CRESCER/CONVIVER/SER FELIZ
É
Preciso pensar em Família?
Quem
sou eu, como percebo as pessoas, como sou percebido, como me sinto amado?
Por
que cada filho é tão diferente do outro, se receberam a mesma educação,
foram tratados da mesma forma?
Ao
nascermos, entramos numa história, cujos personagens (pai, mãe, avós, tios,
etc) nos aguardam com muitas expectativas, que surgem de acordo com o momento
que cada um está vivendo.
A família, como todo organismo vivo, é dinâmica, tem seu ciclo evolutivo, que vai se cruzando com o ciclo evolutivo de seus membros. Assim, as interações de cada filho com os pais e com os demais membros, vão lhe trazer especificidades, tornando únicas as suas experiências, sua forma de lidar consigo mesmo, com as pessoas e o mundo.
Aprendemos a nos relacionar e construímos nossa auto-imagem através das nossas primeiras interações. Portanto, fazermos uma viagem às nossas histórias familiares nos ajuda a compreender que sofremos influências recíprocas e que, também podemos encontrar respostas para as perguntas que vamos nos fazendo no decorrer das nossas vidas.
Segundo
Murray Bowen, 1978, “a melhor forma de superar relações emocionais
infantis é revê-las na origem, bem como a melhor maneira de nos tornarmos mais
capazes de lidar com qualquer relação, é estabelecer ligações maduras e
individualizadas com nossos pais”. Enfim,
retornar a nossa família para buscar um melhor relacionamento tem duplo valor:
nos amplia “a teia de apoio emocional”, mas também o entendimento de como
funcionam os nossos sistemas emocionais, e como eles aumentam nossa capacidade
de nos relacionar com diferentes tipos de pessoas.