Aspectos gerais e toxicologia

    1. � rapidamente biodegradado.
    2. N�o ocorre bioacumula��o.
    3. S�o t�xicos a um grande n�mero de insetos e, infelizmente, tamb�m ao homem.
    4. S�o vol�teis, evaporam rapidamente, s�o sol�veis em �gua e se espalham rapidamente pelo meio-ambiente.
    5.  

      Os �steres organofosforados representam propor��o significativa da produ��o mundial de pesticidas. Al�m da sua utilidade na agricultura (inseticidas, fungicidas e parasiticidas) servem como aditivos de petr�leo, fluidos hidr�ulicos, anti-flamejantes e modificadores de pl�sticos.

      Esses compostos lipof�licos s�o formulados a partir de solu��es destiladas do petr�leo, em concentrados emulsific�veis, suspens�es, resinas, aerodispers�ides etc.

      A principal via de absor��o dos organofosforados � a cut�nea, embora tamb�m possam ser absorvidos pelas vias respirat�ria e digestiva. A mais importante forma de intoxica��o � atrav�s do uso de pesticidas agr�colas.

      Os principais organofosforados produzidos no mundo s�o o paration e o malation. Basicamente atuam nos organismos vivos ligando-se ao s�tio este�rico da acetilcolinesterase, impedindo a sua liga��o � mol�cula de acetilcolina. A enzima ent�o, j� fosforilada, sofre um processo de envelhecimento, tornando-se refrat�ria � hidr�lise.

      Desse modo, h� grande ac�mulo de acetilcolina no organismo, com aparecimento de uma s�ndrome parassimpaticomim�tica, muscar�nica ou colin�rgica. Esses inseticidas atuam tamb�m sobre as placas neuromusculares (s�ndrome nicot�nica) e sobre o sistema nervoso central (s�ndrome neurol�gica).

      Os trabalhadores expostos s�o os manipuladores destas subst�ncias nas f�bricas e os que aplicam estes praguicidas na atividade agropecu�ria, principalmente quando n�o s�o usados EPI. Outras possibilidades de intoxica��o se d�o por falta de higiene, por contamina��o direta de alimentos e por ingest�o proposital, como tentativa de suic�dio.

      Ap�s a absor��o, estes inseticidas s�o distribu�dos por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentra��es no f�gado e nos rins. A meia-vida destes inseticidas varia muito, dependendo da natureza do composto.

      Os pesticidas podem causar efeitos adversos imediatos ou ap�s longos per�odos de exposi��o, o que requer conhecimento exato da dose e seus efeitos (dose-resposta) e a que doses o trabalhador que usa pesticida pode ser exposto (exposi��o-avalia��o).

      H� tr�s maneiras b�sicas de avaliar exposi��o a pesticidas: an�lise do local exposto (n�veis na �gua, de beber, ou local de trabalho), mensurar o envolvimento (os n�veis de colinesterase no sangue e de metab�litos dos organofosforados na urina). Esses testes laboratoriais revelam o n�vel de contamina��o na �poca do teste e n�o podem ser usados para qualificar outro tipo de contamina��o no passado, porque o corpo normalmente atinge um ponto de equil�brio com o tempo e muitas subst�ncias qu�micas s�o excretadas e eliminadas do corpo ap�s parar a exposi��o.

      Efeitos agudos ocorrem em minutos, horas ou dias, os efeitos cr�nicos ocorrem somente ap�s semanas, meses ou anos. Toxicidade cr�nica � muito dif�cil de avaliar, mas o acompanhamento de pacientes com c�ncer revelaram problemas inerentes � toxicidade a longo prazo pelos organofosforados.

