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A florzinha que procurava
amor ...
Irene Cruz Corrêa
A
florzinha surgiu...
Branca, pura, ilibada,
Junto ao lixo, naquele feio chão...
Ela também queria ser notada,
Queria ser amada por um terno coração...
Abriu sua alminha perfumada,
dentre os escolhos, a essência
volátil , subiu pela janela aberta,
certa de ser notada...
Um semblante, de meigos olhos,
atraído pela fragrância delicada,
avistaram aquele rostinho de flor,
que sorria, sorria, naquela beleza
imaculada, que se lhe oferecia para
ser amada, amada com o mesmo amor!
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