Domingo no Parque

 

 

Era uma vez um grande parque situado em uma grande metrópole de um grande país de terceiro mundo. Esse parque se chamava Parque do Ibirapuera, ele era bonito, tranqüilo e sereno. Os papais levavam seus filhinhos para brincarem nele e fazerem piqueniques, os jovens casais iam lá para namorar e os velhinhos iam para aproveitar o sossego e o ar fresco. Tudo ia bem, a paz reinava e todos lá eram felizes, até que um dia, em um ensolarado domingo de fevereiro, coisas estranhas aconteceram.

 

-E aí? Está vendo alguém?

- Naum, acho q naum vem + ninguém.

- Por que você está falando assim?

- Assim? Tow falando normal. Ah, estou rouca, eh? Tb, tomei moh balde de sorvete ontem. De chocolate e de morango, os preferidos do Alan. Ele naum eh d+?

- Não estou falando da voz!

- Naum?

- Não, olha aí de novo.

- O q? Naum tow entendendo o q vc tah dizendo, vc tah se confundindo, acho q vc anda mt estressada.

- Que estressada que nada. Você está falando que nem nas mensagens do grupo.

- Eu? Vc pirou! No grupo a gente naum fala, escreve msgs. Vc tah taum estranha, desde a estaçaum que tah assim. Kramba vc naum dormiu, naum? Acho q tah ficando loka.

- Ah, esquece... Vamos ver se alguém mais chegou.

- Olha alih, tem alguém vindo, vc acha que ela eh?

- Não sei, vamos esperar ela se aproximar.

As duas garotas ficaram esperando a outra garota se aproximar. Elas se encaram e não disseram nada.

- E ae,  - cochichou a que falava que nem no grupo - vamos fazer o teste? Pra saber se ela eh tb?

- Vamos!

 A garota se aproximou e fez um sinal no ar. Um sinal que identificaria qualquer membro do grupo delas. Ela fez um “S”. A garota que chegou apertou os olhos e com expressão séria devolveu o sinal, fazendo outro “S”.

- Aaaaaaaaaaah... – gritaram as três garotas ensandecidas.

- Q bom q vc veio. A gentem tava esperando + gentem. Bjo, bjo...

- Ei, por que você está falando assim?

- Ih... Vc tb? Presta atençaum!

- Não liga não, ela está estranha desde que chegamos.

- Estranha está você, falou?

- Ei, você voltou a falar normal.

- Eu sempre falei normal. Tah bem?

- Calma gente, não vamos brigar, estamos aqui para nos divertir. Que tal nos apresentarmos?

- Certo!

- É isso aí!

- Eu sou a Jane Weasley, muito prazer.

- Eu sou a Yumi.

- E eu sou a SnapeLupin.

- Que bom que nos encontramos.

- Você está falando normal agora.

- Estou é? Que bom. Eheh...

- Mas e o resto da galera?

- Não sei... olha lá estão chegando. Quanta mulher... caramba!

As três viram um bando de garotas chegando e fazendo a maior algazarra no Parque.

- Oi, sou a Jéssica Dipold.

- E eu a Cindÿ.

- Sou a trinity-brasil.

- Sil Snape

- Sarah Snape

- *§.Tellmi SH.§*

- Eu sou Aline Carneiro

- A Tia Ana não vem?

- Ela não pode vir por causa do maridão, sabem como é... hoje é domingo, tem Faustão, mas vejam só. – Aline abriu um laptop e o ligou. Apareceu um vídeo enviado por uma webcam que falou às garotas.

- Oi gente, não estou presente em corpo, mas em bytes sim.

- Aí, Tia Ana.

- Quem bom que vieram galera. Achei que ia ficar só eu e a Jane.

- É que descemos na estação errada, Yumi. Esse metrô anda uma confusão.

- Também, com esse governo desmazelado.

- Pior se viéssemos de ônibus então. Os transportes coletivos em São Paulo estão em um caos tremendo.

- E a violência então.

- Culpa dessa política neoliberal.

- E da globalização.

- Bem, macroeconomicamente falando, isso tudo tem a ver com a situação submissa que nosso país está em relação às grandes potencias capitalistas.

- Ei... Espera aí, que papo estranho... Por que estamos falando disso?

- Hum... sei lá, parece que fluiu.

- Eu tb tow achando estranho d+ isso.

- Ei, você está falando errado de novo?

- Você está falando sério?

