Ernest
Hemingway, O voluntário

Ernest
Hemingway nasceu em 21 de Julho de 1899, em Oak Park, Illinois, nos Estados
Unidos. Segundo dos seis filhos de Clarence e Grace Hall Hemingway, já na infância
demonstra as suas inclinações futuras. Ele gosta de ler e de passar os Verões
numa casa de campo em Michigan, caçando e pescando. A família, de classe média
– o pai é médico e a mãe, professora de Música – garantem-lhe uma vida
confortável.
Hemingway licencia-se na Primavera de 1917 e, ao contrário do que os seus pais
esperavam, inicia-se como repórter no Kansas City Star, num trabalho "arranjado"
pelo tio Tyler, amigo próximo do chefe de redacção do jornal. Durante o tempo
que ali permanece, adquire o estilo de escrita que mais tarde viria a
influenciar a sua ficção.
A obra de Hemingway é, em parte, autobiográfica. Ele escreve sobre a sua infância
e juventude usando um alter-ego chamado Nick Adams; fala dos pais, do lugar onde
nasceu, da convivência com os índios – tudo isso nos primeiros livros.
Começa
a trabalhar como jornalista, aos 18 anos, em Kansas City. O momento da despedida
do pai, que o acompanha até a estação dos comboios, é reproduzido numa passagem
do clássico "Por Quem os Sinos Dobram". Hemingway retrata com maestria a história
da qual também foi protagonista. Como combatente na Primeira Guerra Mundial, activista
na Guerra Civil Espanhola, viaja pela Europa no período entreguerras, vive em
Cuba e, no fim da vida, faz safáris pela África. Nesse percurso, não apenas
participa em guerras, como conhece de perto a vida artística da Europa das
vanguardas, em plena efervescência da década de 20.
Com o fim da guerra, vai para os Bálcãs e para o Oriente Médio como
correspondente de jornais norte-americanos. Essa experiência
serve-lhe de inspiração para um dos seus contos mais obscuros, "No Cais de Esmirna".
Recebe o Prémio Pulitzer em 1950 e, em 1954, ganha o Nobel de Literatura. Nessa
época, reside em Cuba, onde fica por 22 anos. É lá que escreve a obra-prima
"O
Velho e o Mar". Em 1956, após a ascensão de Fidel Castro, Hemingway tem de
deixar a ilha. Volta para a cidade natal, já com o quarto casamento desfeito, e
o alcoolismo agrava-se. Em 1961, o escritor dá um tiro na cabeça com uma
das
suas armas de caça.