Poções e Sedução

 

- Tudo certo com a detenção Kitty?

- Sim, já tenho os horários e as tarefas. O ruim é que ficarei presa aqui na sexta, sozinha.

- Não se preocupe! – disse Harry animando-a – Nós ficaremos te esperando para ir a Hogsmeade.

- Ficarão mesmo? Que bom! Vocês são ótimos amigos.

- Claro! Nós temos que aproveitar, somente o último ano tem permissão para sair tos os fins de semana e em breve virão as provas.

- Vamos aproveitar então e muito. – afirmou kitty.

- Que pena que não pode mais fazer as refeições conosco, tem que ficar com os Sonserinos.

- Ora Hermione ficamos juntos o resto do tempo. Bem... Agora deixe-me ir, tenho que passar em Sonserina antes do almoço.

 

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- Kitty Wilson! – era Frank Timperly que chamava Kitty.

- Sim. O que deseja? – perguntou ela secamente.

- Eu gostaria de saber por que não quer sair comigo? Eu a convidei,  você deu uma desculpa esfarrapada, mandei flores, você me evitou e saiu com outros. O que houve?

- Não houve nada!

- Como não? Alguém disse algo sobre mim? O que lhe disseram?

- Não me disseram nada Timperly, eu apenas tinha outro compromisso. Agora se me dá licença, vou para Sonserina. - Kitty deixou o rapaz falando sozinho e foi para Sonserina.

 

- Wilson! Estava lhe esperando, sou o monitor-chefe de Sonserina e devo lhe mostrar seu dormitório.

- Tudo bem Malfoy, mostre-me onde é.

- Siga-me. - Kitty seguiu Draco e ele a levou até a porta do dormitório destinado a ela.

- É aqui. Dormirá e estudará aí dentro. Já que é amiga de Grifinórios, talvez não queira se misturar conosco, legítimos Sonserinos.

- Olha aqui Malfoy, não quero brigar. Por que não tentamos ser amigos?

- Eu? Amigo de uma amiga de Grifinórios? Enlouqueceu?

- Se não quer, azar o seu. – Kitty entrou no dormitório e bateu a porta na cara de Malfoy. O resto do dia foi normal, Kitty teve aulas de Herbologia e de Feitiços. Depois das aulas foi para o dormitório, tomou um belo banho, se arrumou e desceu ao refeitório.

- Oi, rapazes! – cumprimentou Kitty.

- Olá, Kitty, como foi seu dia?

- Ótimo Harry! Conheci meus novos colegas, meu novo dormitório e bati a porta na cara de Malfoy.

- Realmente, bater a porta na cara de Malfoy deve ser ótimo. – comentou Rony.

- Onde estão Hermione e Gina?

- Ali na mesa, estão conversando com Neville.

- Bem, vou para a mesa de Sonserina, vejo vocês amanhã, começo a detenção logo após o jantar.

- Boa sorte! – desejaram Harry e Rony.

Kitty comeu pouco, conversou com algumas garotas Sonserinas e ficou olhando o tempo todo para a mesa dos professores. Terminado o jantar, ela foi até seu dormitório, escovou os dentes, se ajeitou mais um pouco e desceu às masmorras.

Snape a aguardava sentado em frente à lareira, ele estava ansioso e confuso. O que havia naquela garota, que tinha idade para ser sua filha, que o deixava desconcertado. O sorriso encantador? Ou os olhos hipnotizantes? Talvez fosse seu jeito forte e determinado ou as feições extremamente finas e delicadas. Ele pensava nisso, quando sentiu uma delicada mão pousar sobre seu ombro.

- Professor?

- Senhorita Wilson! – disse Snape se levantando surpreso.

- Desculpe-me se o assustei. O senhor deixou a porta aberta e parecia tão compenetrado que não quis chamá-lo. Lembra-se da detenção. Não?

- Sim! Claro! Venha, os bulbos estão aqui. Tente tirar cascas finas, assim elas podem ser utilizadas para fazer Poção Contra Dor de Estômago.

- Poção Contra Dor de Estômago? Não sabia que havia uma que levava cascas de bulbo de lírio selvagem.

- Aquele livro é muito bom, senhorita Wilson, mas não tem tudo. – Snape lhe falou com um pequeno sorriso e ela lhe retribuiu com outro.

- Então estou muito bem servida!

- Como assim? – ele perguntou intrigado.

- Tenho o livro e o senhor como professor, não preciso de mais nada. - Snape sorriu muito sem jeito.

- Senhorita Wilson, vamos começar.