- Ih... voltou ao normal.

- Gente. – falou Aline – Vamos parar com esse papo chato e estranho. Foi uma dificuldade marcarmos esse encontro aqui, levou meses.

- Todo mundo com agenda cheia, ainda bem que criaram esse trinta de fevereiro, senão...

- A propósito, quem criou esse dia?

- Sei lah! Alguém d+, pq a gentem tava taum ocupada e...

- Olha aí de novo.

- O que significa isso?

- Hum... – fez Aline – Hum...

- O que foi?

- Trinta de fevereiro... Ela falando como nas mensagens do grupo... A gente com papo besta... Isso só pode significar uma coisa.

- O quê?

- Estamos em uma FIC.

- Ooooooohhh...

- Uma Fic?

- Como?

- Quando?

- Onde?

- Por quê?

- Não sei garotas, mas para criar um trinta de fevereiro é de alguém superpoderoso.

- Será que foi a lindinha?

- Talvez tenha sido a docinho.

- Acho que é coisa da florzinha.

- Ei... Ei... – gritava uma garota correndo toda espevitada seguida por outra

- É a Aino... e a Ruby.

- Como sabe, Yumi?

- Cabelo roxo... óculos, maquiagem estranha... 3 furos na orelha esquerda e 2 na direita... brincos com dentes de leite, tornozeleira com um "A" de ouro e um anelzinho de camelô que já está preto... Ah, foi apenas uma suposição.

- Gente! Tudo bom? Até que enfim nos encontramos. Aconteceu uma coisa tão estranha.

- O quê?

- Veja só! – Aino apontou para uma outra garota muito magrinha e muito pequenininha que segurava uma bolinha rosa choque nas mãos – Era só um bichinho inútil  de pelúcia e agora virou um bicho inútil de verdade.

Ruby exibiu sua corujinha Cherry que estava vivinha da Silva e bicava o dedinho de sua dona. Todas ficaram admiradas.

- Realmente como eu suspeitava garotas, isso é uma fic.

- De quem?

- Sei lá, tem tanta gente aqui, mas faltou um montão também.

- Alguém postando, Tia Ana?

- Hum... deixe-me ver... hum... não... ninguém e nenhuma mensagem ou indício que isso é uma fic.

- Mas é, só pode ser.

- Peraí, estamos falando por vontade própria agora, não?

- Parece que sim.

- Rãrãm... Vamos gente, digam algo interessante.

- Ééé... Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

- Energia é a massa multiplicada pela velocidade da luz ao quadrado.

- O quadrado da hipotenusa é igual a somas dos quadrados dos catetos.

- Dependendo da situação peripopética da fissa no exato momento em que no fundo do ego o âmago profundo do sentimentalismo humano resumido com o realismo egocêntrico da humanidade no seu eu interior encontrarás o bom senso  de que quando você estica o barbante ele fica retilíneo.

- Dããã...

- Que foi isso?

- Não sei, coisa da autora.

- Gente... vamos relaxar e aproveitar o encontro. Viemos aqui para algo muito importante. Todas prontas?

- Sim!

- Claro!

- Manda ver!

Todas as garotas formaram um círculo, ficaram mais sérias do que já estiveram em suas vidas, colocaram a mão direita sobre o peito e todas juntas... desenharam o “S” no ar.

- Aaaaahhhhh... Sevvieeee... Lindoooo...

Começaram a tratar dos importantes assuntos do grupo SS.

- O Alan é lindo...

- Eu amo o Snape...

- Queria pegar detenção com ele...

- Tio Sevvie, eu te amooooo...

 

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- Aí milord, tudo em cima. As mina tão lá matraqueando e nem perceberam que a gente tava de butuca.

- Ótimo! Chegou a hora de atacarmos. Mostrarei a elas quem é o Lord deste Parque e a quem elas devem achar lindo. Huáhuáhuáhuáhuá...

 

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- E aí quando o Alan deu aquela viradinha apareceu o...

- Peraí, sou de menor e disse pro papi que aqui ia ser mor barra limpa.

- Calma, Jane, eu só ia dizendo que apareceu o revolver que ele segurava. Você não assistiu Duro de Matar?

- Ah, é...

- Ei, escureceu de repente.

- Uh...uh-uuh...

- Não foi a Cherry, pessoal.

- Quer ver que a tal autora da fic pirou.

- Não encontrei pista nenhuma na net ainda garotas... peraí bem, já vou!!!

