Sou
um poeta muito louco,
escrevo
no vento
as
estórias que invento
de
um artista arranca-toco.
A
estória não começa
porque
está pelo meio,
o
enredo é alheio,
complicado,
muito fubeca.
O
artista é repentista,
a
estória, vem da memória,
não
subestima a rima,
calculista
e retratista.
Da
parede soltou o reboco
e
da estória pediu um fim,
termina
logo o sufoco
dentro
de um botequim.
Pezente.