fazendo sucesso na Internet e tem sido distribuídos em centenas de home-pages: os trojan horses. O maior problema desses "primos" é que dificilmente são detectados pelos programas antivírus comerciais e suas propriedades, normalmente, passam longe da destruição de dados ou modificação de parâmetros comum aos vírus.
O objetivo de um trojan horse é uma vez instalado no computador hospedeiro, possibilitar que o seu "dono" espione as informações do incauto usuário infectado, verificando seus arquivos pessoais, senhas instaladas no sistema e em casos mais avançados, até fazer espionagem direta utilizando o microfone e a câmara de vídeo que existam conectadas ao computador.
A bola da vez: NetBus Pro 2.0
Sempre existe um vírus de computador, ou um trojan horse que aparece na mídia como o vilão do dia. O Michelângelo, Back Orifice e agora o NetBus Pro 2.0 - que vou chamar daqui em diante de NB2 - que ainda não é tão conhecido, mas como você lerá nas próximas linhas, tem tudo para se tornar a nova sensação da imprensa especializada. O NB2, funciona de forma similar a sua versão anterior. Apesar de alguns especialistas considerarem que o programa não passa de um trojan horse muito bem feito, as pessoas que o distribuem pela Internet o chamam de "ferramenta de administração remota e espionagem", que pode ser muito útil para administradores de rede. Realmente o brinquedinho tem como funcionar para auxiliar esses profissionais, mas funções inerentes ao programa como gravação de teclado, escutas via microfone e câmara, seriam realmente necessárias para administrar alguma coisa além da vida alheia?
O primeiro NetBus foi desenvolvido por um programador sueco chamado Carl-Fredrik Neikter e disponibilizado na Internet em março de 1998. Consiste de duas partes: um cliente (netbus.exe) e o servidor (patch.exe) sendo que essa é instalada no computador que deverá ser ... gerenciado remotamente. Utilizando algumas portas TCP, o "gerente da rede" tem a capacidade de manejar arquivos, gravar sons e fazer praticamente o mesmo que poderia com um computador que estivesse à sua frente, só que confortavelmente sentado em sua casa.
Novidades na versão 2.0
Como alguns modelos de carros que aparecem no mercado nacional com o mesmo nome de suas "versões" antigas e características totalmente diferentes, a nova versão do NetBus pode ser chamado de um novo programa, tal a quantidade de novidades que foram incorporadas.
Facilidades para iniciantes
Ao contrário do seu "primo" Back Orifice e da versão anterior do NetBus, o NB2 é instalado no computador do usuário da mesma forma que um processador de texto, uma planilha ou outro produto desenvolvido por grandes empresas de software. Um instalador tipo wizard pergunta aonde o NB2 deve ser instalado e que tipo de facilidades deverão estar disponíveis. Uma interface gráfica de causar inveja aos programadores comerciais também foi incorporada. O desenho de um suposto "espião" faz parte do background e botões automatizam todas as funções. Isso deixa o programa bem mais fácil de operar e possibilita que qualquer pessoa com um pequeno conhecimento de informática utilize a suposta "ferramenta de administração remota" para invadir sistemas alheios e infernizar a vida de usuários desatentos.