Diagnóstico:

 

O diagnóstico da intoxicação por inseticidas organofosforados é feito através da anamnese e/ou confirmação laboratorial, através da dosagem da acetilcolinesterase. Uma redução de 50% ou mais da atividade da acetilcolinesterase no plasma (pseudocolinesterase ou falsa colinesterase, produzida no fígado ou eritrócitos (acetilcolinesterase ou colinesterase verdadeira), é suficiente para provocar sinais e sintomas já citados anteriormente, porém uma depressão de 25% ou mais, geralmente, já pode ser considerada uma evidência de intoxicação.

O ECG pode mostrar alterações de repolarização, aumento do intervalo QT, aumento do intervalo PR e arritmias ventriculares do tipo torsale de pointers. Outras alterações descritas são fibrilação atrial e infradesnivelamento do segmento ST. A radiografia de tórax pode mostrar um padrão compatível com EAP, nos casos mais graves.

Se não é conhecido o contato com o tóxico:

miose + bradicardia + sialorréia = suspeita

Pessoas que manipulam organofosforados devem ser monitoradas e afastadas quando apresentam diminuição de colinesterase.

A diminuição pode permanecer por 30 dias no plasma e 90 dias nas hemácias.

A confirmação de absorção de alguns inseticidas organofosforados pode ser feita pelo doseamento de seus metabólitos na urina. Essa análise é muitas vezes útil na identificação do pesticida a que se expôs. A análise urinária pode demonstrar absorção tanto de doses baixas quanto de doses que causem diminuição da atividade da colinesterase, produzindo sinais e sintomas.

A detecção de organofosforado intacto no sangue normalmente não ocorre, exceto imediatamente após uma grande absorção da substância. Habitualmente só se encontram as formas hidrolizadas no sangue, em poucos minutos ou horas, salvo no caso de exposição maciça ou quando as enzimas hepáticas de hidrólise estão inibidas.

 

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Cynthia Guimarães Tostes Malta
Última revisão: Dezembro 11, 2000

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