- Vamos voltar ao nosso assunto.

- Vocês viram aquele filme que...

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh...

- O que foi isso?

- Um grito rouco!

- Eu sei que foi um grito rouco, mas quem o deu?

- Não sei, acho melhor formar um grupo e ir investigar. – sugeriu Yumi

- Por quê? – questionou *§.Tellmi SH.§*

- Por que é assim nas histórias de suspense, alguém grita, forma-se um grupo e vai-se investigar.

- E quem disse que essa história é de suspense?

- Sei lá, achei que fosse... Escureceu, uma coruja piou, alguém gritou, tem uns olhos vermelhos nos observando entre as árvores.

- Olhos vermelhos! – exclamaram todas se voltando para onde Yumi apontava – Aaaaahhh...

Um homem saiu do meio das árvores apontando o dedo para elas.

- Vocês....... Vocês têm um vidrinho de colírio por aí? Perdi o meu e estou com conjuntivite.

- Ah... não... alguém tem?

- Não...

- Foi mal cara.

- Bem... obrigado mesmo assim.

- Ufa! Que susto! Achei que a fic ia virar história de terror.

- É, mas parece ser comédia.

- Vocês é que pensam! – exclamou uma voz estridente vinda das árvores. Um homem baixinho, gorducho, de paletó branco e calça de funkeiro surgiu.

- Aaaaahhh...

- Quem é você? – indagou Aline se levantando

- Eu sou o seu pior pesadelo, mulher.

- Ai, credo!  Vai dizer que é uma cruza de Agnaldo Timóteo com O Bonde do Tigrão.

- Não! Mas o que você tem contra eles?

- Eu? Acho que nada, isso foi coisa da autora, mas de qualquer forma sou uma mulher sofisticada. Sai de mim.

- Ah... Só havia essas roupas no figurino. Vocês agora são prisioneiras e eu vou levá-las para meu mestre.

- Háháhá... – todas se levantaram - Você e mais quantos?

- Mais nós! – gritou um baixinho usando óculos de John Lenon e chapéu de cangaceiro – Vocês são nossas prisioneiras!

- Lampião!

- Sim! Eu mesmo e meus comparsas também.

Um bando de homens mal encarados saíram do meio das árvores.

- Jack O Estripador!... O Bandido da Luz Vermelha!... Lee Oswald!... Moriart!...

- Mas vocês estão mortos. – observou tamarasbr

- Menos o Moriart que é um personagem fictício dos romances de Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes – explicou Aline.

- Isso mesmo, sou fictício sim. – concordou Moriart – E eles estão mortos. Aliás, estavam, a autora dessa fic os ressuscitou.

- Como sabem que é uma fic?

- Eu sei de tudo! – disse o homem baixinho, gorducho de paletó branco e calça de funkeiro – Sou o maior informante leva e trás desse país. Como acham que o Banco Uaitaú fez reservas de dólares antes dele subir? Quem vocês acham que dedurou a Roxane Sarnapin? Quem conta os finais das novelas para as revistas de fofoca? EU! EU! EU!  Háháháháhá...

- Óchente! Vamo para com essa conversa Dedo-Duro e vamo levá elas pro mestre.

- Andem logo suas barangas... – gritou o Bandido da Luz Vermelha

- Êpa!!! – indignou-se Sarah Snape - Peraí, baranga não, somos todas gatinhas.

- Até eu pegar vocês de jeito. – disse Jack O Estripador

- Está bem, está bem... nós vamos.

E os terríveis bandidões levaram as pobres garotas SS para as profundezas do Parque.

 

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- Vocês demoraram muito, - disse um homem de terno que falava com a língua meio que travada – agora terei que fazer outra licitação, pois a de vocês expiraram há dois minutos. Sabem quanto me custa molhar a mão dos empreiteiros?

- Calma aí, Mafuf, trouxemos as garotas.

- Ei, ei... até que são legaizinhas. – disse um baixinho nervoso

- Tira a mão daí seu tampinha tarado! – gritou ripperjapan batendo na mão do baixinho que cutucava seu braço

- Calma Ladislal, você não pode ser rude. – disse um elegante e refinado homem – Não se esqueça: Nenhum crime é vulgar, mas toda a vulgaridade é um crime – Oscar Wilde. Peço perdão por meu pupilo, senhoritas.

