QUERO TE ENCONTRAR


 “Os cientistas estão descobrindo nesse momento que viver, como se viver e amar fosse uma só coisa, é a única forma de vida para os seres humanos, porque, realmente, essa é a forma de vida que a natureza inata do   homem exige.”    Ashey Montagu

 

O  desejo  de  encontrar  o  par  perfeito, a alma gêmea é  um  tema  muito  explorado  na atualidade e   para muitas pessoas a verdadeira felicidade está no encontro do AMOR.

 

Se pensarmos que o homem é um ser social, dependente e interligado consideramos que o afeto, o interagir e o compartilhar são vitais para o seu desenvolvimento. Contudo, nos deparamos com um mundo no qual os conflitos, as violências e as rupturas nas relações imperam e cuja cultura valoriza a beleza física, o consumo, as pessoas científicas, objetivas e  racionais.

 

Desta forma nos confrontamos com o paradoxo: desejo de amar e ser amado (necessidades emocionais) e os imperativos sociais e materiais. Surge, assim, a indagação: como,  neste contexto, se pode criar  relacionamentos amorosos que possam se constituir num crescimento mútuo de cada parceiro e da relação?

 

Citando Herbert Otto “Estamos todos funcionando numa fração pequena de nossa capacidade de viver plenamente em todo seu significado e amar, gostar, criar e aventurar-se.” Na aventura do amor é preciso se dar amor, o que significa que antes você ame a si próprio. É preciso uma boa auto-estima e o caminho mais breve para isto é o auto-conhecimento, pois as marcas das nossas primeiras  interações ( pais, irmão e/ou reponsáveis) nos dão estratégias para sobrevivência, defesas emocionais, que por outro lado impedem o auto-crescimento, bloqueando-nos e paralisando-nos. Portanto, “no amor cada homem constitui-se no seu próprio desafio “ Léo Buscagli.

O par perfeito é utópico, mas o  homem pode se voltar um pouco mais para o seu próprio universo ( humano), valorizar a expressão dos seus sentimento, perceber que por definição as pessoas são diferentes, que conflitos existem, e que as dificuldades não estão neles mas nas formas de lidar com eles.

Com seu credo, Carl Roger, traz  uma bela contribuição a este tema:

"Talvez eu possa descobrir e aproximar-me mais daquilo que realmente sou bem lá no  fundo - sentindo-me às vezes, bravo ou aterrorizado, às vezes amável e atencioso, ocasionalmente belo e forte e selvagem e terrível - sem esconder esses sentimentos de mim .Talvez eu possa a vir a me apreciar como pessoa ricamente variada que eu  sou. Talvez eu possa ser mais desta pessoa... Então eu possa me deixar ser, com meu parceiro livre o suficiente para dar o amor, a raiva e a ternura... Possivelmente, então, eu poderei ser um membro real  de  uma  parceria, porque estou no caminho de me  tornar uma pessoa real. E tenho a esperança de que possa encorajar meu parceiro a seguir seu próprio caminho para uma personalidade única, a qual eu amaria compartilhar”.

O primeiro passo para um melhor relacionamento é  o auto conhecimento, é tornar-se consciente para uma mudança significativa. Para que tal ocorra, na visão da Terapia sistêmica é necessário que se reconheça os padrões de interações familiares repetitivos e as conseqüências  inevitáveis que se seguem se eles se mantiverem.

 

Ao compreendermos como somos responsáveis pelo que recebemos nos relacioname-ntos saímos da condição de vítima  e  adquirimos maior riqueza de estratégias de funcionamento.

 

Norma Emiliano

 

Voltar

            

                                                                 [email protected]

Hosted by www.Geocities.ws

1