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SISTEMA DE FLOTAÇÃO E REMOÇÃO DE FLUTUANTES
PARA A MELHORIA DAS ÁGUAS DO RIO PINHEIROS
O Sistema de Flotação e Remoção de Flutuantes para a Melhoria das Águas do Rios Pinheiros na Região Metropolitana de São Paulo é uma solução complementar às ações de ampliação e implantação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto, que vêm sendo
implementado pelo Governo do Estado na Região Metropolitana de São Paulo. O projeto prevê a implantação do sistema em pontos estratégicos ao longo do Pinheiros, e nos trechos com pior qualidade da água entre a Estrutura do Retiro e a Elevatória de Pedreira. Serão 7 (sete) unidades de tratamento por flotação em fluxo: 3 no próprio rio Pinheiros e 4 nos seus principais afluentes. A meta do sistema concebido é garantir que as águas do complexo atinjam o Reservatório Billings com padrões de qualidade compatíveis a Classe 2, definida conforme Resolução Conama 20/86, considerando as novas regras fixadas para a reversão de fluxo do Pinheiros, conforme Resolução Conjunta SEE - SMA - SRHSO, nº 1, de 31/01/01. A melhoria das águas e sua classificação dentro dos padrões da Classe 2 (que permitem uso para o abastecimento doméstico, após tratamento convencional; à recreação de contato primário, como natação, esqui aquático e mergulho; à irrigação de hortaliças e plantas frutíferas e à criação de espécies destinadas à alimentação humana), garantirá a retomada das operações de bombeamento na Usina Elevatória de Pedreira, para a compatibilização dos demais usos múltiplos da represa Billings, como o controle de cheias, a geração de energia, a preservação e o desenvolvimento de ecossistemas. A implantação do Sistema de Flotação e Remoção de Flutuantes para melhoria do Rio Pinheiros antecipa e complementa os programas e planos previstos para melhoria da qualidade das águas da Bacia do Alto Tietê. E sua aplicação viabiliza a recuperação ambiental em prazos inferiores aos estimados para o Projeto Tietê.Como Funciona o Sistema
O Sistema de Flotação pode ser definido como um conjunto de técnicas empregadas
em estações de tratamento de água e de esgoto, para a separação físico-quimica de materiais, incluindo também a remoção e o tratamento adequado do lodo resultante do processo.Seu desempenho envolve cinco etapas:
1ª etapa - retenção de resíduos sólidos, através de sistemas de grades basculantes e
cercas flutuantes. Em regiões onde se verificam problemas de assoreamento dos cursos d’água são utilizadas também caixas de areia.2ª etapa - aplicação de agentes químicos coagulantes, entre os quais o sulfato de alumínio e
o cloreto férrico, que agregam a sujeira e também promovem uma filtração química da água em tratamento, em processo similar ao utilizado na limpeza de piscinas. Os agentes químicos utilizados no processo, são os mesmos empregados nas estações de tratamento de água para abastecimento público.3ª etapa - microaeração, através da injeção de água e ar por equipamentos específicos,
permitindo a flotação ou elevação dos flocos acima da superfície da água e facilitando sua remoção.4ª etapa - remoção da sujeira através de um sistema rotativo, que viabiliza a coleta do
material flotado. O lodo resultante do processo é destinado para as estações de tratamento de esgoto, incinerado ou aproveitado como adubo, quando a qualidade indicada pelas análises permitem. Pode também ser aproveitado na indústria cerâmica ou asfáltica ou ainda para a geração de energia, como indicam experiências que vêm sendo desenvolvidas.5ª etapa - desinfecção do efluente, através da aplicação de produtos próprios, como o cloro.
Este procedimento é eventual, dependendo do uso que será dado a água e não se aplica ao caso do rio Pinheiros.Destinação dos Resíduos Gerados
A estimativa da quantidade resíduos gerados após o tratamento das águas do
Pinheiros é de mil toneladas/dia de lodo desidratado. Este material será depositado em dois bota-foras da EMAE, em uma área localizada na confluência dos Rios Pinheiros e Tietê, junto ao Cebolão e em outra área vizinha à Usina Elevatória de Pedreira, próximo à entrada do reservatório Billings. Antes disso, o lodo passará por um processo de inertização que elimina os organismos patogênicos, responsável pela transmissão de doenças. Depois de um período de aproximadamente um ano, o material deverá ser destinado para outros fins, conforme as possibilidades existentes, entre as quais a deposição nas estações de tratamento da Sabesp; a transformação em adubo para áreas de reflorestamento; o emprego na indústria de cerâmica ou nas usinas asfálticas; e o aproveitamento em termoelétricas para a geração de energia.