Demonstrando o meu apreço
e pelo bem que te quero,
comovido, eu te ofereço
cantigas do amor sincero! . . .

Na mais sublime das festas,
a minha alma se refaz,
sempre que se afirma nestas
cantigas de amor e paz!
Meu pobre pai, alquebrado,
- gigante da minha aurora! -
queira Deus dar-te, em dobrado,
tudo o que me deste outrora!

 

Desta saudade infinita
não guardo mágoas, porque
foi a coisa mais bonita
que me ficou de você!...

 

 

Parti do Norte chorando!
Que coisa triste, meu Deus . . .
- Eu vi o mar soluçando,
e o coqueiral dando adeus! . . .

 

Mesmo sendo a liberdade
uma dádiva celeste,
eu bendigo ser escravo
deste amor que tu me deste!

Lá se vão os retirantes!
Deixam seus campos... seus bois...
- O coração morre antes!
-- O corpo morre depois . . .

 

Ao mundo, que não se cansa
de me dar desilusão,
deixo apenas, como herança,
trovas do meu coração . . .

 

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