Desejo e Paixão

 

Snape passou quase a metade da noite na poltrona, era bem tarde quando acordou e levou um susto. Havia alguém sentado em a sua frente.

- Kitty!!! – ele exclamou assustado.

- Severo! – disse a moça sorrindo docemente.

- Senhorita Wilson, o que faz aqui?

- Estava chato lá e voltei mais cedo... professor.

- Como... – ele não continuou, perdeu-se diante da visão das lindas pernas dela, cruzadas e tentadoramente desnudas.

- Entrei? A porta estava aberta. O senhor deveria mantê-la trancada.

- Ninguém vem aqui, não se atrevem.

- Mas eu vim.

- Por que veio para cá? Deveria estar dormindo em seu quarto.

- É, me deu vontade! – Snape a analisou confuso.

- Não encontrou quem queria? - perguntou ele curioso.

- Lá, não!

- Então o encontrou.

- Sim! – ela o encarou com aqueles olhos azuis faiscando – Ele está bem na minha frente.

Snape se espantou. Ela estava falando sério? Era ele que a interessava? Kitty adivinhando o que o professor pensava, se levantou, caminhou até ele, sentou-se em seu colo e o beijou.

Snape ficou maravilhado. Kitty tinha os lábios quentes e suaves e seu perfume o inebriava. Ele a envolveu nos braços e correspondeu  ao beijo da linda e jovem moça. Sua mão pousou sobre as pernas dela e ele pode sentir sua pele macia e delicada.

Kitty também adorou, embora já tivesse se interessado por alguém, ela nunca havia beijado antes. Aquele era seu primeiro beijo e ela estava muito contente por ter esperado tanto, estava sendo delicioso. Ela sentia seu corpo todo vibrar e um calor lhe subia por entre as pernas. Ela se sentiu descontrolada, teve medo e então, recuou.

Eles se olhavam nos olhos, um admirado com o outro, estavam arfando e seus corações ainda disparados. Kitty se levantou, pegou suas coisas e tentou sair da masmorra. Snape a impediu.

- Senhorita Wilson...

- Chame-me de Kitty! – disse ela tentando não olhar para ele.

- Kitty, eu não quero que pense que... – ela não o deixou continuar.

- Não estou pensando nada. Eu vim aqui, o agarrei e me ofereci. Não precisa se desculpar. Não se preocupe, não o incomodarei mais.

- Quem disse que você incomoda? – Snape a tocou no rosto.

- Não quero... ser impertinente... – Kitty lentamente erguia os olhos para Snape que se aproximava mais dela – Nem... ser... – ela não conseguia encontrar as palavras certas.

- Linda! – ele sussurrou.

- Hã?

- Você é linda! – Snape a tomou nos braços e a beijou.

E novamente eles se sentiram nas nuvens. Voando, leves e extasiados. Este beijo estava sendo mais demorado e molhado que o anterior. Ambos se acariciavam, suas mãos, com movimentos suaves percorriam os corpos um do outro e tentavam se descobrir por entre suas vestes. Kitty não teve mais medo e deixou seus instintos e sensações a dominarem, mas o professor se conteve.

- Kitty! – sussurrou Snape enquanto ela lhe beijava o pescoço – Espere! – ele a afastou um pouco e beijou suas mãos.

- Você não me quer?

- Quero! Mas sou seu professor e muito mais velho.

- Não me importo! Eu te quero!

- Todos me consideram desprezível e mau, eu persigo seus amigos e os humilho. Ainda assim me quer?

- Sim! Gosto de você como é.

Snape trancou a porta da masmorra, pegou Kitty nos braços e a levou para o quarto. Lá eles se entregaram aos seus desejos. Kitty que sempre fora dona de si, se deixou dominar por aquele homem forte e experiente que lhe encantava e a fazia se sentir uma garotinha.

 

- Kitty! Kitty! – dizia Snape tentando acordar a moça – Acorde! Já é manhã, tem que ir.

- Ah, não! Deixe-me ficar, quero dormir mais um pouco. – ela pediu abraçando-se a Snape e beijando o peito dele.

- Não pode! – Snape sorria – Tem que ir para Sonserina antes que todos acordem.

