Dor e... Felicidade!

 

Kitty estava quase dormindo quando alguém bateu em seu quarto. Ela se levantou e foi atender.

- Donavan! – disse ela surpresa. Há dois dias que não via seu irmão. Ele não a procurou e nem ela a ele, estava muito magoada ainda.

- Kitty, eu... vim lhe pedir desculpas. Eu fui grosso e insensível com você. Não a tratei como merecia. Fui um canalha.

- Ah, Donavan! – ela o abraçou – Fiquei magoada com você, mas o perdôo. É meu irmão querido e eu o amo.

- Sabe Kitty, este tempo todo que fiquei procurando e caçando os Comensais eu vi coisas terríveis. Acho que isto fez com que eu mudasse, mas prometo voltar a ser como era.

- Que bom! Eu o elogiei para todos os meus amigos, disse o quanto você era bom e gentil. Agora poderá apagar a má impressão que tiveram e lhes provar que não menti.

- Claro! Falarei com eles quando quiser.

- Ótimo! Estou tão feliz, Donavan, após resolvermos esta questão da marca o...  pai de meu filho e eu nos casaremos e formaremos uma família, quero você por perto, viu... – Kitty pareceu saudosa - Só faltava a mamãe e o papai aqui para ficar tudo perfeito.

- Até... o papai?

- Claro! Apesar dele sempre nos tratar com rigidez eu nunca escondi de você que o amava, Donavan. Claro que ele nunca soube disso... ele achava que o amor era uma fraqueza, queria que eu apenas o temesse. Acho que ele ... – Kitty abraçou o irmão – Para a mamãe ter se casado com ele, é porquê ele tinha qualidades. Eu nunca acreditei no que diziam a respeito da morte dela e acho que papai ficou um tanto frio por tê-la perdido. – Kitty suspirou – Conte de novo para mim como era a mamãe, Donavan.

- Depois, Kitty. – Donavan a afastou um pouco – Agora tenho uma surpresa para você. - ele a puxou – Venha comigo!

- Surpresa? – ela sorria – O que é?

- Se eu contar não será surpresa.

Donavan esperou que ela se trocasse e a levou para fora do quarto. Kitty estava contente e curiosa.

 

*   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *

 

- Draco, deveria estar em seu dormitório. – era Dumbledore que falava a Draco nos corredores – Mas foi bom encontra-lo, venha comigo, é importante.

Dumbledore levou Draco até sua sala, chegando lá viu Snape, Harry, Rony e Hermione.

- Senhores, chamei-os aqui sem Kitty para alerta-los sobre o homem que está em Hogwarts e diz ser seu irmão.

- Diz ser? Não é? – exclamou Harry – Donavan não é irmão de Kitty?

- É sim Harry, mas aquele que estava aqui, que chegou há alguns dias não é ele. É alguém disfarçado. – Draco gelou – Desde ontem, quando recebi a carta do verdadeiro Donavan que ele desapareceu e não foi mais visto.

- O quê? Acabei de vê-lo saindo de Sonserina com Kitty. Eu ia ver o que ele queria com ela, mas Kitty estava tão sorridente que resolvi voltar para meu dormitório, aí o senhor me encontrou.

- Para onde ele a levou, Draco? – perguntou Snape desesperado.

- Não sei, não vi, mas parece que iam para ... fora do castelo.

- Vamos atrás deles. Ele quer tira-la daqui. – Snape saiu da sala de Dumbledore seguido pelos outros. Ele sentiu o coração doer, temia que algo de ruim acontecesse a Kitty.

 

*   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *

 

- Para onde está me levando Donavan? – perguntava Kitty curiosa.

- Segredo. Não confia em mim?

- Claro que confio. Mas se andarmos mais um pouco, sairemos dos limites de Hogwarts.

- É isso que quero. – respondeu ele secamente.

- O quê? – ela largou da mão de seu irmão.

- Venha logo! Temos que sair daqui! – disse ele tentando agarrá-la.

- Não! O que está acontecendo? O que houve com você?

Kitty olhou no fundo dos olhos de seu irmão e reconheceu aquela expressão malévola e cruel.