- Sim professor Snape.

Kitty e o professor começaram a descascar os bulbos, para falar a verdade Kitty os descascava, pois Snape ficava olhando as mãos dela, finas, pequenas e delicadas. Aliás, tudo em Kitty era assim. Snape tinha a impressão que ela era uma boneca. Com a pele clara, traços finos e delicados, uma boca vermelha que conseguia dar o sorriso mais encantador que ele já vira, olhos de um azul claríssimo, que pareciam duas brilhantes safiras e aqueles seios... Mesmo com a capa do uniforme via-se o contorno deles, eram tentadores.Parece que Kitty adivinhou o pensamento de Snape e então tirou a capa do uniforme de Hogwarts. Snape se assustou e ela lhe disse sorrindo.

- Está um pouco quente aqui, não?

- Apagarei a lareira! – disse Snape se levantando.

- Não é preciso, não vai adiantar mesmo. – ela respondeu maliciosamente.

Snape se desconcertou, ela percebeu e foi até ele.

- Veja! Estão finas como deseja? – ela lhe mostrou as cascas.

- Sim! Estão perfeitas. – ele não olhava exatamente para as cascas.

- O senhor podia me ensinar a fazer a poção?

- Q-que poção? – balbuciou ele.

- A Poção Contra Dor de Estômago, o senhor sofre disso? – Kitty perguntou colocando a mão na altura do estômago de Snape.

- Não senhorita! – ele disse se afastando – É para a madame Pomfrey, ela usa muito na enfermaria.

- Ah! Eu deveria saber que alguém como o senhor não teria problemas de saúde, parece tão forte.

- Está tarde senhorita, pode terminar em outra ocasião. É melhor ir para seu dormitório, tem aula amanhã cedo.

- Sim, senhor, professor. – Kitty deixou as cascas na mesa, limpou e guardou tudo, pegou sua capa e subiu as escadas, antes de sair se virou para ele.

- Boa noite, professor Snape. Até amanhã.

- Boa noite, senhorita Wilson.

 

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- Kitty, bom dia!

- Bom dia Gina, como vai?

- Bem e você? Como foi a detenção ontem com Snape?

- Ótima!

- Como ótima? Ele não te aterrorizou?

- Não!

- A última vez que cumpri detenção com ele, me fez engolir todos os fios de cabelo de esquilo do brejo que arranquei sem a raiz. – disse Neville Longbottom que vinha com Gina.

- Oh Neville! Que horrível! Você engoliu quantos?

- Todos Kitty, não consegui arrancar nenhum com a raiz. Sempre que estou perto do Snape eu fico nervoso, morro de medo dele aí faço tudo errado.

- Não deveria se sentir assim Neville, se você se controlar não errará mais.

- Mas não consigo, só de olhar para ele fico apavorado.

- Olha! Prometo ajudá-lo na próxima aula Neville.

- Mesmo Kitty? Ele sempre nos manda sentar com alunos da outra casa e sempre fico Crabbe ou Goyle.

- Serei sua parceira na próxima aula Neville. Será amanhã!

 

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- Com licença professor Snape!

- Entre senhorita Wilson. – disse Snape sorrindo levemente – Temos muito trabalho esta noite.

- Iremos cozinhar e amassar sementes de ébano-de-gnomo não?

- Sim! Depois adicionaremos aos bulbos que descascou ontem, já os ralei, assim terminamos tudo hoje. - Kitty retirou a capa do uniforme e Snape pode ver que o corpo dela era realmente lindo. Ela usava uma calça preta, justa e uma blusa verde, bem colada e decotada.

- Nossa! Que cheiro enjoativo, muito doce... Estas sementes estão podres?

- Não, possuem este cheiro mesmo, durante o cozimento ele se desprende e some.

- Que bom! Prefiro sentir o seu perfume! – Kitty lhe lançou um sorriso insinuante.

Durante toda à noite Kitty dizia ou fazia coisas que provocavam o professor. Ele fingia que não ouvia e tentava se concentrar na poção, o que era difícil com Kitty andando de um lado para outro, falando e rindo animadamente.

 

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- Kitty, Kitty! Será mesmo minha parceira na aula de hoje?

- Claro Neville, eu não havia prometido? Vamos entrar. - Kitty se sentou entre Harry e Neville e aguardou a aula começar.

- Formem duplas com um colega de casa diferente a sua. Irão tentar fazer uma poção extremamente complicada. Ela não tem muita serventia, mas sua elaboração é difícil e por qualquer coisa ela se estraga. Será apenas para treinar a habilidade de vocês, sei que não conseguirão fazê-la, mas a dupla que conseguir ganhará cinqüenta pontos para suas casas. Os ingredientes estão sobre a mesa e as instruções no pergaminho, podem começar.

