Fairy Tale by Nielle
Capitulo 2 –
Um encontro inusitado
Me lembro que havia
posto um vestido roxo e meus cabelos louros estavam presos em uma trança
embutida. Com um estampido, Lucci apareceu. Não houve susto.
- Está pronta, querida? – ela perguntou – Rufus! Onde está a chave de seu
cofre?
Ele veio correndo suado do meio das arvores, cumprimentou-a e lhe entregou o
objeto secretamente, sussurrou o numero do cofre e voltou de onde veio, não
antes de me desejar boa sorte menina e dizer que me esperava para jantar. Lucci
se virou para mim e pediu que repetisse varias vezes a palavra “beco
diagonal” até estar falando bem.
- Be-co Dia-co-nal, be-co dia-go-nal, beco diagonal, beco diagonal, beco
diagonal...
Ela pegou um pouco de Pó de Flu e jogou numa pequena fogueira que tremeluzia em
meio a clareira, me segurou nos braços e me jogou exatamente na hora que falava
“beco diagonal” com firmeza e clareza e de olhos bem fechados. Já estava
ficando zonza quando fui empurrada pra frente, com fuligem dos pés à cabeça.
Tossiu um pouco e uma mão branca veio em minha direção e começou a limpar
minhas vestes. Olhei pra cima para ver quem era, embora não fizesse diferença,
já que não conheço ninguém, mas a curiosidade foi mais forte. Era uma mulher
gorda de cabelos cor de fogo, ela falava coisas que parecia ser dirigidas à
mim, mas infelizmente não entendia. Já estava ficando desesperada quando uma
voz conhecida se fez valer.
- Ela não fala inglês – disse Lucci à mulher de cabelos vermelhos
Ela fez sinal afirmativo, abriu a boca para falar e a fechou.
Lucci tomou a minha mão e saiu da loja e então demos de cara com um lugar
extremamente excitante, uma rua bem torta e lojas e mais lojas e bruxos e
bruxas, grandes e pequenas. Meus olhos estavam cheios, não sabiam para onde
olhar primeiro. Foi quando entramos no banco e um duende apareceu e nos guiou até
o cofre de Rufus. Nossa! Vocês precisavam ver como tem ouro lá! Lucci disse
que Rufus tem mais dois cofres cheios, realmente as pessoas que ele matou
deveriam ser bem ricas...Enchemos uma bolsa e saindo de lá fomos para a farmácia,
eu acho, pelo menos cheirava como uma.
Havia duas pessoas lá dentro, o balconista e um homem de cabelos negros e nariz
de gancho que conversavam.
- Poderia me preparar uma poção zilingüe para inglês, por favor? – pediu
Lucci
O balconista olhou intrigado para ela e por fim falou:
- Mas a sra. fala inglês muito bem, para que quer?
- Não é para mim, é para ela! – e apontou para mim e só então os dois
homens puderam notar a minha presença na loja.
O homem adiantou-se com a poção e a entregou à Lucci, que se virou para mim
dando instruções.
- Beba rápido e de vez! –
Encostei a borda nos lábios e como que prevendo o gosto ruim, prendi a respiração
e tomei tudo de vez. E soltei um
arroto logo depois...Morri de vergonha..., fiz uma careta e disse enfim:
- Por que as poções sempre tem um gosto tão ruim? – respirei, e tirei a
lista do bolso e entreguei ao homem.
Ele olhou estupefato para mim, como se não acreditasse:
- Hogwarts? Você vai para Hogwarts?
A pergunta na minha cabeça era porque o espanto? Crianças vão à Hogwarts
todos os anos e de repente eu estava lá sendo observada por um farmacêutico e
seu cliente todos os dois de boca aberta. Então o homem de cabelos negros enfim
falou:
- A srta é muito nova para ir à Hogwarts...
Aí eu disse, um pouco chateada:
- As aparências enganam, por exemplo, você tem cara de mau, mas sei que vou
gostar de você... – respirei – isso, se voltarmos a nos encontrar...
- Se for realmente à Hogwarts, iremos nos encontrar com freqüência.
- Você é professor? – Lucci se precipitou interessada.
- de Poções.
Poções? Ensinam poções em Hogwarts? Mas isso é maravilhoso...sorri pra ele
e disse:
- Então acho que serei a melhor aluna que já teve.
O homem de cabelos negros lançou um olhar incrédulo, balançou a cabeça em
sinal negativo, pegou o pacote e saiu, mas quando passou pela porta, disse em
tom de desdém:
- Essa eu quero ver.