-És meu senhor!
Ingrata! Sei que falas sorrindo.
Eu sei... sei que estas mentindo.
-É teu o meu amor!
Não acredito. És me indiferente:
Mentes inutilmente.
-És toda a minha razão de viver!
Ora, então vives por tão pouco?
Ou, este mundo louco
Fez essa cabecinha maluca
Ficar, antes do tempo, caduca?
-És a essência de minha vida!
Ah! Deves ter um gosto horrível,
Pois meu sabor é terrível.
Bem se vê que és criança.
Espere... não perca a esperança.
-És todo o meu paraíso!
Foi aí que Adão se perdeu
Quando Eva apareceu.
Vamos menina, juízo!
Não vês que estás aprontando
Motivo para teu pranto?
Ficas-te séria? Coitadinha!...
O que aconteceu?
O teu senhor morreu?
Vamos... não vês que és minha?
Sorria... estava brincando,
Não pensei que estava te magoando.
Não queres! Preferes ficar assim?
Pois bem, vou-me embora,
Já, que agora,
Não precisas de mim.
Ah! Sorris... então não te magoei.
Vês como queres brincar?
Ingênua, não tentes disfarçar
O susto que te preguei.
O que devo fazer para me perdoar?
Ah!
Queres me beijar!...
Pezente.