- Porquê? Ninguém vai reparar se estou ou não lá.

- Claro que vão reparar, você é a garota mais bonita de Hogwarts. Venha, levante-se!

- Está bem! – Kitty se levantou e se vestiu observada por Snape, que admirava seu lindo corpo.

- Posso voltar hoje? – ela perguntou sorrindo.

- Claro! Mas deixe-me avisá-la primeiro do horário mais conveniente. Não quero que percebam, mandarei algo pelo correio.

- Está bem! – Kitty se aproximou de Snape e o beijou ardorosamente, se despediu e foi para Sonserina.

Ela estava abrindo a porta de seu quarto quando ouviu alguém  lhe chamar.

- Wilson! – era Draco Malfoy, a menina gelou.

- Acordou cedo. Já está saindo de seu dormitório. Dormiu bem?

- É Malfoy. Passei muito bem essa noite. E você?

- A minha noite foi péssima! Alguém roubou meu travesseiro e eu tenho alergia, não posso dormir com qualquer um., mas... você... está diferente.

- Eu? Como assim? – Kitty perguntou assustada.

- Não sei dizer, mas está diferente.

- Deve ser impressão sua.

- É, deve ser. Mas já que está aqui, gostaria de lhe falar.

- Pois não! O que deseja?

- Vamos a Sala Comunal, não há ninguém lá e poderemos conversar a vontade.

- Tudo bem! – respondeu Kitty com um sorriso amarelo.

Embora sua noite tenha sido maravilhosa, ela estava cansada e queria descansar um pouco mais.

- Wilson, eu gostaria de lhe dizer que... que... – Draco hesitou um pouco, estava sem jeito – eu gostaria de lhe pedir desculpas. Eu não fui polido com você e não queria que... me odiasse.

- Oh Malfoy, não se preocupe, não odeio você. Sei que nos desentendemos, mas eu não o odeio.

- Então... que tal sermos amigos?

- Claro! – ela respondeu sorrindo e ele lhe retribuiu.

- Mas você está se afastando daqueles Grifinórios. Não está? Eu os vi chegando ontem manhã sem você.

- Não Malfoy. Ainda sou amiga deles e sempre serei. Se quer minha amizade terá que aceitar.

Malfoy a encarou, não sabia o que dizer queria ser amigo dela, aliás, queria ser mais que amigo dela, mas aqueles Grifinórios...

Ela percebendo a dúvida dele se adiantou, lhe ofereceu a mão e perguntou:

- Amigos?

Draco Malfoy não resistiu  àquele largo sorriso e àqueles olhos divinos.

- Amigos! – apertaram as mãos.

- Bem, agora gostaria que me chamasse de Kitty. Posso chamá-lo de Draco?

- Claro Kitty! – ele quase disse que ela poderia chamá-lo de qualquer coisa.

- Agora, desculpe-me Draco, mas lembrei-me que tenho algo a fazer no quarto antes do desjejum, te vejo no refeitório. Com licença! – ela se despediu sorrindo e foi para o quarto.

- Ah, cama!!! – Kitty se jogou em sua cama, ela queria dormir, mas não conseguiu. Ficou pensando na deliciosa noite de amor que tivera com Snape. Ela ficava arrepiada só com a lembrança do que fizeram.

Vendo que não conseguia dormir, ela foi tomar banho, notou, no chuveiro, que suas pernas ainda estavam sujas de sangue.

- É, doeu um pouco no começo, mas valeu a pena... e como valeu.

Kitty terminou seu banho, se arrumou e desceu ao refeitório. Ela se sentou ao lado de Draco, mas conversou pouco, o desgaste da noite lhe deu muita fome.

- Está com fome hoje, Kitty! – observou Malfoy.

- Estou mesmo, acho que nunca me senti tão faminta quanto hoje, Draco.

- O que fará hoje à tarde?

- Eu? – ela estranhou a pergunta, queria ir ver Snape, mas tinha que disfarçar – Eu vou terminar as tarefas da detenção de ontem, como estava fazendo tudo errado o professor me expulsou de lá e mandou que voltasse hoje.