      Classifica��o dos organofosforados de acordo com o n�vel de toxicidade

      Muito t�xicos
      (DL50<50 mg/kg)
      Moderadamente t�xicos (DL50>50 mg/kg) Pouco t�xicos
      (DL50>1000 mg/kg)
      Azinphos-methyl Bromophos-ethyl Acephate
      Bomyl Chlorpyrifos Bromophos
      Carbophenothion Crotoxyphos Etrimfos
      Chlorfenvinphos Cyanophos Iodofenphos
      Chlormephos Cythioate Malathion
      Chlorthiophos DEF Merphos
      Coumaphos Demeton-methyl+ Phoxim
      Cyanofenphos Diazinon Pirimiphosmethyl
      Dialifor Dichlofenthion Propylthiopyrophosphate
      Dicrotophos Dichlorvos Temephos
      Dimeton+ Dimethoate Tetrachlorvinphos
      Disulfoton+ Dioxathion  
      EPN EPBP  
      Ethyl parathion Ethion  
      Famphur Ethoprop  
      Fenamiphos Fenitrothion  
      Fenophosphon Fenthion  
      Fensulfothion Formothion  
      Fonofos Heptenophos  
      Isofenphos Isoxathion  
      Methamindophos Leptophos  
      Methidathion Naled  
      Methyl parathion Phencapton  
      Mevinphos Phenthoate  
      Monocrotophos Phosalone  
      Phorate Phosmet  
      Phosfolan Profenofos  
      Phosphamidon Propetamphos  
      Prothoate Pyrazophos  
      Schradan Pyridaphenthion  
      Sulfotepp Quinalphos  
      Terbufos Sulprofos  
      Tetraethyl pyrophosphate Triazophos  
      Triamiphos Trichlorfon  
        Thiometon  

       

    6. Colinesterase:

 

 

 

A acetilcolina � um mediador qu�mico (neurorm�nio) do n�vel das sinapses nervosas do sistema parassimp�tico e das e das placas motoras (jun��es neuromusculares). Imediatamente ap�s sua a��o, a acetilcolina � decomposta pela enzima colinesterase.

Valores de refer�ncia da Acetil colinesterase eritrocit�ria: 7000 a 11.250 U/L

A acetil colinesterase � uma enzima muito importante e necess�ria para as fun��es do sistema nervoso do homem, outros vertebrados e insetos. A presen�a de agentes qu�micos que inibem a colinesterase causa um bloqueio no sistema nervoso. Nesse caso, o m�sculo pode continuar a se mover descontroladamente, causando paralisia, convuls�o e morte.

A exposi��o a organofosforados pode resultar em:

  • Aumento de acetilcolina
  • Inibi��o da colinesterase
  • Mensagens el�tricas constantes
  • Sintomas: paralisia, convuls�o, tremores e morte em casos extremos.
  • A determina��o no plasma e eritr�citos da atividade da colinesterase: depress�o que excede 50% (at� 90% em alguns casos) da atividade � relacionada com sintomas severos mas 30% j� pode ser considerado arriscado. Entretanto a correla��o entre n�veis de colinesterase e efeitos lesivos de um poss�vel envenenamento pode ser baixa.

    A colinesterase no plasma � o �ndice mais sens�vel de exposi��o e a atividade da colinesterase no eritr�cito � melhor correla��o com efeitos cl�nicos. Usualmente esta manifesta��o bioqu�mica de toxicidade aparece em n�veis de mais baixa dose que os sinais e sintomas cl�nicos de import�ncia.

    A severidade da inibi��o da colinesterase depende de:

  • Toxicidade do pesticida.
  • A rota de exposi��o (caminho).
  • Dura��o da exposi��o.
  •  

     

    Intoxica��es e envenenamentos humanos reportados pelos centros de controle de intoxica��es no Brasil (1991)*

    Classes

    Casos reportados (%)

    �bitos (%)

    Medicamentos

    24,4

    15,0

    Animais pe�onhentos

    26,1

    15,0

    Produtos qu�micos

    10,0

    15,4

    Pesticidas agr�colas

    12,4

    37,3

    Pesticidas de uso dom�stico

    4,4

    3,6

    Produtos domissanit�rios

    5,6

    2,5

    Produtos de toalete

    0,7

    0

    Plantas t�xicas

    2,7

    3,9

    Toxinfec��es alimentares

    1,5

    0,4

    Outros

    12,2

    6,9

    N�meros totais

    39.780

    279

    * Adaptado de Bortoletto ME e cols. 1991

     

    bluer.gif (249 bytes)

    Esta p�gina foi imaginada e desenvolvida por
    Cynthia Guimar�es Tostes Malta
    �ltima revis�o: Dezembro 11, 2000

    Hosted by www.Geocities.ws

    1