A História de Olinda

O primeiro colonizador a botar os olhos nas sete colinas de Olinda sobre as quais um dia os namorados procurariam a Lua e os poetas cantariam foi um fidalgo português, chamado Duarte Coelho.  

Olinda foi fundada em um monte ao norte do Rio Beberibe, entre a cO Recife visto do Alto da Sé - Litografia do século XIXosta e a Zona Norte com as características plantações de cana de açúcar. Discute-se até hoje quando foi exatamente que isso ocorreu - se em 1535 ou 1537. 0 curioso é que, se a História não guardou com precisão nem mesmo o ano da efeméride, a memória popular garante que sabe exatamente quais as palavras proferidas por Coelho ao chegar ao local: "Oh! Linda situação para uma vila", teria exclamado ele, de onde derivou, para sempre, o termo Olinda, estranha mistura de interjeição com adjetivo, mas sonoro nome próprio para uma cidade.  

Duarte Coelho, donatário da área a mando da corte portuguesa, devia estar naquele dia no que hoje se chama Alto da Sé, a colina mais alta da cidade. Porque pouco Igreja da Sé tempo depois, em 1537, ali foi construída a Igreja de São Salvador do Mundo (mais conhecida como Igreja da Sé) que é, até hoje, o principal cartão-postal da cidade.  especialmente por causa de seu terraço de onde se vislumbra, talvez, a mais bela vista da cidade, incluindo o mar ao fundo, os coqueiros e os telhados dos casarões centenários.

Aos poucos, a colina foi tomada pelos colonizadores e tornou-se uma corte elegante e famosa por suas festas movimentadas. Olinda logo se tornou a capital, residência dos senhores de engenho e pessoas influentes. Desta época datam suas igrejas e seu casario, legítimos representantes da arquitetura barroca do período colonial. 

Com a chegada dos holandeses em 1630, que preferiram a localização de Recife, baixa como sua terra natal e dotada de um porto natural, Olinda começa a perder importância na capitania. Incendiada pelos flamengos em 1631, reconstruída, anos depois, Olinda foi transformada em capital do Estado entre 1676 e 1827.

Ocupando o espaço deixado pelos holandeses, comerciantes vindos de Portugal, estabeleceram-se no Recife. A prosperidade do povoado, impulsionada pela ascensão econômica dos portugueses, chamados com desprezo de Mascates, é vista com desconfiança pelos olindenses - senhores de engenho arruinados pelas dívidas. A rivalidade entre as duas culminou com a Guerra dos Mascates. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses, vindos de Portugal, é o ingrediente principal da briga entre recifenses e olindenses. Mas a revolução não conseguiu conter o crescimento do povoado do Recife, elevado à categoria de vila independente em 1710.

Hoje, o antigo lar da nobreza lusitana não pode mais competir economicamente com a metrópole e capital do estado. Entretanto, a magia de suas ladeiras, de seu casario, suas igrejas e seu carnaval continuam incomparáveis.

Vista da Cidade Alta de Olinda

Hoje, parada no tempo, a cidade inspira e abriga dezenas de artistas que não cansam de retratar tudo o que vêem ao redor. A Rua do Amparo é o endereço da maioria deles e também o mais belo conjunto arquitetônico do período colonial, que está em processo de revitalização. Os casarões estão sendo restaurados e adaptados para abrigar bares, restaurantes, pousadas e espaços culturais. Será uma nova atração. Mas continuará sendo apenas e sempre a mesma e bela Olinda.

 

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