Fairy Tale by Nielle

 

Capitulo 1 – A carta

Olá, meu nome é Neily (lê-se Náily)  e aqui estou eu para contar-lhes a minha historia. Na verdade só decidi escrever, porque tinha muita gente querendo saber e eu muitas vezes esquecia algumas partes. Minha vida mudou drasticamente desde o dia que recebi aquela carta.
Bom, por muito tempo eu morei no meio da Floresta Negra na Alemanha, em uma parte profunda da floresta onde nenhum humano ousaria entrar. Lá há uma casa na arvore. E abaixo dela, sentados, estavam um homem e uma pequena garota, no caso eu, tão pequena que seus pezinhos mal tocavam no chão. Os dois estavam concentrados em uma não muito interessante, partida de xadrez. Se você olhasse em volta, veria nas copas das arvores, que além de pássaros e outros animais, vivem outras criaturas mais importantes que qualquer outro ser que já voou por aí. Você pode vê-las, mesmo não acreditando. Fadas. E eu sou uma delas, e nós preferimos que vocês nos desconheçam. Qualquer pessoa que chegar a esse ponto da floresta, vê uma parte escura e medonha. Ao menos que você tenha permissão real você poderá ver a beleza que há do lado de lá.  Corujas também não entram, nosso correio é feito através de corvos especialmente treinados e enfeitiçados para que todas as vezes que alguém escrever nosso nome em um envelope, eles vão lá buscar e... opa! um chegou neste instante...
- Aaaaah – eu tomei um susto ao ver o corvo cruzar meus olhos e deixar cair uma carta em cima do jogo, espalhando algumas peças.
O homem pega o envelope e o vira, está escrito
Srta. Neily
Casa na Árvore, Floresta Negra
Alemanha.
- É pra você! – diz ele realmente surpreso.
- Pra mim? de quem? – eu estava realmente curiosa, pois já havia muito tempo que não recebia cartas, e nunca uma tão grossa assim.
Abri. Meu semblante feliz desapareceu quando vi que a carta estava numa língua que eu não conhecia. Rodei a carta varias vezes para ver se alguma palavra ficava pelo menos parecida com algo familiar. Nada. Por fim entreguei a carta ao homem.
- Rufus, lê para mim!
O homem pegou a carta, “está em inglês”, e a leu em voz alta, traduzindo:
”ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA HOGWARTS
Diretor: Alvo Dumbledore
(Ordem de Merlin, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos)
Prezada Srta Neily;
Temos o prazer de informar que V.Sª tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista dos livros e equipamentos necessários. O anos letivo começa em 1º de Setembro. Aguardamos sua coruja até 31 de Julho no mais tardar.
Atenciosamente,
Profª Minerva McGonagall
Diretora Substituta

Olhei pra ele continuando sem entender. Ele respondeu ainda paciente
- Hogwarts é uma escola e eles querem você lá pra ,você sabe, aprender magias.
- Mas pra que eu quero isso? Eu já sei praticamente tudo.
- Mas não sabe tudo...
- Mas e você? não posso te deixar aqui!
- Prometo que não saio, aliás eu nem posso.

- Sabe, Rufus, eu não sei se quero sair daqui... e ainda tem essas coisas pra ter. Eu não tenho dinheiro.
- Alguém já te disse que eu tomei posse de todos os bens de todas as pessoas que matei?
- Hm...
- Já que não posso usa-lo, você pode. Mas como é muito perigoso pra eu sair daqui ainda, chamaremos a Lucci para ir com você. Vou enviar uma carta pedindo que venha e traga pó de Flu.


A verdade é que não temos lareira, mas jogamos diretamente na fogueira. Às vezes, alguém pula pra cá e fica meio estranho, antes apagávamos as mentes deles, mas como eles não conseguiam se lembrar como usar o pó de flu pra voltar, paramos. Rufus matou alguns, até descobrirmos que podíamos faze-los sonhar e mandávamo-los de volta por hipnose. 

Rufus Kallhaas mora conosco há 30 anos, está aqui para não ir à Azkaban. Matou 333 bruxos por motivos pessoais, cada um de uma maneira diferente. Eu conheço todas as historias, e achei a morte de cada um muito justa, menos a ultima. Ele havia matado 332, mas teve que assassinar mais um apenas por causa da estética do numero, 9 é seu numero de sorte. Ele nasceu na Rússia e a recompensa pela sua captura aumenta todos os dias. Foi uma sorte ele ter me encontrado, e foi uma sorte eu ter simpatizado com ele. Rufus sabe a língua das fadas e nós sabemos russo e alemão. Eu sei um pouco de italiano devido a um encontro com um italiano muitos anos atrás. Eu também coloquei um feitiço nele, que só poderia morrer quando eu morresse, sentiria todas as dores que eu sentisse. Até hoje, ele diz não sentiu nada.

 

Os dias que se seguiram foram de muita expectativa. Lucci chegaria na semana seguinte à carta.

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