Fairy Tale by Nielle

Capítulo 5 –  Falando francamente

 Lá estava eu caminhando com Hagrid em meu encalço em pleno meio dia, quando os alunos estão nos corredores. E eles me olhavam, olhavam muito mesmo. Passamos por Tob que me olhou severamente. Já estava imaginando que me mandariam de volta, que eu chegaria em casa, e esqueceria toda essa bobagem de bruxaria... ah... mas eu não queria esquecer, agora já tinha começado e só era o 2° dia... gostaria que fosse o 2° ano... e no meio dos meus maus pensamentos, nem percebi que a senha da sala de Dumbledore já tinha sido dita (que eu gostaria de saber) e a porta já estava se abrindo... Pouco depois Hagrid entrou comigo. Dumbledore estava com a mesa coberta de papéis mas quando nos viu, agitou a varinha e todos sumiram.
- Oh... entrem por favor!
- Com licença, Dumbledore, mas temos uma pequena infratora aqui... ela estava na
- Floresta Proibida, eu sei.
Eu olhava-o apreensiva.
- Hagrid, pode nos dar licença por favor, acho que essa srta. e eu temos muito o que conversar.
- Oh! Claro... claro!
E ele saiu.
Dumbledore ficou me olhando por alguns minutos e por fim falou:
- Sabe, eu gostaria de saber o que a srta estava fazendo lá?
- Eu queria conhece-la.
- A floresta, entendo. Mas mesmo sabendo que ela era proibida?
- Florestas não são más, diretor, seus habitantes vivem bem lá dentro... O que a tornam proibidas são os habitantes de fora que não as entendem.
- E você as entende?
- Sim. É preciso tratar com respeito se quer respeito.
- Mas eu sinto que tem algo aí... algo que você precisa me contar pra eu poder entender.
Quase caio da cadeira com isso.
- Tem certeza que não quer me perguntar algo?
- Tenho uma pergunta. Por que eu vim pra cá? Pra Hogwarts?
- Hm.. Agora entramos no ponto de conversa que eu queria. Para eu te falar o porquê, primeiro você tem que falar algo sobre você que ninguem aqui sabe.
Coração disparado.
- Promete que não contarás a ninguem?
- Prometo.
- Tem certeza que ninguém vai entrar na sala?
Ele agitou a varinha e ouviu-se o barulho das portas e janelas se trancando.
- Prossiga.
- Ah.. não posso falar.
- Pode mostrar?
- Posso.
Coloquei as mãos sobre o peito e voltei a forma de fada ordem violeta. E pousei em sua mesa.
- É isso, voce é uma fada.
- Agora me diga por que estou aqui?
- Para nossa segurança. Para a segurança dessa escola.
- O que?

- Uma pessoa me disse que há dez anos obteve ajuda de uma garota muito poderosa em alguma parte da Alemanha.
Eu ri.
- Um ex-aluno que trabalha com dragões na Romênia, comentou uma vez que conversou com uma garota que morava aparentemente sozinha na Floresta da Trevas, Alemanha.
- Weasley. Quem é a outra pessoa?
- Não sei. Por que não me diz?
- Continue.
- Um professor que trabalha ou trabalhou aqui chegou a comentar que uma certa região da Alemanha era muito visitada por Voldemort e seus ajudantes.
- Comensais da morte. - sussurrei
- Então voce os conhece?
- Alguns.
Ele cruzou os braços sobre a mesa, abaixou o rosto e sussurrou?
- Conheceu Voldemort?
- Sim.  
- Você conversava com ele e seus comensais?
- Não todos. Ele ofereceu proteção, eu disse que não precisavamos de ajuda humana. Ele não sabia o que oferecer, mas precisava de ajuda.
- E voce o ajudou.
- Sim, claro.
- Mas por que?
- Porque eles pediram
- Sem se importar com o mal que isso faria à humanidade?
- Já disse que não me interesso por humanos, eles queimam florestas, destroem o mundo, não gosto deles...
- Com quem mais você conversou?

- Lucius Malfoy.
- O que ele queria?
- Ele veio logo depois que Voldemort caiu. Estava fraco. Quase morto, tinha dado quase todas suas energias ao seu mestre. Ele passou dois dias na floresta.  Foi a 1ª vez que saí de lá. Ele falava com todos que estava sobre dominio da maldição imperius e que agora voltaria para o bem. Eu ficava em sua casa preparando poções de cura. Um mês pra ficar completamente são. E então voltei pra lá e não mais o vi ou tive noticias dele. E não quis pensar em nenhum deles. Agora voce acha que Voldemort está retornado. Fazendo o possivel para reajuntar seus ajudantes. Voltar a ter o poder que teve. E acha que ele com certeza voltaria lá pra me pedir ajuda, então você veio e me chamou antes. Agora estou presa aqui por 7 anos.

