Fairy Tale by Nielle

Capítulo 5 –  Aulas

  Tivemos que atravessar o lago em botes... de madeira!! Eles matam arvores?? Lisa Turpin ficou no mesmo bote que eu. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, pedi desculpas sobre o que eu tinha dito, se podiamos voltar a ser amigas!
- Só se voce me prometer que ao inves daquele nome que voce usou, voce passar a usar Voce-sabe-quem...trato?
- Por mim, tudo bem. Mas não era o nome dele? Ele...
- Por favor, ele era o Lord das trevas... só de pensar em Trevas, me arrepio toda.
- Certo, certo... mudando de assunto. Como é o lance das casas?
- Se eu pudesse escolher, iria pra Corvinal... mas acho que a Grifinoria não seria de todo mal. Mas acho que a Sonserina é uma casa má, se me entende?
- Sabe, Lisa, tem um monte de gente que acha que eu vá pra Sonserina, ouvi isso uma porção de vezes hoje. Se eu for pra lá, voce ja me conhece, eu sou assim tão má?
- Acho que não.
Claro que ela acha isso, ela não me conhece... se me conhecesse acho que teria medo de ficar no mesmo barco.
- Se por acaso eu for pra Sonserina, voce vai parar de falar comigo só por causa disso?
- Bem... não! Mas aí a historia é outra... e se vc for pra lá e se tornar má?
- Ironia do destino...toc!

O barco bateu na encosta. Saímos. Apareceu uma bruxa que disse pra gente formar filas e ela entrou no castelo e nos deixou lá. Teve uma confusão com Harry Potter e o Draco Malfoy mas eu não estava prestando muita atenção... eu tava olhando era pra um fantasma que apareceu flutuando ali. Há fantasmas em Hogwarts! Isso é maravilhoso! E antes que eu pudesse chegar perto daquele, a bruxa velha apareceu e nos tocou pra dentro. Tinha 4 mesas lotadas de alunos e tinha outra com professores. E a gente foi entrando, entrando... e lá na frente paramos porque a bruxa se apresentou (ou será que ela tinha se apresentado antes? memoria idiota!) e ela falou algo sobre um tal de Chapeu Seletor... depois descobri que o tal Chapeu não era uma pessoa.

A bruxa que se chama Minerva McGonagall é a professora de Transfigurações (argh!) pôs um tamborete na frente da gente. E em cima dele pôs o tal Chapeu Seletor, mais velho e imundo do que as roupas de Rufus, quando topei com ele pela 1ª vez. E não é que o dito cujo começou a cantar... uma musica longa sobre Hogwarts, suas casas e ele proprio. Nada mais conveniente. Gostei muito do Chapeu. A Profª McGonagall pegou um pergaminho e começou a ler os nomes dos alunos, que a medida que eram chamados, sentavam no banquinho, colocavam o chapeu na cabeça e segundos depois o nome da casa rompia da boca do chapeu, e aplausos sem fim!

De repente, a Profª leu "Nee - ly - Kallhaas"... Lisa me deu um beliscão e sussurrou "é voce"
- Eu?!
E algumas pessoas riram. Me aproximei da professora e disse sem ser indelicada
- É Náily e não isso que a senhora falou!
- Oh... desculpe! Naily Kallhaas!
E eu notei que o nome Kallhaas causou desconforto em algumas pessoas. Me sentei no banco, coloquei o chapeu na cabeça, ele desceu ate a altura da boca. De repente uma voz:
- Oh! Uma fada?
Fiquei imovel!
- Calma! Só voce esta escutando! Hm... Que passado perverso voce tem? E tambem um lado triste! E um lado bom... Com certeza se daria bem na Sonserina... mas acho que o melhor lugar pra voce é... CORVINAL!!!
E ouvi uma salva de palmas vindo da segunda mesa à esquerda! Sentei lá e varias pessoas falaram comigo.
Draco Malfoy foi pra Sonserina. Harry Potter foi pra Grifinoria...houve mais palmas para ele que qualquer outro... Lisa Turpin veio pra Corvinal.

Alvus Dumbledore se levantou, deu boas vindas, falou umas palavras sem nexo e nos mandou comer...

Tinha tanta comida que tinha umas que eu nem sabia o nome.

Estava conversando com Lisa sobre isso, quando bati o olho no Professor de Poções. Ela notou que eu mudei a direção do olhar e virou-se pra ver, depois voltou-se pra mim
- Olhando pros professores?
- Pro de poções em especial...
- É o de cabelos pretos, nao é?
- hm-hm
- Ele me dá arrepios!

Depois disso Dumbledore falou algo sobre nao entrar numa floresta!! Floresta? Aqui tem floresta?? Interessante! Depois percebi que havia comido demais.. e estava morrendo de sono.