- Você... você é... – gaguejou Ruby

- Aníbal Lecter, a seu dispor senhorita – Aníbal Canibal ia beijar(?) a mão de Ruby, mas ela a puxou rapidinho

- Há, então elas já chegaram? – um homem de peruquinha branca de cachinhos e túnica preta apareceu

- Juiz Blaublau?

 - Tragam-nas aqui para o castelo.

- Castelo??? No Ibirapuera???

- Também achei estranho, minas – disse um com cara de trombadinha – Mas ele tava aí dando sopa... nós invadimos o barraco.

- Ruby, me dá a inútil da Cherry. – sussurrou Aino

- Para quê? Você não gosta dela.

- Anda me dá. – Aino pegou a corujinha, colocou um papelzinho na patinha dela e a soltou – Voe Cherry e traga ajuda.

As garotas do Grupo SS foram levadas até o interior do sombrio castelo. Ele era grande, escuro e frio... “Liga a chave geral!!!... Click!... Valeu!” Ele era grande, bem iluminado, quentinho, mas muito funesto. Os bandidões as rodearam e muitos outros foram chegando a grande sala de entrada.

- Alguém aqui pode nos dizer o que está acontecendo? – indagou Aline Carneiro muito brava com aquela maldita fic idiota.

- Fica quietinha sua intrometida fazedora de fics premiadas e muito bem escritas. – ordenou Jack O Estripador - Quem está no comando agora é outra, e ela tem os mesmos poderes que você.

- Mesmos poderes?

- Sim! – o Bandido da Luz Vermelha concordou – Ela é superpoderosa e até realizou meu maior desejo.

- Te comprou pilhas novas para a lanterna. – arriscou Sil Snape

- Cala a boca, mocréia! Não é nada disso. Eu te bato viu, mona?

- Ei, peraí... – interveio Yumi – Esse seu papo está muito estranho lanterninha. Primeiro nos chama de barangas... agora vem com essas história de mocréia... mona... Que vocabulário é esse para um assassino?

- Como eu ia dizendo, sua enxerida... – o Bandido da Luz Vermelha jogou os cabelos -  a autora dessa fic realizou meu maior desejo... – ele retirou sua roupa de bandidão e mostrou um vestido lilás com bolinhas abóboras – Me transformou em um mulherão... Olha como estou gostosona!

- Fala sério!

- Ih, o cara aí!

- O que foi? Não gostaram? E esse silicone todo? E a lipo? Sabe o quanto sofri com a depilação?

- Calma... calma lanterninha... Vamo fazer logo o que temo que fazer.

- Isso mesmo, Lampião, vamos passar a faca nelas – concordou Jack O Estripador.

- Mas sem julgamento? – indignou-se o Juiz Blaublau - Assim não poderei superfaturar nada.

- Vamos logo com isso, quero ver sangue. – gritou Ladislal

- Calma, gente. – pedia Mafuf – Estupra, mas não mata.

- Cala a boca Mafuf e pega logo aquela sua caneta afiada que você usa para assinar documentos ilícitos. – Moriart se aproximou das garotas SS que estavam desesperadas. Os outros bandidos empunhavam sua armas letais para elas e tinham um olhar assassino.

- Parados!!! – gritou alguém vindo de uma sala – O que pensam que estão fazendo? – os bandidões pararam baixando as cabeças

- Nosso herói!!! – as garotas SS correram até o homem e se colocaram atrás dele.

- Seu idiotas! Não é para vocês matá-las, é para levá-las para o nosso mestre.

- O quê? – gritou Tia Ana do outro lado do laptop - Você não vai as salvar?

- Claro que não! Vou levá-las para o mestre.

- Quem é você, que mal lhe pergunte? – indagou Jane de saco cheio daquilo tudo e com fome.

- Eu sou Norman Bates.

- Que droga! – gritou Yumi - O cara que matou a mãe.

- O que querem de nós? – Aline já estava manjando a daqueles caras e tentava ganhar tempo (para o que não sei).

- Nós? Nada! O mestre é quem quer. – Norman Bates apontou para uma grande porta – Entrem lá! Agora!

As garotas SS foram para a porta.

- Está trancada seu idiota! – disse Yumi tentando abrir a porta.

- Ah, é... Precisa da senha... Pessoal vamos cantar a senha.

- Cantar? – estranhou SnapeLupin – Não é dizer?

- Aqui, não! – retrucou o Dedo Duro – Prontos?... E um... e dois... e um e dois e três e quatro...

