Sinto
a presença de uma angustia escondida,
Tão
secretamente,
Em
teus poucos anos de vida.
Sinto
lágrimas prontas a rolar
Nestes
teus olhos, tão serenos,
Presos
em meu olhar.
Sei
também que teus versos são tristes;
Falas
de um deus tão superior...
Chego
a duvidar se esse teu deus existe.
Pede,
tão pouco, a esse deus,
Porque
ele não se apieda
E
atende aos pedidos teus?
Deve
ser egoísta para te fazer sofrer tanto;
Juro
, criança, que se fosse eu,
Faria
tudo para acabar com teu pranto.
Em
teus olhos há um mundo de dor,
Uma
dor tão calma... tão quieta...
Tão
estranha... que chego a supor
Uma
fiel resignação
Por
esse a quem amas
Que
deve maltratar tanto teu coração.
Essa
resignação chega a me comover.
Começo
a sentir ciúmes...
Ora...
estou pensando por você!
Com
esse teu rostinho sofredor,
Conseguiu
fazer-me pensar
Em
todas a quem dei meu amor:
Será
que alguma me amou assim?
Não...
não teria acontecido,
Eu
logo teria notado...
Mas,
o que se passa em mim?
Pezente.