Busca do Xaman
Depois de serem emboscados na noite desse dia por um grupo de Gnolls chegam no dia a seguir às portas da povoação amuralhada de Griphin’s Nest. Ao mesmo tempo que falam com o capitão dos Purple Dragons que guardam a cidade, um pastor que viram a guardar o rebanho na escalada para a povoação surgem pela estrada a gritar em plenos pulmões que “ELES VÊM AI!!!”
O capitão esbugalha os olhos e como se já soubesse o que eram ELES manda o grupo entrar rápido para dentro das muralhas e manda fechar os portões. Ao mesmo tempo começam a sentir a terra a tremer debaixo dos pés e ao subirem as baixas muralhas reparam que por detrás de um rochedo ainda a varias centenas de metros da aldeia surgem um grupo de três gigantes que param ainda a uma distancia considerável e começam, a apanhar pedregulhos bem grandes do chão e a arremessarem contra as muralhas e os soldados ai amuralhados. Fora do alcance dos fracos arcos dos guardas os gigantes continuam a apedrejar as muralhas, uma indo embater contra uma ameia onde o mago do grupo se encontrava agachado e enterrando-o parcialmente em pedras, fazendo com que este desmaiasse.
O
ranger decide ir pedir ajuda ao pretenso poderoso clérigo que se
encontra numa fortificação/templo no centro da povoação,
mas ao chegar lá dá de caras com a porta fechada e ninguém
o atende.
Com as muralhas já bastante fustigadas pelo continuo bombardeamento
e pela impotência das flechas fazerem muito dano aquela distancia,
as nuvens que se encontravam no céu começam a escurecer. E
algum tempo depois delas surge um raio que embate directamente num dos já feridos
gigantes fazendo-o cair por chão atordoado mas não morto. Mas
tal demonstração e o aumentar do negrume das nuvens é o
suficiente para que os outros dois gigantes agarrem no colega e fujam
daquele sitio.
Achando muito estranho o acontecido, o grupo dirige-se ao templo fortificado
de Lathander.
Batem no portão fechado e quando estavam quase para desistir um jovem clérigo de Lathander espreita por uma viseira e pergunta o que desejam, o grupo explica que procuram o head priest por causa da peste goblin que assola Tilverton, são então levados perante o high priest um velhote dos seus 70 anos e explicam o sucedido e o que pretendem. Ele explica que o seu pai e um grupo de aventureiros conseguiu descobrir que a causa da peste tinha sido o shaman da tribo dos garras amarelas, uma das mais numerosas e poderosas tribos goblins dos páramos a oeste, uma zona desértica e rochosa. Esta tribo domina a parte norte dos páramos por isso aconselha o grupo viajar para oeste e depois para norte, procurar forma de descobrir onde se encontra a enorme povoação desta tribo, encontrar o shaman de alguma forma e levarem-no para Tilverton.O grupo compra umas poções de cura e iniciam a descida do pico em direcção Oeste a caminho do deserto rochoso.
Mais de um dia de caminhada para oeste e o grupo depara-se com o cenário do que parece ter sido um campo de batalha entre tribos goblins. No meio de corpos mortos e mutilados encontram um sobrevivente em condições para o conseguirem salvar e fazer com que ele indique a localização da tribo dos garras amarelas. Intimidado pelo grupo o pequeno goblin confessa ao velho mago que fala goblinoide, que pertence à tribo dos cabeças negras e que aqui lutaram contra os caras vermelhas, que são capachos e aliados da tribo dos garras amarelas.
O grupo decide
seguir para norte em busca do acampamento dos enfraquecidos
caras vermelhas para conseguirem informações
sobre os garras amarelas.
Durante o caminho são atacados por um grupo de harpias que dão
bastante trabalho ao grupo.
Finalmente, com mais de um dia de viagem para norte, seguindo
as pegadas do que restou do grupo de guerra dos caras vermelhas,
o
grupo chega ao
cimo de uma elevação que desce para a povoação
dos caras vermelhas.