Aí uma garota alta se levantou, Penelope Clearwater o nome dela, e falou pra gente segui-la. Iamos dormir, finalmente.
Tres lances de escada aí quando já estavamos quase desmaiando, paramos ao lado duma armadura.
Penelope falou em alto e bom som.
- A senha para entrar é Sangue de unicornio
Então o braço com a espada se moveu batendo no chão e os tijolos que formavam a parede foram entortando e girando até que formou um portal que lembrava bastante o do beco diagonal.
Muito legal aquilo, deu vontade de esperar fechar e ficar repetindo varias vezes. Abrindo e fechando!
Só que eu tava morrendo de sono.

A sala comunal era um local cheio de sofás fofos azuis e havia panos que cobriam as janelas que eram azuis e bronze. Tudo muito detalhado nessas cores. E duas escadas que subiam para os quartos e banheiros. Subi para os quartos e por sorte minha cama era proxima a uma janela. Dei uma espiada e lá longe dava pra ver a ponta da tal Floresta Proibida.
Só faltava descobrir por que era proibida? Nem troquei de roupa, caí na cama e adormeci.

 

No dia seguinte fui acordada por Lisa, que dizia que eu estava atrasada para o café da manhã..
Ia me trocar com magica, mas lembrei que nao devia chamar atenção. Meio sonolenta ainda, lá fui eu com ela até o salão principal.
Lisa estava um pouco nervosa demais...
- Que que voce tem? Não dormiu direito, foi?
- Não! Quer dizer, dormi! É que eu estava lendo o horario das aulas e olha a nossa 1ª aula... - disse ela em voz de choro me mostrando o papel
- Poções com Lufa-Lufa!
- Aiii, os alunos mais adiantados disseram que ele é terrivel... que tira pontos por qualquer bobagem.
- Hm...
E de repente centenas de corujas romperam pelo salão. Os alunos olhavam pra cima, alguns professores tambem. E no meio delas, lá estava o Hört, completamente negro e chamativo e todos se voltaram para ele esperando saber pra quem era. O Tob chegou a comentar que corvos não eram usados pra entregar cartas, que eles não eram usados pra nada, o que me deixou com raiva dele, ma não demontrei. Apenas levantei o braço e ele pousou suavemente nele. Deixando metade dos alunos de boca aberta. Por fim eu disse:

- Voce pode ate achar que corvos não servem pra nada, mas voce pode confiar neles pra entregar mensagens secretas em lugares secretos, não param para estranhos e na minha opiniao são melhores que corujas
Depois que ele me entregou o pacote, disse que podia comer meu cereal.
Tob voltou a importunar
- E essa msg é por acaso secreta? e vem de um lugar secreto... talvez esse Kallhaas do seu nome seja o mesmo do assassino, não é?
- é talvez...
E arrancou a carta das minhas maos!
- EEEEi!!! Isso é meu!!!
- Eu sei só quero ver!!! Epa, mas que lingua é essa?
- Voce acha que uma mensagem secreta estaria numa lingua conhecida, babaca?
- Isso é russo?
- Não! É uma lingua perdida!!
- E como voce achou?
- hmmm.... - guardei o pacote na mochila e me virei pra Lisa - vamos chegar atrasadas na aula de Poções!!! Vamos!

- Nossa voce é bem estranha!

Descemos até as masmorras e sentamos numa carteira na 2ª fila! O Professor entrou 5 minutos depois, empurrando a porta e fazendo um barulhão. Entrou falando um monte de coisas...mas eu não estava olhando... e sim para os bilhoes de potes cheio de ingredientes interessantes...
Ele olhou pra mim, depois para a lista....e por fim falou:
- Srta. Kallhaas, a garota do corvo, vamos ver se faz juz à sua previsão de ser a melhor aluna de Poções.
Vi todos os olhos se voltarem para mim.
- Muito bem! O que eu obteria se adicionasse raiz de ásfodelo em pó a uma infusão de losna?
Lisa olhou perturbada.
- hm... Poção dos Mortos Vivos como é conhecida, mas é uma poção de dormir bastante forte.
- E se eu lhe pedisse onde iria buscar benzoar?
- No estomago de uma cabra, professor, mas eu particularmente não mataria a pobre da cabra só satisfazer necessidades humanas como salvar da maioria dos venenos.
Alguns riram. Mas o Snape estava impassivel, querendo que eu errasse tentou de novo.
- Qual a diferença entre acónito licoctono e acónito lapelo?
- hmmm... eu sabia isso! sei a semelhança, serve?
- Diga!
- são plantas do mesmo genero botanico.
Ele me olhou com uma mistura de raiva e desdem, como se pensasse porque eu fui pra Corvinal.
- 2 pontos para a Corvinal!!
Sorri satisfeita. Snape continuou falando, explicando algumas coisas. A aula transcorreu perfeitamente, a Lufa-Lufa perdeu 5 pontos por uma resposta errada!