- Bate na palma da mão, bate na palma da mão, bate na palma da mão e vai mexendo o popozão... Segura o tcham, amarra o tcham, seguram o tcham, tcham, tcham, tcham, tcham... Olha a onda, olha a onda, pápá, olha a onda, olha a onda... Háháháháhá eu tô rindo à toa, não que a vida seja assim tão boa... Let’s sing in the rain... let’s sing in the rain...

Os bandidões ficaram cantando a senha enquanto as garotas do SS os olhavam incrédulas e assustadas com tanta desafinação.

- Acho que eles tomaram umas. - observou Aino

- E então Ana, - sussurrava Aline para o laptop – jogou os dados que eu passei para o programa?

- Sim, Aline, em instantes teremos o nome da autora dessa fic sem pé nem cabeça. Tututututututu... Está saindo... De acordo com o programa rastreador... a autora dessa fic idiota, sem senso de humor e ridícula é..... – as garotas prenderam a respiração – Elisabeth!

- Oh, não! – exclamaram todas.

- Ela não sabe nem mandar e-mail direito. – disse Yumi se jogando no chão desesperada – Não sabe nem o nome das fics dela.

- Estamos perdidas! – gritou Aino também se jogando.

- E eu que nem me despedi de meus gatinhos. – choramingou Jane.

- E agora? – desesperou-se Sarah Snape - O que faremos Aline?

- Calma, garotas! Não se esqueçam que sou Deus.

- Mas ela já havia previsto que você descobriria tudo, Aline Carneiro. – gritou Dedo Duro terminando a canção da senha – Ela pirateou esta fic.

- Pirateou? Como assim?

- Ela mandou a fic para um computador de um hacker e ele a modificou de forma que os seus superpoderes divinos fossem aniquilados, depois ela fez um download do arquivo copiando-o para um cd de baixa qualidade descartando qualquer possibilidade de você recuperá-los. Háháháháhá.....

- Nããããããooo!!!  - Aline se ajoelhou no chão erguendo os punhos - Elisabeth... Eu juro... se eu sair dessa eu vou te caçar até te colocar em uma história NC-17 com Filch, Crabbe e Goyle.

- Não, Aline, isso é crueldade demais. – pediu Aino.

- E que você acha que ela está fazendo conosco?

- Não importa agora. – disse Aníbal Lecter – Levantem-se senhoritas, não é nada elegante vocês ficarem estiradas no chão. Estão sendo aguardadas.

As garotas SS se levantaram e sem opção foram para a outra grande sala que era muito maior e mais iluminada que a anterior sem falar na decoração que era show.

- Nossa! – exclamou Ruby - O que vai ter aqui? Rave?

- Não garota boba. Será um baile.

- Baile?

- Sim! – disse Lee Osvald - E vocês serão nossas acompanhantes.

- Nãããããoooo!!!

- Ei, eu danço bem. – indignou-se Lampião

- E eu também. – arrematou Moriart

- Mas nós não viemos com roupa para dançar.

- Nem fizemos o cabelo.

- E a maquiagem...

- Eu devia ter feito as unhas.

- Quietas! – bradou uma voz cavernosa vinda do fundo da sala. As garotas se voltaram para ela e viram uma enorme poltrona virada para a parede

- Quem é você seu covardão que não é capaz de nos encarar?

- Não fala assim, Aino, ele pode se zangar. – pediu Ruby

- Olha como fala com o nosso Lord, sua louca de cabelo púrpura. – gritou Dedo Duro.

- Lord? – indagaram todas

- Vo-vo... você está – Snape Lupin não pode continuar

-  ...querendo di-dizer que... – Sarah Snape também não

- Esse é... – Jessica Dipold menos ainda

- Lo-Lo-ord... – Sil Snape perdeu a fala

- Você está querendo dizer que esse é Lord Voldemort? – disse Aline que provavelmente fez curso de oratória, redação e dicção.

- Aaah... Peraí! – Dedo Duro foi até a poltrona  e fez uma cara de desagrado ao ver seu mestre – Milord o senhor se chama Valdemar?

- Claro que não seu imbecil! Vire a minha poltrona.

- Mas milord, o senhor pode andar. – retrucou Dedo Duro

- Para que adianta ser um Lord se não se pode nem mandar que lhe virem a poltrona. Ande logo. Vire-a!

