“O Serviço Social é terapêutica. É aplicação prática dos recursos modernos da ciência e da técnica, no tratamento dos problemas das relações humanas.” Profa. Lúcia Castilho, 1959
O homem é um ser em relação e ela é o fundamento de sua existência. O Serviço Social tem como ponto de partida de intervenção o homem em seu modo de existir, portanto é na esfera da relação com os homens que a prática acontece.
É
antiga a prática do Assistente Social em atendimento de casos, da sua visão do
homem como um todo (bio-psico-social), porém, cabe neste momento ressaltar que
a metodologia Psicossocial foi rejeitada em 1970 pelas Instituições
formadoras, mas, que muitos Assistentes Sociais mantiveram esta visão e
ampliaram sua formação em diversas especialidades, a saber: Psicanálise,
Terapia Familiar Sistêmica, etc. e atendem em consultórios, o que denominamos
Serviço Social Clínico.
No serviço Social clínico o encontro e o diálogo possibilitam a apreensão da atitude do homem como ser relacional e o diálogo é o processo que efetiva a ajuda, visando levar o cliente a ter consciência de si mesmo, de seus padrões relacionais e da sua coresponsabilidades nas dificuldades que possa estar enfrentando, assim permitindo-lhe uma visão global da situação e a preparação para elaborar um caminho próprio com base na sua liberdade de escolha.
Se
pensarmos que vivemos num momento de crise econômica, social e política no qual o TER tem superado o SER, ficando o indivíduo esquecido (anônimo)
e as relações
interpessoais no nível do medo e da desconfiança constatamos que a necessidade
de
apreendermos a singularidade de cada pessoa é tão imprescindível
como a relação entre a pessoa e a comunidade, pois não há como se
atingir a um sem
atingir o outro. Isto
nos reporta a importância do Assistente Social como um agente político humanizador em sua prática clínica.
Norma Emiliano