Cobre-me
a nostalgia de viver tão só...
Tenho
ao meu redor mundos perdidos,
Terras
solitárias... paixões vazias...
Um
imenso desejo de soltar a máscara
Com
que disfarço a indiferença incontida
Em
meu amor... estou só!
Em
meu caminho muitas
almas
se perderam,
Porém,
eis que estaco
ante um coração tão frágil.
Marco
poderoso...
Se
antes ansiava ser dono e senhor
De
todas as ilusões;
Hoje
nada quero...
Nada
peço.
Meu
coração abriga-se em qualquer recanto.
Vivo
da nostalgia que me invade...
Que
me domina... louca saudade!
Não
creio neste amor que me ofereces;
Sei
dominar o fogo que me consome a alma.
Teu
amor é promessa de vida...
A
vida é tão vazia!
Meu
sentimento é incompleto...
Julgue-me
como quiseres:
Um
complexado;
Ou,
um ser egoísta...
Julgue
me!
Em
teu rosto transfigurado
Vejo
contrastes de pensamentos.
Teus
olhos parados,
Estão
assustados.
Sabe,
tenho uma enorme vontade
De
zombar de tua ingenuidade:
Afinal,
se disfarço o meu amor
(
e isto nunca o saberá )
há
razões para que assim seja...
Pezente.