- Não exatamente presa. Mas que bom que voce aceitou o pedido e que bom que voce entendeu.
- Estou presa. Vai tirar pontos da minha casa porque entrei na floresta. Pois bem. Queres minha ajuda? Me dê um aval para entrar na floresta quando quiser ou então caço Voldemort pelo mundo e aí então você vai saber o que é ter fadas de ordem violeta lutando contra voce.

- É um preço muito barato.
- Não me importo com dinheiro, eu só quero ir lá.
- Muito bem, falarei com Hagrid sobre as condições especiais... mas faça com cautela para não perder mais aulas, por que aí sim tirarão pontos de sua casa.
Voei até seu rosto e dei um beijo em sua bochecha. Ele riu.
- Obrigada. - disse eu.

E ia destrancando a porta quando ele me falou.
- Se quiser manter segredo sobre isso acho que tem que voltar a forma humana, não achas?
- Oh... é verdade, se o senhor não fala.
- Ah... e Neily, quando sair, vá até a masmorra e entregue isso ao professor Snape.
E um papel meio azul apareceu flutuando na minha frente. Peguei-o e desci até as masmorras.

Encontrei Lisa no meio do caminho, enrosquei meu braço no dela e ela disse:
- Eeei! Aonde voce esteve? Aonde vai?
- Estava na sala do diretor e agora vou as masmorras entregar isso ao prof. Snape.
Ela tirou o braço do meu.
- E quer que eu vá com voce?? Que amiga!
- É só entregar e sair.
- Se voce tá dizendo.

Chegando lá, a porta tava um pouco encostada, ele estava lendo algumas redações. Abri a porta devagar.
- Entre, srta. Kallhas. O que quer?
Lisa cochichou que ia ficar do lado de fora. Entrei.
- Ah... venho da sala de Dumbledore, professor. E ele pediu que eu lhe entregasse isto.
- Hm... obrigada.
Ele abriu e começou a ler.
- Com licença, já vou.
Mal dei um passo e ele falou:
- Espere! Aqui diz que a srta. tem uma bolota pra minha poção.
Como é que ele sabia? Totalmente sem graça tirei as sementes do bolso e entreguei a ele.
- Posso ir agora?
- Não! Aqui diz umas coisas interessantes, pode despachar sua amiguinha, temos muito o que conversar.
Fiz uma cara de horrorizada, mas fui até a porta e quem disse que Lisa estava lá, já tinha ido a muito tempo. Que amiga.
- Sente-se! - disse a voz fria
Sentei-me e fiquei observando pelo canto do olho ele se movimentar pela sala. Foi até uma prateleira e colocou as bolotas num vidro.
Depois voltou-se em minha direção, passou por mim, abriu uma gaveta e tirou um pergaminho cheio de rabiscos.
- Sabe, srta. Kallhaas, não consigo entender, por que a srta ganhou um passe para visitar a Floresta Proibida quando quiser. Será que a srta. poderia me explicar?
- Não.
Ele me olhou fuzilando como se nunca tivesse recebido um não de aluno na vida.
- Por favor, não me interprete mal, mas acredito que não nos conhecemos suficiente bem pra eu ficar contando ao senhor pra onde vou e por que.
Ele respirou.
- Srta. Kallhaas, está mais que claro pra mim que a srta. deu uma explicação plausivel ao diretor pra ele lhe conceder um absurdo desse.
- É verdade. Mas... ele não tinha muita escolha.
Ele continuou me olhando fixo, como se lutasse contra seus proprios pensamentos.
- Quem é voce?
- Neily Kallhaas, aluna do 1º ano da Corvinal.
- Não! Quem era voce antes de vir pra cá?
Aí eu me assustei.
- Como assim, professor, não estou entendendo?
Ele balançou a cabeça.
- Esqueça!
Ele abaixou os olhos e depois continuou.
- Dumbledore está louco por permitir que vá se embrenhar ali, mas a srta. com certeza lhe deu motivos realmente bons.
Ele parecia desconcertado. Estava calmo e sua voz emitia quase um sussurro.
- O diretor pediu que eu aplicasse uma detenção na srta...
- O que? Mas... grrr... humanos, não se pode confiar...
- O que a srta. disse?
- Nada... nada... continue.
- Hm... Mas acho que vou fazer melhor, vou aproveitar sua ida a floresta, para pedir que traga esses ingredientes - e me entregou o pergaminho - estão mais ou menos no coração da floresta, mas não se preocupe, se não sobreviver não precisa entregar.
Passei os olhos pela lista. Varias folhas, muitas sementes... definitivamente ia dar trabalho. Ohei pra ele com cara de se podia dar um desconto.
- Precisa trazer tudo de uma vez só?
- Precisa! Mas se não conseguir na 1ª ida, traga na 2ª. O importante é que traga tudo de uma vez. E arrancada no mesmo dia.
- Sim, senhor!

E saí quase quebrando a porta de tanta força que bati.

 

Hosted by www.Geocities.ws

1