O
pai de meu filho é...
- É você Malfoy? – perguntou Donavan a Draco, que o ignorou – Se for, então não há problema.... você é sangue-puro e sua família é poderosa. Pode me contar. É você?
- Claro que não! – respondeu Draco indignado – Se fosse, eu teria te socado quando agrediu Kitty.
- Então deve ser um daqueles dois garotos que estavam lá! São Grifinórios, não são?
Kitty se virou para o irmão:
- Não é nenhum deles, Donavan. São somente meus amigos. E o que tem se fosse de um Grifinório? O que aconteceu com você? Você está mudado, estranho. O que houve?
- Kitty! – disse Donavan fitando-a furioso – Tomara que não seja de nenhum sangue-ruim ou de algum idiota fraco e sem poder. – ele segurou o braço dela com força – Se for... você vai tirar este bebê e... – Donavan não pode continuar, Snape o segurou pelas vestes e o encostou à parede do corredor. Kitty não disse nada, seu irmão parecia ser outra pessoa, olhou em seus olhos e não o reconheceu, ele parecia ser seu pai.
- Escute, Wilson. Se tocar nela novamente, eu o mato. Não a ameace e nem a seu filho. – Snape lhe disse isso calma e friamente, o que o deixava mais apavorante e ameaçador.
Draco não entendeu a atitude zelosa de Snape, mas adorou o que ele fez.
- Deixe, professor, ele não me fará nada. – pediu Kitty e voltando-se para seu irmão – Donavan, você me conhece muito bem, não vai me dizer o que fazer com meu filho. Não me dê ordens. Ninguém manda em mim! – Kitty os deixou e foi para seu quarto. Donavan também se recolheu, de medo de Snape.
- Professor Snape, acho que o irmão de Kitty não é bem o que diz ser.
- Também percebi isso, Draco. Mas vamos observá-lo e esperar.
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- Kitty, meu amor! Você está bem? – perguntou Snape abraçando a moça.
- Sim, estou! Um pouco chateada com meu irmão, mas estou bem.
- Estranhei muito a atitude dele, parecia estar mais preocupado com o poder que o pai de seu filho tem do que com o fato de você estar grávida.
- Eu percebi também, Severo, ele está tão estranho, quase não o reconheci, quando ele me segurou pensei estar na frente de meu pai.
Snape olhou para ela docemente. Kitty abraçou seu amado e o beijou demoradamente. Começou a tirar sua roupa.
- Em breve ele se acalmará, quando souber que é você ficará contente. Você vem de uma família antiga, sangue-puro e poderosa.
- Kitty... Temos que ir para o refeitório daqui a pouco.
- Só um pouquinho, meu amor. – ela se enlaçou nele.
- Não vai fazer mal para o bebê? – perguntou Snape enquanto ela lhe tirava as vestes e beijava seu corpo.
- Não, está muito no começo. Venha! – ela o puxou para o quarto.
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- Está se sentindo bem, Kitty? – indagou Draco encontrando a amiga no refeitório.
- Sim, Draco, estou me sentindo muito bem. Obrigada. Por se preocupar comigo, você e Harry ajudaram muito. Hermione me contou.
- Não precisa agradecer, Kitty. Você é minha amiga e eu te quero muito bem.
- Mas mesmo assim obrigada. Mas vamos comer? Estou faminta!
- Sim, vamos. Você deve se cuidar agora que... Bem, deve se cuidar.
- Obrigada por guardar segredo, Draco – sussurrou Kitty, não queria que ninguém soubesse de sua gravidez ainda e deu um beijo no rosto do amigo.
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- Senhor Wilson, não sabe realmente nada sobre o desaparecimento de seu pai? – perguntou Dumbledore um tanto desconfiado.
- Não! Ele morreu, é só o que sei. – afirmou Donavan secamente.
- Os Comensais continuam a ameaçá-lo?
- Sim! Continuam, mas não sabem que estou aqui.
- Fique alerta, senhor Wilson. Não saia de Hogwarts, eles não podem entrar aqui, mas se sair o pegarão.
- Sim, diretor.
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- Apesar de tudo, Hermione, de toda essa confusão, de meu irmão estar estranho... Eu estou muito feliz. Vou ter um filho do homem que amo e ele está muito feliz também.
- Que bom, Kitty! Nós também estamos muito felizes por você, embora não saibamos quem é o pai de seu filho. Para você amá-lo tanto, ele deve ser muito especial.
- É verdade, Hermione. – concordou Gina – Ele deve ser muito bom, para fazê-la tão feliz assim.
Kitty abaixou os olhos. Elas eram suas amigas, não podia ficar escondendo delas, o ano escolar estava quase no fim, a barriga ia começar a crescer em breve e toda Hogwarts saberia. Queria que elas fossem as primeiras a saber, então resolveu:
- Eu vou contar a vocês quem é.
- Kitty, não precisa contar quem é, nós entendemos que queira guardar segredo, não se preocupe. – afirmou Hermione.
- É verdade, não precisa contar. Nós a apoiaremos mesmo não sabendo quem é, afinal se você o escolheu, ele deve ser maravilhoso. – concordou Gina.
- E ele é, Gina. Para mim, ele é. Mas talvez vocês não tenham a mesma opinião.
As duas garotas não entenderam e trocaram olhares de indagação.
- Bem! Vou começar pelo início. Vocês se lembram do dia que fui apresentada a toda Hogwarts?