Elaboram então o seguinte plano, o gémeo feiticeiro, utiliza a sua arte inata para se parecer o mais possível com um goblin coberto com a capa de viagem do mago, mantém a sua altura de 1,70 e decide auto intitular-se o messias goblin, filho do Deus Magubliett, Deus de todos os goblins. Completamente ignorante do idioma goblin e não querendo arriscar uma entrada sozinha na aldeia, decide retirar todos os equipamentos do seu irmão e do velho mago que era o único que falava goblin e utiliza-lo como porta voz do messias. Atou-lhes uma corda e meteu o goblin prisioneiro atado na traseira do cavalo e dirigiram-se todos para o aldeamento. Para trás ficaram os dois rangers a tratar dos cavalos, equipamento e possível fuga.
A meio da descida este grupo bizarro é visto pelas sentinelas goblin que dão voz de alerta e um conjunto de uns 100 goblins mobilizam-se e dirigem-se na direcção do grupo. Quando chegam de armas em punho o velho mago grita o mais alto possível que este é o filho e o escolhido de Magubliett, aproveitando a deixa o gémeo transformado levanta o capuz e faz com que surjam umas luzes e uma aura à sua volta e uns barulhos de vozes estranhas por cima deles. Confusos uns deitam-se ao chão e outros olham em volta confusos. Agarra então no prisioneiro goblin com as pinturas de guerra dos cabeças pretas e atira-o para os goblins que o matam de seguida ainda ferventes de vingança da batalha anterior.
No meio disto tudo um goblin que
parece sem duvida bem mais forte que todos os outros
abre caminho pela multidão e dirige-se ao gémeo.
O mago diz que sim que eles seguí-lo-ão
até à aldeia.
Olhando desconfiado para o velho mago e depois para o
gémeo transformado
o goblin chieftain dá meia volta e inicia o caminho
para o centro da povoação.
Chegados ao que parece ser o exterior da melhor das
habitações
da povoação o chefe goblin entra e sai
armado com um grande machado de guerra e declara duelo
ao suposto filho do Deus.
Vendo a possibilidade de dominar esta tribo o gémeo prontamente aceita o duelo. Ao principio parece fácil mas o duro goblin começa a levar a melhor e leva o gémeo ao limiar da sua vida é então que o irmão psionico utilizando os seus poderes mentais leva o goblin aos joelhos, aproveitando esta situação o gémeo transformado trespassa o goblin com a sua espada e depois agarra o corpo que se esvai e levanta-o no ar e começa a espeta-lo enquanto grita bestialmente, o que faz vibrar o restantes goblins sempre sedentos de sangue.
É
lhe de pronto oferecido a tenda do chefe e o que parece ser uma serva humana.
Surpreendidos com este achado o grupo pergunta à humana o que ela
faz aqui, ela diz que o chefe goblin capturou-a num ataque à quinta
dos pais quando ela era muito nova e resolveu utiliza-la como
escrava.
Sentindo que o feitiço de transformação estava a findar
o grupo manda todos os goblins saírem. O gémeo
cobre a sua face e o velho mago manda colocar duas sentinelas
na porta
da tenda
com ordens
de apresentarem qualquer pessoa antes desta entrar.
Dorme essa noite na tenda apesar de incomodados
pelo constante rufar de tambores e danças
goblins.
Acordam cedo de manha e apenas um curto
alerta
dos sentinelas de que o shaman chegou para ver
o messias
faz com que
o grupo não
seja surpreendido.
O shaman entra pela tenda sem impedimentos e
dirige-se ao gémeo transformado
e com uma aura de luz à volta, é o
velho mago que responde à questão,
o shaman não responde ao mago e continua
a inquirir o gémeo
e novamente é o mago que responde. O shaman
goblin apenas diz “tu
não ser chefe, tu não ser nada”.
O outro gémeo salta para a frente do goblin e fecha o pano da porta e impede o shaman de sair, o goblin começa a gritar alerta e um burburinho levantasse no exterior da cabana e o gémeo psionico mete a cabeça de fora e vê que se começam a mobilizar dezenas e dezenas de goblins armados em frente da tenda.
