Manovéio
Fim de semana meio diferente:
A véia, a moto, e eu ( o Pezente ).
A moto, estranha a mão pesada,
entra na estrada, já agitada.
O capacete todo arranhado,
lembra de estórias, do passado.
Sinto teu braço em minha cintura
e, das tuas coxas, a curvatura.
O vento embala nossas lembranças;
o tempo passou... quantas mudanças!
Estamos mais maduros, mais sofridos;
Os filhos?... todos crescidos.
Resolvo parar...esticar o corpo... te olhar.
És a mesma... sempre a me acompanhar.
Imagina a cena: dois velhos... uma moto
Parados em algum lugar remoto;
quando aparecem vários motoqueiros,
ficam curiosos... acham graça.
Um deles grita: E aí
manovéio?
Precisa de ajuda com a loiraça?
Digo que não, rindo,
e nos juntamos ao
pessoal
Que passeio infernal!
Pezente