Dedo Duro obedeceu e lentamente (pois a poltrona era muito grande e pesada) virou a poltrona de frente para as garotas. Elas levaram um susto ao verem o homem que estava sentado lá.

- Arghhhh...

O homem tinha uma meleca enorme saindo do nariz. Os bandidões começaram a fazer um gestinho para avisá-lo, mas ele não entendeu.

- Hã... O que foi? Vocês estão com renite? Falem!

Aníbal Lecter com toda sua classe foi até o Lord e lhe estendeu o lenço enquanto lhe dizia algo no ouvido.

- Ah, sim... Obrigado! – o Lord limpou a supermeleca e encarou as garotas.

- Aaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhh...

- O Maníaco do Parque!!!

- Isso mesmo. Sou o senhor deste parque, o grande Lord bandidão.

- Mas por que te chamam de Lord? – observou Yumi - Você nem é inglês.

- Mas o Jack O Estripador e o Moriart são e me disseram que na época deles haviam muitos Lords e patatí patatá, mas quem me convenceu mesmo foi o Aníbal Lecter. Ele disse que me faltava um pouco(?) de classe. Virei Lord! Acho que deu certo.

Aníbal Lecter trocou um olhar de dúvida com o Juiz BlauBlau.

- Agora vamos ao que interessa... – Lord Maníaco do Parque se levantou de sua poltrona – O baile. Vocês dançarão conosco!

- Nunca! – gritou Aline

- Jamais! – berrou Yumi

- Never! – bradou Aino

- Por que não?

- Não sacou cara que não estamos apresentáveis. – disse trinity-brasil

- É! Viemos de metrô sabia? – replicou Yumi - Isso aqui é São Paulo. A cidade está cheia de bandidos, tivemos que vir de jeans surrado, tênis velho e moletom.

- Não dá para dançar assim. – concluiu ripperjapan

- E além do mais não iremos lhes dar o gostinho. – disse *§.Tellmi SH.§*

- Então... se é assim... Não temos opção... teremos que acabar com vocês de uma vez por todas.

Lord Maníaco do Parque fez um sinal para seus capangas e eles rodearam as garotas SS. Cada qual apontando suas armas letais para elas; facas, facões, lanternas, canetas afiadas, rifles, dentes e... uma máquina fotográfica.

- E agora? – choramingou Aino - Quem irá nos defender?

- Eu!!! – exclamou um enorme vulto negro da escuridão.

- Chapolim Colorado! – exclamou Jane.

- Não, Jane, o Chapolim usa vermelho e amarelo – explicou Aline

- Quem é você? – indagou o Lord Maníaco do Parque

- Eu sou o inimigo do crime!

- Muchu! – tentou Cindÿ

- Ele também usa vermelho.

- Eu sou o terror que ronda na noite, sou a coceira que não se pode coçar, sou a unha encravada no dedão do pé.

- Darkwin Duck! – gritou Sil Snape

- Ele é mais baixinho.

O enorme vulto negro da escuridão abriu sua capa.

- É o Batman! – arriscou tamarasbr

- O Batman tem dois chifrinhos na cabeça.

- Não são chifrinhos, são orelhinhas de morcego.

- Calem as bocas suas matracas! – gritou o Lord Maníaco do Parque – Revele-se enorme vulto negro da escuridão e lute como um homem.

O enorme vulto negro da escuridão saltou sobre os bandidos caindo em pé junto às garotas SS. Então elas puderam vê-lo.

- Super Sevvie!!! – gritaram elas contentes o agarrando.

- Oh, Super Sevvie, eu sabia que você viria nos salvar desses bandidões. – suspirou  Aino.

- Mas como nos encontrou aqui, Super Sevvie? – indagou Yumi agarrada a ele.

- Recebi um bilhetinho escrito em delineador de sobrancelhas daquela coruja pink.

Cherry entrou na grande sala e pousou no ombro de Ruby.

- Valeu Cherry, - disse Aino - eu sempre soube que um dia você serviria para alguma coisa. – Ruby a olhou satisfeita.

- E o que você pensa que pode fazer contra nós bandidões, Super Sevvie? – indagou o Lord Maníaco do Parque

- Bem... eu poderia lançar uma Avada Kedavra em vocês agora mesmo e mandá-los para o outro mundo, mas minhas fãs ficariam muito tristes de me verem preso em Azkaban, portanto... vou apenas desarmá-los, fazê-los dançar freneticamente, rir até se desmancharem e depois os desacordarei.