De imediato o mago invoca o mísseis mágicos que ferem o shaman goblin e este aproveitando a distracção do gémeo psionico toca com o seu bastão nas costas dele, diz umas palavras e este ele paralisado em adição a isso começa a sair um cheiro incrivelmente nauseabundo do gémeo paralisado, o velho mago não aguenta e começa a vomitar, o outro gémeo decide então agir e inicia o ataque ao shaman goblin ferindo-o mas ainda assim não o matando, o shaman utiliza a sua magia de novo e faz com que um vento forte abra de par em par a porta da tenda, deixando caminho livre para os goblins, o gémeo faz o segundo e fere ainda mais o goblin, finalmente o mago consegue conter a náusea e envia a salva final de energia mágica contra o goblin matando-o. Entretanto já os goblins tinham iniciado um fogo à tenda e o fumo alastrava-se rapidamente assim como as chamas, ateadas por madeira e peles secas.
Entretanto
os rangers começam a ver os distúrbios
do alto da elevação e um deles
decide tentar pelo menos chamar a atenção
de uma parte dos goblin para dar mais hipóteses
de fuga aos três
companheiros que estavam em apuros.
Começa a rodear a encosta que desce para a povoação
até se encontrar mais perto das
casas e começa a enviar setas
para a multidão que se junta na
tenda. Cerca de 50 goblins vêm
o novo intruso e iniciam a perseguição.
Entretanto
e com o fumo a cobrir o interior da cabana,
o ainda paralisado irmão é atingido
por arqueiros do exterior mas consciente
envia o seu poderoso mind blast conseguindo
derrubar
cerca de 20 goblins.
O velho mago decide ficar invisível e o gémeo feiticeiro tira
o irmão de frente da porta e decide
tentar o seu ultimo trunfo, transforma-se
de novo em goblin, corta a cabeça
do shaman coloca-a no bastão
deste, depois utiliza a magia para hipnotizar
grande parte dos goblins . Sai então
cá para fora com a cabeça
do shaman espetada no bastão,
o velho mago com grande engenho e aproveitando
a invisibilidade faz com que a cabeça
do shaman fale. Uns hipnotizados, outros
confusos e outros amedrontados faz com
que um pequeno grupo inicie a desbanda
seguidos
depois pelo resto dos que podiam correr.
Rapidamente e nas ruínas
da tenda o grupo encontra vários
objectos de valor e começam
a fuga para fora da povoação
e depois para os cavalos.
Entretanto o ranger continuava a fuga afastando os goblins primeiro dos cavalos e depois dando a volta para chegar aos cavalos. Já a sua espera encontrava-se o outro em cima do cavalo e pronto para a fuga. Sobem o resto da encosta e ao chegarem ao cimo e ainda com os goblins no seu encalço, reparam nos outros três e a jovem escrava no inicio da encosta, descem rapidamente ao seu encontro, o resto monta nos cavalos e saem de lá o mais rápido possível em direcção norte.
Nessa mesma noite e enquanto
descansavam o ranger que se encontrava
de vigia
na altura nota o barulho
de
pedras a serem pisada, acorda
o resto
do grupo
que consegue e tentando ser o mais
furtivo possível tenta
aproximar-se do sitio de onde provinha
o som.
Repara que é um velho viajante, e tenta circunda-lo por trás
e aproximar-se dele, mas como que
consciente da sua presença o velho
viajante diz que o ranger não
precisa de agir daquela forma porque
ele é um simples viajante.
Ele pede acolhimento no acampamento
e o ranger conduz o velho ao resto
do grupo. Eles perguntam quem ele é e
a resposta é um velho e cansado
viajante, o que ele faz por aqui
e ele diz que viaja para norte para
o deserto de Anauroch das areias
escaldantes,
eles perguntam porquê e ele
diz que vai investigar uma profecia
que diz que uma grande escuridão
vai surgir sobre as areias desse
deserto, curiosas mas demasiado crípticas,
as explicações do
velho não são levadas
muito a sério. O grupo pergunta
pela tribo dos garras amarelas e
este responde que estão no
bom caminho. Uma detecção
de magia pelo gémeo feiticeiro
indica-lhe que o velho viajante é um
baú ambulante de objectos
mágicos,
toda a sua roupa, capa, botas, chapéu,
bastão e mochila são
mágicos. O grupo pensa que
aqueles objectos davam jeito mas
acham que aquele viajante não é um
viajante comum e não querem
fazer inimigo de alguém assim.