- Vamos lá Neville, com calma e atenção. – sussurrou Kitty.

- Senhor Longbottom, não vai procurar seu parceiro habitual?

-Nã-nã-nã-não p-p-pof-fessor Snape eu... eu

- Eu serei a parceira dele agora professor. – respondeu Kitty – Algum problema? – perguntou sorrindo.

- Não senhorita! Nenhum! – Snape respondeu resignado.

- Vamos lá Neville. Vou verificar os ingredientes, três gramas e meia de pó de espirro, vinte sete gotas de água de chuva da meia-noite, quatro pitadas de pó de chifre de rinoceronte azul, seis pernas esquerdas de aranha fêmea, cinco trevos de quatro folhas, um punhado de escama de kappa, meio litro de baba de trasgo...

- Éca! Que nojo! Não vou conseguir fazer.

- Vai sim! Vou ajudá-lo.

Snape observava Kitty auxiliando Neville, ela colocava a mão em seu ombro e ia passando os ingredientes sorrindo. Ele se sentiu enciumado.

- Pronto! Agora dê, com cuidado, três batidinhas no caldeirão. - Neville bateu e Kitty acendeu o fogo.

- Isso Neville, agora mexa vinte vezes no sentido horário, com a mesma velocidade. – Kitty segurava a mão dele para ajudá-lo a controlar. Snape quase não se controlou, aproximou-se e ficou fuzilando Neville com o olhar.

- Agora três no sentido anti-horário. – Kitty queria apenas ajudar o amigo, mas o professor não via assim.

- Abaixe o fogo... Acrescente o chapéu de sapo... Agora tampe. Devemos esperar vinte minutos.

Neville suava frio, ele sempre errava e o Snape sempre o punia, mas hoje ele sentia que Snape o observava mais atentamente, ele estava morrendo de medo, mas Kitty sorria e o acalmava.

- Pronto Neville! Destampe o caldeirão e aumente o fogo.

- Coloque mais duas pernas de aranha, e uma pena de coruja amarela.

- Mexa cinco vezes no sentido horário, bem depressa.

- Agora prenda a respiração e mexa sete vezes no sentido anti-horário, devagar. – Neville fez conforme ela disse. - Coloque dez vagalumes e tampe rápido.

Neville obedeceu, acrescentou os vagalumes e tampou o caldeirão. Snape já havia verificado que ninguém, nem mesmo Hermione conseguira terminar a poção, algumas queimaram, outras azedaram e outras explodiram nos alunos, deixando-os lambuzados. Mas a de Kitty e Neville não, o caldeirão estava quietinho no fogo, todos acharam que eles não conseguiram. Quando de repente a tampa começou a pular no caldeirão, primeiro devagar, depois foi pulando freneticamente e mais e mais.

Todos os alunos se afastaram, Neville ia correr, mas Kitty o segurou, olhou para o caldeirão e retirou a tampa sorrindo. Uma luz muito intensa saiu do caldeirão e em seguida uma nuvem de pó de estrela começou a se derramar na sala. Fogos de artifício também jorravam e explodiam no teto, eram frios e muito coloridos e cheiravam a flores. A sala inteira ficou admirada com aquilo.

Kitty ficou em pé e de braços abertos recebeu a nuvem de luzes, cores e brilhos em seu corpo. Ela pulava e rodopiava, lançando um sorriso encantador para Snape, que estava extasiado com a beleza e espontaneidade da moça, até que caiu em si.

- Senhores, senhores! Silêncio! Já viram o resultado da poção. Sentem-se agora. – ele se aproximou de Kitty e Neville.

- Senhorita Wilson, parabéns, conseguiu. Cinqüenta pontos para Sonserina.

- Na verdade quase não fiz nada professor, só disse a Neville o que devia ser feito, passei os ingredientes e ele fez. – Kitty lhe falou sorrindo.

- Claro! Senhor Longbottom, cinqüenta pontos para Grifinória. – Kitty lhe abriu um sorriso maior ainda. - Snape não queria ter dado os pontos para Grifinória. Mas os deu assim mesmo, prometera, mas não estava muito contrariado, o sorriso de Kitty valia isso e muito mais.

Kitty cumpriu a detenção desta noite e da seguinte normalmente, ou seja, ela se insinuava para Snape e ele confuso se esgueirava. Até que chegou sexta-feira.

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