- Pai? – exclamou ela – O senhor está vivo!

- Isso mesmo! – o homem que dizia ser irmão de Kitty imediatamente se transfigurou e voltou a sua forma verdadeira. Thomas Wilson.

- O senhor não morreu! Está vivo! – Kitty o abraçou, seu pai era mau e judiara muito dela e de seu irmão quando eram pequenos, mas era seu pai e estava vivo.

- Vamos logo menina. Temos que sair daqui.

- Por quê? Aqui estou protegida dos Comensais e o senhor também.

- Eu sou um Comensal, querida. – disse ele friamente – Tenho que levá-la daqui. Preciso saber se este filho que você espera servirá para receber o espírito de meu Lord, para então terminar o feitiço.

- Não! Não fará mal a meu filho! – Kitty tentava se livrar dele.

- Pare Thomas! Deixe-a em paz! – era Severo Snape, que chegara acompanhado por Dumbledore, Harry, Draco, Rony e Hermione.

- Snape! Ela é minha filha, faço o que quiser com ela e com o filho que espera. – bradou Thomas.

- Não, Thomas! – Snape o fitou friamente - Não permitirei que faça mal a ela e nem a meu filho.

Harry e Draco ficaram espantados. Snape era o pai do filho de Kitty.

- Você Snape? Está tendo um caso com minha filha? – bradou Wilson incrédulo, mas percebeu que era verdade, os olhos de Kitty e Snape diziam que era. Mas para o espanto de todos, Thomas Wilson começou rir, aliás, ele quase gargalhava. Todos estranharam a atitude dele, pensaram que enlouqueceram.

- Perfeito! – exclamou Thomas – Eu mesmo não poderia ter escolhido melhor! Kitty, você é muito esperta, seduziu o Snape e engravidou dele. É realmente minha filha.

- Não! Não fiz isso! Eu o amo! – gritou Kitty.

Thomas era um homem muito alto e forte. Por mais que Kitty tentasse se livrar dele, não conseguia. E ninguém se atrevia a lhe lançar um feitiço, poderia atingir Kitty.

- Não importa agora. Você está grávida dele e ele é forte, poderoso e tem a marca de Comensal. A criança será perfeita para receber meu mestre.

- Largue-a Thomas, ou eu o matarei. Você nunca pôde comigo e agora ainda está em desvantagem. – dizia Snape. Thomas temia Snape, quando eram Comensais já se enfrentaram e Snape o venceu facilmente, não tinha chances contra ele.

- Pense, Snape! Você! Um Comensal! Será o pai do novo Lord das Trevas. Ele governará o mundo todo.

- Não, Thomas! Se isso acontecer não será mais meu filho. E eu não quero que Voldemort volte.

- Pare, pai! Solte-a! – era Donavan Wilson, o verdadeiro, que chegava.

- Quem vai me obrigar? Você? Seu paspalhão inútil, era para você ter sido o escolhido. Você deveria receber o sangue do mestre, mas nasceu assim, fraco, como sua mãe.

- Não fale de minha mãe, seu pulha! – bradou Donavan.

- Por quê? O que vai fazer? Correr para de baixo da cama como fazia sempre? Ou se esconder atrás de sua irmã mais nova? Você sempre me envergonhou Donavan. Mas Kitty não. Ela é como eu.

- Solte-a Thomas. – ordenou Dumbledore.

- Nunca! Esperei muito tempo por isso. Quando ela nasceu, vi que era forte, vi que era como eu, então a ofereci a meu mestre e agora o filho dela vai realizar meu maior desejo. Eu serei o avô do novo mestre e terei muito poder.

- Pai! Por favor, me solte! Não faça isso, eu te amo, pai, você não precisa fazer isso. Não faça mal a meu filho!

- Não farei mal a ele, Kitty. Apenas o tornarei mais forte. E pare de choramingar... Você não é assim.

- Thomas, não conseguirá fugir daqui. – disse Snape com sua voz fria - Veja! Está cercado, nunca conseguirá o que quer. – ele foi se aproximando lentamente - Solte-a! Você a está machucando. – ele se aproximava mais e mais.

