Fairy Tale by Nielle
Capítulo
3 – Harry Potter
Saímos de lá e fomos à uma loja de livros chamada
Floreios e Borrões. Nunca tinha visto tanto livro amontoado. Eu peguei a lista
e li, depois puxei a manga da veste de Lucci e perguntei:
- Para que serve Transfigurações?
- Para transformar um coisa e outra – ela respondeu sem emoção.
- Ah – depois eu falei meio alto mas pra mim mesma, em língua de fada –
para que queremos transformar uma coisa em outra? que bobo!
Lucci se virou com ódio nos olhos.
- Use inglês!
Fiquei um pouco aflita nessa hora. Então entendi o porquê da preocupação, um
homem enorme me olhava pelo canto do olho. Eu posso até jurar que era um
gigante, porque aquele homem era
muito, mas muito grande. E ele se assustou quando eu perguntei:
- Ta olhando o que? – a pergunta
é? Por que eu falei isso alto? Odeio esses olhares assim... senti ódio dentro
de mim, mas me controlei, fechei os olhos e respirei profundamente, então disse
à Lucci que iria lá fora tomar um pouco de ar puro, que não gostava de
ambientes muito abafados. Apesar de que eu gostaria muito de olhar livro por
livro. Antes de sair, notei que atrás do gigante, havia um garoto, que
aparentava estar tão maravilhado quanto eu.
Quando saí, sentei em um banquinho e fiquei olhando as pessoas passando. Por
muito tempo não pensei em nada, vi a mulher de cabelos vermelhos de novo
seguidos por alguns meninos de cabelos vermelhos também. Então o gigante e o
menino saíram de lá. Estavam conversando animadamente. E algo me veio à
mente, lembrança de algo remoto “Odeio olhos assim! Dá vontade de gritar que
não somos bichinhos de estimação”
Mas resolvi esquecer e decidi que fazer inimigos não era uma coisa boa, aquele
grandalhão pode ser professor também e ele pode pegar no meu pé... Então me
levantei e fui correndo até eles, cortei o caminho deles e falei ofegante:
- Acho que não fui muito educada na loja de livros há pouco, não quero fazer
inimizades com ninguém, ainda mais porque acabei de chegar – e estendi a mão,
por um momento achei que ele não ia apertar – meu nome é Neily... Kallhaas,
eu vim da Alemanha.
- Oh! – disse o grandalhão – eu sou Rubeo Hagrid, sou guarda-caças em
Hogwarts, e este é o Harry, você sabe, Harry Potter.
O garoto disse um “olá” um pouco sem graça
- Prazer em conhece-los, tive uma pequena impressão que você trabalhava na
escola, acabei de conhecer o professor de Poções...
- Severus?
- Então, esse é o nome dele... é um nome duro para uma pessoa, é como um
karma, vai persegui-lo pra sempre. Sabe, foi até bom conhece-los, posso te
procurar no trem, Harry?
Ele parecia desconcertado.
- Claro, claro.
- Então, a gente se vê, ciao!
Depois disso, me encontrei com Lucci e fomos fazer as
roupas. Então quando estava pagando, ela disse:
- Sabe, Nei, já comprei tudo, só falta a varinha...
Aí eu estava realmente confusa.
- Varinha? Pra que?
- Pra fazer mágicas, ora! Como você achava que era?
- Mas eu não... – e sussurrou – eu não preciso, você sabe que não!
Lucci respondeu sussurrando também:
- Você teve a oportunidade de escolher, agora você vai ser uma bruxa e vai se
portar como tal.
Nos dirigimos ao Olivaras, a loja de varinhas. E quando
entramos, o Harry e o Hagrid estavam saindo, passamos por eles e ouve trocas de
olhares, mas bondosos. Um cara esquisitissimo nos atendeu.
- Ooh qual o braço da varinha?
- esquerdo... – eu disse ainda revoltada e ele começou a tirar as medidas,
depois começou a futucar as varinhas...
- Experimente essa daqui, Corda de coração de dragão, cedro, 33 cm.
- Tadinho do dragão, você matou ele?
- Experimente!
Segurei a varinha meio receosa e esta começou a brilhar e a pequenas faíscas
azuis e cor de bronze saíram de dentro. Então Lucci interveio:
- Nossa! de 1ª? Lembro que fiquei duas horas experimentando varinhas... já
tinha cansado e você foi tão rapidinha... isso é ótimo!
- Ótimo nada! eu não quero essa varinha, ela foi feita com um pedaço de um
dragão...
- E daí? A minha é de unicórnio...
Unicórnios? Eles matam unicórnios pra fazer varinhas?! Mudei de idéia...
- ah..ah... dragões são hostis... prefiro dragões. deixa pra lá, pague.
- Hm... ah... Sr. Olivaras posso usar sua lareira para
manda-la de volta?
- Ah! Mas é claro...
Lucci jogou um pouco de Pó de Flu e eu gritei: “Floresta Negra!
Alemaanhaaaaaaaa” e lá fui eu, girando, zunindo, aaargh, vou morrer! e fui
empurrada pra cima. Mas não caí na clareira que devia, caí em outra em frente
ao lago e de repente surge Rufus, completamente nu na minha frente. Então
desatei a rir e rir muito...ele ficou totalmente vermelho, humanos são muito
engraçados. Fui pra casa e fiquei esperando o jantar!
Lucci apareceu depois abarrotada de coisas, disse pra eu ir lendo os livros logo e entregou à Rufus um bilhete. Não faço a menor idéia do que estava escrito.
Rufus havia preparado um jantar bem festivo e tudo estava bem brilhante à noite, ele matou um javali e serviu. Então começamos a contar o dia para ele e ao restante das fadas que compareceram ao banquete. Elas ficaram realmente impressionadas com o gigante, mas não gostariam de encontra-lo.