- Sim! - exclamaram as duas.
- Lembrem-se também que eu disse que gostava de homens mais velhos e não tão certinhos? Que eu gostava daqueles mais... firmes e decididos?
As duas afirmaram que se lembravam.
- Então vocês fizeram uma eliminação completa de todos aqui de Hogwarts, não é? Não sobrou ninguém que me interessava.
- Sim, Kitty, é verdade, mas parece que deixamos escapar alguém, pois veja o resultado. – disse Hermione sorrindo e apontando para a barriga de dela.
- Não escapou não, Hermione. Vocês o eliminaram veementemente. Mas eu o conheci e fui achando que ele era muito... atraente e charmoso, apesar de todos os seus defeitos. E olha que eram muitos. Durante a primeira semana de aula eu fui me apaixonando por ele, de uma maneira quase irracional. Era só atração, mas então com o tempo, fui o conhecendo melhor e... passei a amá-lo. Com tudo o que ele tinha de bom e ruim.
- Não estamos entendendo, Kitty. Somente Draco Malfoy se encaixa em sua descrição, apesar da idade, e você nos afirmou várias vezes que não era ele.
- E não é mesmo, Gina! Aquela sexta em Hermione, Harry e Rony me esperaram sair da detenção para irmos a Hogsmeade eu me chateei e vim embora mais cedo.
- Sim, foi naquela noite que você o encontrou. – lembrou Hermione.
- Sim, foi mesmo. Naquela noite eu fui até ele e me entreguei.
- Kitty! Foi naquela noite? – exclamou Hermione sorrindo surpresa – Então por isso estava tão feliz na manhã seguinte. Que rápido, hein?
- Ah, Hermione! Eu estava louca por ele. Não agüentava mais estar próxima dele sem o beijar. A vontade era tanta que não me controlei e... aconteceu.
As duas amigas sorriram para ela. Entendiam a moça, elas já passaram por situações parecidas, mas se controlaram. Kitty não, já era dona de si e fazia o que queria.
- Bem, eu estava querendo muito dizer o que sentia a ele, o via todas as noites, ficava perto dele e estava cada vez mais difícil aquela situação. Eu o convidei para sair e ele não quis, fui com vocês, mas não conseguia deixar de pensar nele. Voltei a Hogwarts e... – Kitty hesitou um pouco.
- E... – disse Hermione incentivando-a a continuar.
- Desci às masmorras e me entreguei a ele! – disse Kitty finalmente.
Hermione e Gina arregalaram os olhos. Ela havia dito que descera às masmorras? Mas o único que ficava lá era:
- Snape!!! – espantou-se Hermione.
- Kitty, está nos dizendo que ama o Snape? – duvidou Gina.
- Sim! Ele mesmo! Eu o amo tanto! Naquela noite eu só queria contar a ele o que sentia... Eu o fiquei provocando a semana toda e ele não me disse e nem fez nada... Mas depois que nos beijamos, depois que eu senti seus lábios quentes e gostosos, suas mãos macias em meu corpo... Não agüentei e me entreguei totalmente a ele e ele a mim.
- Kitty, você deve estar brincando. Você... você dormiu com o Snape, deixou que ele... – Hermione não achava as palavras adequadas – Ele a forçou. Foi isso?
- Não! – disse Kitty quase gritando – Eu fui até ele, eu o procurei, eu o beijei. Ele tentou evitar, mas eu quis, eu decidi que o queria e me entreguei porque eu quis.
- Ai! – exclamou Gina – Realmente Kitty, Rony tem razão, você é louca!
- Sou mesmo! Sou louca por ele! – disse ela decididamente – Desde aquela noite tenho ido vê-lo, quase todos os dias e ficamos lá nas masmorras... juntinhos... nos amando... – ela parecia enlevada.
- Kitty! É... você... gostou...
- Eu a-do-rei, Hermione. Foi muito bom... e no dia seguinte então, aaaai... foi maravilhoso, jamais imaginei que pudesse sentir algo daquele tipo. Fico arrepiada só de pensar. Severo é muito bom nisso.
Hermione e Gina estavam atônitas. Kitty além de amá-lo ainda elogiava seu desempenho.
- Kitty, acreditamos em você, mas é estranho imaginar o Snape... assim.
- É! Pare, por favor! – pediu Gina.
Kitty sorriu. Suas amigas estavam com uma cara de espanto e totalmente envergonhadas. Ela as abraçou e então começaram a rir.
- O que importa é que está feliz e será bem protegida. – observou Hermione.
- Sim, Snape jamais deixaria que algo acontecesse a você. – concordou Gina.
- Não se preocupe Kitty, nós guardaremos segredo.
- Estou pensando em como contar aos garotos. Eles estão tão empenhados em me ajudar, não posso lhes esconder isso.
- Se quiser, nós contamos ao Rony, não é Hermione?
- Sim, Gina! Sabemos como lidar com ele. Explicaremos o que sente.
- Obrigada! São excelentes amigas. Verei o que faço com Harry e Draco.
- Chííí... Acho que terá problemas, Harry detesta Snape e Draco é apaixonado por você.
- Bem, Hermione, pensarei durante a noite. Amanhã pela manhã já saberei o que lhes dizer. Agora vou me deitar, estou um pouco cansada. Boa noite!
- Boa noite, Kitty!