- Pare, Snape! Não se aproxime! – Thomas recuava com medo – Tessa também tentou me impedir e não conseguiu. Pare ou farei com Kitty o que fiz com ela. Eu a matarei Snape, eu juro.

Thomas Wilson matou sua esposa e confessou isso diante de todos. Kitty não suportou a revelação. Sempre quis ter conhecido sua mãe, foi criada por seu pai e sofreu muito nas mãos dele. Soltou um grito de dor e desespero. Logo, sentiu suas costas queimarem, era sua marca. Ela surgiu ao ser consagrada às Trevas, surgiu indicando o vínculo de sangue que tinha com Voldemort. O vínculo de amor que ela ainda tinha por seu pai. Com aquela revelação, todo e qualquer sentimento bom que ela tinha por ele se desvaneceu. A dor começou a passar e agora era Thomas que gritava. Sua marca também queimava seu braço.

Thomas soltou sua filha que caiu desmaiada. Snape lançou um feitiço em Thomas:

- Estupefaça! – Thomas Wilson caiu desacordado.

- Kitty! Kitty! – Snape tentava acordar sua amada, a tomou nos braços e chorou. A moça começou a acordar.

- Severo! Meu amor! – ela o abraçou e chorou também.

 

*   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *

 

- Tem certeza que está bem? – perguntava Hermione a Kitty que estava deitada em uma cama na enfermaria e queria se levantar.

- Estou, Hermione, já disse!

- É melhor ficar deitada, senhorita Wilson. Está grávida. – censurou Madame Pomfrey.

- Está bem! Mas faço isso pelo meu filho. Quero ver Severo.

- Ele já está vindo, Kitty. Está com Dumbledore e os outros. Sabe que seu pai será levado a Azkaban. Não sabe?

- Sim, Hermione, eu sei. Depois de tudo que ele fez... ele merece.

- Eu perdi tudo! Deviam ter me contado, me esconderam a parte mais sensacional. – reclamava Gina.

- Onde estão Harry, Rony e Draco?

- Com Dumbledore também, ele pediu. Está contentíssimo com eles, principalmente com Draco.

- Fico feliz por Draco. Ele mudou muito.

- Mas ele e Harry continuam brigando. Só se uniram por você, Kitty.

- Eles são grandes amigos e Rony também. Eu não poderia ter escolhido melhor. – brincou Kitty.

- Com licença! – eram Harry, Rony e Draco que entravam na enfermaria.

- Meus amigos! Venham, quero um abraço.

Os três se aproximaram e abraçaram Kitty carinhosamente.

- Como está se sentindo?

- Bem, Draco. Muito bem.

- Seu irmão já mandou Thomas a Azkaban, Kitty. Está tudo terminado.

- Ainda bem Harry. Agora tudo ficará em paz. – ela afirmou séria.

- Antes de ir, ele esclareceu o por quê de você sentir sua marca doer quando ela aparecia. – disse Draco.

- É? E por que ela doía?

- Era por causa do vínculo que você tinha com ele. Quando ele estava por perto sua marca estava sempre visível, então não doía, mas se por algum motivo ele se afastava muito de você ela desaparecia e quando ele voltava a estar por perto ela aparecia e isso a fazia doer.

- Agora eu entendo por que ela sempre sumia quando eu estava em Durmstrang e voltava, doendo, é claro, quando eu voltava para casa.

- Foi bastante inteligente da parte dele usar aquele feitiço rejuvenescedor já que era Donavan é igualzinho a ele... assim nem Dumbledore percebeu a farça. Ele disse também que ficou escondido em Hogsmeade durante um bom tempo.

- Ah, Harry. Então era por isso que quando eu ia lá sentia a dor. E quando ele chegou a Hogwarts ela não desapareceu mais.

- Mas agora tudo acabou, Kitty. – exclamou Rony – Veja! – ele estendeu um bilhete a ela - O Timperly me pediu para que entregasse esse bilhete a você. – Kitty o leu em voz alta.

