Caminha o rio para a montanha.
Labareda
extinta de um grande amor...
Meu
primeiro romance... meu primeiro embalo...
Foi
em teus braços onde comecei a construir
a
frágil teia das ilusões da minha vida.
Doces
sonhos!
Sonhados
beijos...
Mistério
da estrela que morre
na
face do céu, seu amado.
Minha
fantasia encontrou, em ti, a fada
(talvez
encantada) de seu mundo de castidade.
Mistério
da ingenuidade...
Doce
idade!
Quanto
tremi, de prazer,
somente
ao segurar-te as mãos...
Noites
insones.
Pesadelos
com tua boca.
O
farol dos teus olhos...
Pesadelos
suaves!
Esqueleto
frágil!
Soprou
o vento, numa tarde chuvosa
e,
me assustou.
Todas
as pontas de meu sonho,
rodopiaram,
foram ao chão.
Meus
olhos ainda guardam
em
seu brilho sem alegria,
o
resíduo da grande felicidade
que
morreu ao findar do dia.
Pezente.