Logo depois tinhamos aula de trasfigurações com Profª McGonagall

Nos corredores, vimos os alunos do 1º ano da Grifinoria. Aí Lisa comentou:
- Ele é lindinho, não?
- Quem?
- Harry Potter!
- Ah... Lisa... poupe a minha beleza!
- aH  nem vem! Ele é um heroi, derrotou o cara mais poderoso com apenas 1 ano e...
- Bla bla bla, se gosta tanto assim, vai la e fala com ele.
- Ta louca?
- Não!
Aí eu mudei a direção pra falar com ele que estava junto dum garoto ruivo.
- Oi, Harry!
- Olá Neily!
- Engraçado, quando eu te encontrei no Beco Diagonal, eu não fazia a menor ideia quem voce era... mas desde o trem todos os comentarios são pra voce, de voce. Isso deve ser bem chato...
Aí o garoto ruivo se pronunciou:
- Mas voce é bruxa, não é? Como pode não saber da existencia dele?
- Ela é alemã - disse Lisa
- E daí? É muita alienação!
- Aiaia... olha Harry essa aqui é Lisa Turpin, mais uma fã sua.
Ele riu. Lisa ficou vermelha.
- E eu sou Ronald Wesley, mas pode me chamar de Rony.
- Nei, McGonagall vai nos matar!!!
- Que mate! Ciao, garotos!!
- Tchau!

Chegamos na sala e a professora não estava lá, mas entrou assim que entramos. Sentamos na 2ª fila do lado esquerdo. Ela começou a falar quão importante era Transfigurações e que tinhamos que transformar um fosforo numa agulha!
- Pra que? Não é mais facil pegar logo uma agulha? E o que é agulha afinal?
Ela se virou pra mim furiosa assim que os alunos começaram a rir:
- Escute mocinha, não vou tolerar esse comportamento! Isso é uma aula seria! Peguem suas varinhas!
Peguei, assim como todo mundo!
E fiquei la chacoalhando a varinha mais que tudo e nada acontecia. Sussurrei para a varinha "dá pra voce cooperar, minha filha?"
Lisa riu. Ela conseguiu transformar o fosforo na agulha!
- Ah então isso é agulha.
Toquei a ponta e me furei, um pouco do sangue escorreu, e eu coloquei imediatamente na boca. Lisa ficou me olhando com uma cara de quem acha que viu, mas tem certeza que não.
- Professora! A Lisa conseguiu!
- Muito bem, srta. Turpin! 5 pontos pra Corvinal.
Justino da Lufa-Lufa tambem conseguiu 5 pts pra casa dele.
E eu não consegui nada, só um furo no dedo.
- Deve ser talento!
- Isso não é verdade, todo mundo que tem uma varinha está habilitado a fazer magicas... voce não consegue por falta de... concentração!
- Varinhas...
- Na Alemanha, voce fazia magicas com o que?
- Ahn, não fazia... até entrar na escola não podemos!
- Sei...

Depois do almoço tinhamos aula de vôo.
- Aula de Vôo! Que bom, ja estava cansada de andar...
- ...
Saímos da escola e os alunos da Lufa-Lufa já estavam lá! Atras deles lá estava ela, a Floresta Proibida, com arvores retorcidas e copas verdes e uma escuridão assustadora e ao mesmo tempo interessante... se não fosse Lisa, eu continuaria andando em direção a floresta.
- O que esta fazendo? Lá é perigoso! A floresta é PRO-I-BI-DA!!!
- ok ok...

Madame Hooch chegou dando ordens pra ficarmos ao lado das vassouras..
- Vassouras? ah... Lucci me falou algo
Lisa me olhava.
- Quando eu contar até tres, levantem sua mão direita e digam "em pé". Todos prontos? 1, 2, 3!
- EM PÉ!!!
A minha vassoura rolou no chão.
- em pé! em pé? EM PÉ!! Alooou!!! EM PÉ!!!
Aí ela resolveu subir e quse me leva junto.
- Muito bem! Agora subam nas vassouras e quando eu apitar deem um impulso forte no chão, voem alguns centimetros do chao, e voltem a descer curvando o corpo um pouco pra frente.
PRIIII!!!
Varias pessoas foram excelentes e ganharam 1 ponto por isso. Lisa foi uma delas. Tob tambem. Mas eu como outros, subi alguns centimetros e na hora de pousar me estatelei no chão.
- Aiii!
Na 2ª vez, eu acertei mais ou menos... Conseguimos 12 pontos para nossa casa... logico que eu não consegui nenhum.
No final da aula Tob disse:
- Vamos deixar voce pra consegui pontos em Poções!
- Deve ter alguma outra que eu seja boa.