- “Querida Kitty. Eu soube que ficou doente. Quero que saiba que se precisar de algo, estarei às suas ordens. Quem sabe se depois que você melhorar, nós possamos sair juntos. Gostaria de lhe mostrar que sou a pessoa ideal para você. E não o chato do Harry Potter e muito menos o convencido do Draco Malfoy. Melhore logo. Sinceramente, Frank Timperly.”

- Que abusado! – exclamou Harry.

- Atrevido! – arrematou Draco.

- Como ousa!

- Mas ele não perde por esperar!

- Sim, nós o ensinaremos!

- Ninguém nos ofende assim!

Rony olhou bem para eles e disse:

- Realmente, parecem meus irmãos Fred e Jorge.

Harry e Draco ficaram sem jeito.

- Kitty! – era Snape que entrava na enfermaria com Donavan. Ele correu até ela e a beijou. Os alunos acharam estranho, mas enfim...

- Minha irmãzinha! Melhorou? – disse Donavan abraçando-a.

- Sim! Aaaah... é tão bom vê-lo novamente, meu irmão.

- Eu também estou muito contente por vê-la. E, - ele passou a mão sobre a barriga dela – por saber que está grávida, seu filho será lindo e forte e eu serei o tio mais coruja do mundo. – realmente Donavan era muito amável.

- Kitty, já falei com seu irmão e com Dumbledore. Já que está grávida, eles concordam que não devemos mais esperar. Nos casamos imediatamente. Quer dizer, se você quiser, minha querida.

- É claro, meu amor! É o que mais quero na vida!

 

*   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *   *

 

- O que faz aqui, Potter? – perguntou Draco ao entrar na biblioteca.

- Estou estudando, Malfoy. Tem uma prova de Poções daqui a pouco se lembra?

- Eu sei. Vim estudar um pouco também. Ei, como conseguiu este livro?

- A Kitty me emprestou. Veja, é formidável.

Draco se sentou ao lado de Harry e começou a ler o livro com ele.

- Potter! Malfoy! – era Frank Timperly – Preciso ter uma conversa séria com vocês.

Os dois olharam para Timperly, queriam xingá-lo, mas estavam na biblioteca.

- O que quer? – perguntou Draco.

- Estamos ocupados. – concluiu Harry.

- Se é para falar da Kitty...

- ...esqueça!

- Vocês dois estão estranhos. – observou Timperly – Mas é urgente e é sobre Kitty sim. Quero lhes dizer que vou procura-la e vou conquista-la. Podem ir caindo fora, não terão a menor chance.

Harry e Draco se entreolharam e sorriram, pensaram a mesma coisa.

- Não temos nada com Kitty. – disse Harry.

- Somos apenas amigos. – completou Draco.

- Mas se quer falar com ela...

- ...está nas masmorras.

- Nas masmorras? Vou para lá!

- Se eu fosse você não faria isso!

- Ela está com alguém!

- E ele não vai gostar...

- ...que você a incomode.

- Cuidado!

- Pode ser perigoso!

Timperly os olhou bem, fez uma cara de desprezo e seguiu para as masmorras. A porta estava aberta, ele chegou até ela e viu Kitty encostada em uma mesa. Ela falava animadamente a alguém que estava na outra sala. Timperly gostou, assim diria tudo que queria para ela na frente de seu rival.

- Kitty! – ele a chamou e foi descendo as escadas – Preciso lhe falar.

- Olha Timperly, se é sobre o que eu estou pensando é melhor dizer a meu marido.

- Marido? Você se casou? Com quem? – perguntou o rapaz surpreso.

Snape entrou na sala, caminhou até Kitty e colocou a mão na cintura dela. Kitty encostou a linda cabeça nele sorrindo.

- Algum problema, senhor Timperly? – disse Snape com sua voz fria. O garoto arregalou os olhos, espantado.

- Problema? Não, professor Snape. Problema algum. – e saiu correndo da masmorra apavorado.

Kitty trancou a porta da masmorra e puxou Snape para o quarto.

- Kitty, o que está fazendo? Darei aula daqui a pouco.

- É só daqui à uma hora. – disse ela se despindo – Vamos! É rapidinho! – e o deitou na cama.

- Kitty...

Hosted by www.Geocities.ws

1