De manhã quando acordam o velho viajante já não se encontrava no acampamento. De novo a direcção que tomam é Norte, quase no final do desse dia, chegam ao que parece o cimo de uma encosta que dá para um vale de pedras e rochas mais pequenas. Reparam então que no vale abaixo um grupo de viajantes demasiado longe para serem vistos com clareza movem-se para Oeste. A coruja familiar do mago voa então para investigar o grupo. Volta algum tempo depois de indica que o grupo é um grupo de orcs que traz como prisioneiros um conjunto de uns estranhos elfos, ao contrário dos elfos normais, são bronzeados, altos e musculados.
O grupo decide resgatar os estranhos elfos, e decidem seguir do cimo da encosta o grupo até ele parar, depois de eles pararem, o grupo desce com cuidado a traiçoeira e escorregadia encosta. Aproxima-se do grupo de orcs e inicia o seu ataque os rangers com setas e os magos com magia. Um dos gémeos decide correr de frente e sozinho para um grupo de orcs em carga e é abatido pelos arqueiros antes mesmo de chegar ao destino. Ferido consegue estabilizar por meditação.
Mas o resto do grupo luta bravamente e conseguem destruir os orcs. Num dos orcs encontram um estranho objecto brilhante na forma de ovo. Os elfos agora libertos dizem que esse objecto é a razão pela qual deixaram a sua povoação e dizem que os poderão ajudar na sua demanda se os levarem para Oeste até ao seu povo.
O grupo achando que qualquer ajuda é bem vinda decide ajudar o grupo dos estranhos elfos. E no dia seguinte chegam à povoação dos elfos, que são um conjunto de cavernas numa grande parede rochosa, unidos por escadas e pontes de madeira. Um dos elfos que veio com o grupo diz para eles esperarem, e passado pouco tempo volta dizendo que o chefe da aldeia espera-os na sua caverna. O grupo sobe até a caverna do chefe e este conta a história de um grupo de elfos de um longínquo mundo completamente deserto e onde todos os habitantes tem poderes mentais. Este grupo foi transportado misteriosamente por uma poderosa força para este mundo e lhes incumbiu de procurarem o ovo que eles tinham encontrado nos orcs. Os seus guerreiros procuraram durante dezenas de anos por todo o Faerûn até que este pequeno grupo de elfos encontrou o desejado ovo. Mas cansados das dezenas de anos em estrada e surpreendidos por varias dezenas de orcs, os três elfos lutaram bem mas foram subjugados pelos orcs que os fizeram prisioneiros até o grupo os salvarem.
Em sinal
de agradecimento o chefe
da tribo diz que
ele
irá ajudar
o grupo a encontrar o shaman
goblin que procuram.
Então no dia a seguir o chefe elfo entra num poderoso estado de meditação
e a partir da questão
do grupo sobre a localização
do shaman dos garras amarelas,
vê-se reflectida
nas paredes da caverna
o que parece ser uma viagem
astral através do
deserto até à enorme
povoação
goblin, e na montanha por
detrás desta, numa
caverna na encosta e através
de um labirinto de grutas,
o shaman goblin é descoberto.
O
chefe acorda do transe
e dá direcções
concretas e sinais naturais
no deserto por onde deverão
passar para chegarem à montanha
onde está o shaman
que procuram, além
disto oferece 2 batedores
da sua tribo que irão
a frente e impedirão
que o grupo se perca.
De pronto o grupo põe-se a caminho. Nessa mesma tarde os batedores
aproximam-se do grupo
e informam-nos primeiro que eles têm de se desviar
um pouco para nordeste
e segundo que o grupo está a
ser seguido por dois
elfos normais.
O grupo acha esta informação bastante estranha e apressa o passo para um sitio com varias formações rochosas e decide fazer uma emboscada aos elfos. Ambos os rangers sobem cada um a uma rocha e um deles utiliza uma luneta para investigar o deserto a trás do grupo, por momento parece ter visto uma sombra que desaparece por detrás de um rochedo e depois nada mais.
Decidem acampar naquele
sitio naquela noite
com ambos os
rangers montando
guarda nos
seus postos
em cima
das rochas.
Durante a
noite são
atacados por uma patrulha
numerosa de goblins
da garra amarela, e
conseguem derrota-los.
No dia seguinte conseguem
chegar ao território
dos garras amarelas.
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