Depois todos seguiram para o castelo e eu segui para a floresta. Eu disse a Lisa que não ia entrar, ia só olhar a bordinha! Menti! Eu ia entrar, eu queria!
Passei na frente da cabana do Hagrid, acho que ele não estava lá. Cheguei na 1ª arvore, toquei-a. E fui entrando, tocando em cada arvore. Cada vez que eu entrava mais escuro ficava... tinha aranhas, morcegos e outras criaturas que eu não ousaria nomear. Me lembrei do pacote que tinha recebido aquela manhã e resolvi que iria abrir ali mesmo! Vooei ate o 1° galho duma arvore frondosa que tinha ali. Toquei o galho de cima e fiz aparecer umas flores de luz, pra clarear. Houve silencio quando a luz se acendeu. Me acomodei no galho e abri a 1ª carta!

"Querida Neily
Como foi sua viagem? E o 1º dia de aula? Aqui tudo transcorre muito bem. Lucci me disse que voce encontrou Lucius Malfoy e o filho dele, e que ele sabe quem voce é, porque voce quase estragou tudo. E então, em que casa voce está? Conte-nos tudo, estamos curiosos. As fadas estão bem estranhas... acho que não gostaram da ideia de voce ter me nomeado lider... acho que planejam me matar a noite. Se alguma delas morrer pelas minhas mãos, saiba que foi pura auto-defesa. Ande, responda! Já fez amizades? E os professores?
Um grande abraço,
R.K"

Resposta
"Querido Rufinho ^^
A viagem foi otima, já o 1° dia de aula, não foi lá essas maravilhas, descobri que sou pessima com varinhas. Estou na Corvinal. Voce não vai matar ninguem nem por auto-defesa, se fizer isso, vai direto pra Azkaban. Tenho uma amiga já, Lisa Turpin. É só o que tenho pra voce. Um beijo a Lucci. Um pra voce. Neily"

Abri a 2ª carta.
"Saudações de muito longe. Espero a felicidade constante para seus dias. Espero soluções para o problema de liderança que nos cerca. Não aceitamos ser lideradas por um humano. Adeus. Meiukae."

Resposta
"Liderença temporaria concedida a Meiukae! Alerta no humano. Neily"

Havia algumas frutas dentro, que foram muito bem vindas. Como estava tudo escuro, não dava pra saber se era dia ou não... Não havia muito tempo que estava ali, então supus que ainda era cedo. Mas estava cansada. Assumi minha forma de fada. Toquei o galho da arvore onde estive sentada onde algumas folhas surgiram. Deite-me ali e apaguei.

Acordei com uma canção proxima, bem conhecida. Não sabia quantas horas tinha dormido, só sei que quando abri os olhos lá estava ela, com cabelos vermelhos apontando aquela lança feita de galhos pra mim. A musica era uma ironia. Então ela parou de cantar,e disse num sussurro:
- Mostre sua verdadeira forma!
Droga! Fui descoberta! Vou deixar voces a par da situação. Sou da ordem violeta das fadas. Fadas do mal. Mas não maldade absoluta. Nós e as lamarelas somos de poder maximo, podemos mudar de cor quando quisermos. Mas eu fui extremamente burra ao entrar num territorio vermelho e fingir ser vermelha. Apenas sorri da minha falha e mudei de cor. Violeta. As vermelhas eram meio termo, eram bem hostis quando queriam, mas podiam te tratar extremamente bem. No caso dessas, estando na Floresta Proibida, onde tudo quanto é criatura má se esconde aqui, ser de boa indole não era um ato de sobrevivencia. No meu caso tive muita sorte. Quando ela olhou pra mim, jogou a lança fora e pediu perdão pela hostilidade. Aceitei as desculpas e comecei a contar-lhe como fui parar ali e ela me contou tudo o que sabia sobre a floresta e seus habitantes.

Quando estavamos rindo sobre nosso passado, um luz forte encandeou o galho onde estavamos. Sem querer olhei pra baixo e ouvi um incredulo:
- Não pode ser!! - disse Hagrid
Saímos voando para cima.
- Droga! As perdi! mas... será que eu vi o que realmente vi? Hm.. é melhor continuar a busca!
Mais adiante ele me encontrou sentada numa pedra embaixo de uma arvore fingindo um choro.
- Como voce sobreviveu?
- Eu nao... sei... entrei, andei um pouco e só me lembro de ter acordado agora ali e apontei para o outro lado da pedra e agora voce apareceu.
- Hm... Vamos tenho que leva-la a Dumbledore.
- O que?
- 2º dia e já desobedeceu uma regra importante!
- Mas... mas...

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