- Que pena! Gostaria de convidá-la para ir a Hogsmeade para o chá. Sabe, não vou lá à noite, é muita mistura de gentes.

- Infelizmente não poderei ir. – ela tentou fingir um descontentamento.

- Se quiser posso pedir ao Snape para lhe dispensar da detenção.

- Não! – ela disse prontamente – Não precisa se preocupar. É melhor eu terminar tudo de uma vez e além do mais, ele pode se zangar e lhe dar detenção também.

- Detenção? Para mim? Kitty, o Snape jamais...

Draco foi interrompido pelo correio, duas corujas entregaram a Kitty, dois buquês de flores. Ela se espantou, sabia de quem era, mas e o outro?

- Nossa Kitty! Vejo que tem dois admiradores. - disse Draco um pouco triste.

- É! – ela respondeu com um meio sorriso.

Ela pegou os cartões e os leu. Um era de Snape e lhe pedia para que fosse às masmorras logo após o almoço. O outro era de Frank Timperly, ele a convidava para sair novamente.

- Vejo que não gostou muito de um, mas do outro...

- É de meu irmão, nós nos gostamos muito. Esse outro é de Frank Timperly. – disse fazendo uma expressão de desagrado – Ele não se toca, fica no meu pé o tempo todo e eu já disse que não quero nada com ele.

- Quer que eu lhe fale? Posso fazê-lo parar!

- Não se incomode Draco. Ele não passa de um pirralho convencido, não vale o trabalho. Mas mesmo assim, obrigada. – ela sorriu para ele, Draco se sentiu muito bem, ia falar mais alguma coisa, mas Kitty se adiantou - Com licença!

Kitty se levantou e foi até a mesa dos grifinórios, no caminho olhou para a mesa dos professores e deu um doce sorriso para Snape.

- Veja só Rony, parece que a Kitty tem mais um admirador. – disse Harry quando ela se aproximou.

- É. E pelo sorriso dela, parece que é quem ela queria. – concluiu Rony.

- E é mesmo! – disse ela sorrindo satisfeita – Estou tão feliz!

- Nossa! Parece que está mesmo apaixonada.

- “Apaixonada? Eu? – pensou surpresa – Será? Será? É... acho que sim!”

- Não nos dirá quem é mesmo. Não?

- Não Gina! Por enquanto não.

- Deve ser alguém legal. Veja só como você está. Nunca a vi tão radiante.

- Acha mesmo Rony?

- Sim, acho!

- Você o encontrou depois que veio embora sozinha ontem?

- Sim Hermione. Foi ontem.

- Gostaria de conhecê-lo, deve ser maravilhoso! – exclamou Gina.

- Ele é incrivelmente maravilhoso Gina! – Kitty vibrava.

- Você está realmente feliz. Está diferente, parece mais... mais... – Rony tentou achar as palavras.

- Pareço mais o quê?

- Parece mais... mulher. Éééé... não dizer ao certo, está até andando diferente.

Kitty se limitou a sorrir, ela realmente estava se sentindo uma verdadeira mulher. Plena e feliz.

 

Depois do almoço ela foi até as masmorras, como combinado, para “cumprir sua detenção”.

 

- Severo! – disse Kitty o abraçando.

Ele olhou para o lindo rosto dela, sorriu e a beijou. Começaram imediatamente seu “enlace amoroso”. Kitty sentia que melhorara muito em relação à noite anterior. Não houve dor e não sangrou mais. Agora ela aproveitava cada segundo da relação, cada momento, cada toque e cada beijo que recebia de Snape. Com o tempo ela se sentiu mais unida a ele. O cheiro do corpo dele a excitava mais e mais assim como o dela a ele.

Quando ela achou que havia chegado ao limite do prazer, sentiu seu corpo todo tremer, como se uma explosão houvesse ocorrido dentro dela, seus músculos se contraíram e ela sentiu espasmos por todo o corpo. Estranhamente isso não doeu, mas pelo contrário, proporcionou-lhe um prazer indescritível, ela notou que Snape também sentia a mesma coisa.

Exaustos se largaram sobre a cama, entregues ao cansaço e a onda de prazer que ainda percorria seus corpos.

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