- Ah, é, mané? – disse Lord Maníaco do Parque com as mãos na cintura - E como pretende fazer isso?

Super Sevvie deu um super salto e apontou sua super varinha mágica de super raios múltiplos para os bandidões.

- Expelliarmos! – facas, dentes, canetas, rifles, uma lanterna e uma máquina fotográfica voaram pelos ares.

- Tarantallegra! – os bandidões dançaram como loucos.

- Rictusempra! – eles começaram a rolar no chão de tanto rir.

- Estupefaça! – os bandidões foram estuporados e caíram inconscientes.

- Ah, Super Sevvie... – as garotas SS o rodearam quando ele voltou ao chão e o encheram de beijos.

- Oh, Super Sevvie, como poderemos lhe agradecer? – indagou Tia Ana - Peça o que quiser.

- Bem, garotas, só cumpri minha obrigação, não precisam me agradecer, mas... pensando bem... São todas garotas aqui no grupo SS, não?

- Sim, somos. – afirmou Aino - Por quê?

Super Sevvie levou a mão no queixo e sorriu satisfeito.

- Realmente garotas, há uma coisa que só vocês podem fazer por mim.

 

§ § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § §

 

- A minha primeiro!

- Não a minha!

- Ele vai comer a minha!

- A minha é mais gostosa!

- Calma garotas. – pediu Super Sevvie – Vou comer todas. – Super Sevvie se sentou a uma imensa mesa – Acho que vou começar pelas saladas... me passa aquela ali com tomatinhos cerejas... isso... nham... nham... agora a com molho de iogurte...Bom... hum... tem sopinha... adoro canja...caldo verde, legal... uau, que arroz soltinho... quem fez esse cuzcuz?... lasanha a bolonhesa... esse vatapá está divino... nunca comi feijoada mais gostosa... churrasco... vaca atolada... quero mais nhoque... nham... que assado... nunca havia comido peixe cru... mas que delícia... agora a sobremesa... eheh adoro mousse de chocolate... esse pavê está ótimo... que tortinha engraçada e gostosa... creme de papaia, ótimo... pudim... sorvete!!!... nham... esse bolo de chocolate está ótimo!!! Quem fez a calda?

- Fui eu!!! – exclamou Aino emocionada – Graças a Tia Ana que estava conectada ao CyberCook e me deu as dicas... Oh, céus, é emoção de mais para mim!

- Eu sabia que um dia você conseguiria, Aino. – disse Ruby batendo no ombro dela.

- Tem cafezinho?

- Claro Super Sevvie. – disse Aline levando uma xícara de café para ele – Tome!

- Hum... Muito bom, já pode casar. Eu sempre digo ao Dumbledore, mande embora esses elfos e contrate umas cozinheiras descentes. Eu não agüento mais comer abóbora... Somente mulheres de verdade sabem cozinhar direito.

As garotas SS ficaram envaidecidas.

- Super Sevvie, conte-nos como consegue comer tanto assim e manter esse corpinho esbelto, sarado e gostosão? – pediu Yumi

- Bem, garotas... É que eu tomo uma poção que me permite comer por vinte homens sem engordar e ainda elimino as gordurinhas e ganho definição da musculatura.

- Uau! Que poção maravilhosa! – exclamou Tia Ana do outro lado do laptop – Será que podia fazer um pouco para nós?

- É! – concordou Aline – Adoraríamos!

- Sinto muito, garotas, mas ela só funciona com homens.

- Aaaaahhh...

- Mas não se preocupem, vocês são todas gatinhas.

 - Ah, Super Sevvie, obrigada. – disse Yumi ruborizando - Você também é um morcegão... ups, gatão.

- Bem, garotas, agora tenho que ir. Dou aula de Poções agora para a turma do Harry Potter, quero ver se tiro pelo menos cinqüenta pontos de Grifinória e ponho aquela chata da Hermione Granger na detenção. Espero vê-las novamente, mas em circunstâncias mais agradáveis. Adeus!

Super Sevvie desaparatou da grande sala deixando as garotas SS suspirando de emoção.

- Ei, o que faremos com esses manés aqui? – indagou Jane apontando para os bandidões ainda desacordados e amarrados por cordas que Super Sevvie havia conjurado.

- Vamos chamar a polícia. – disse Aline – Alguém tem celular aí?

- Não!

- Sou pobre.

- O meu está sem bateria.

- Foi mal gente. – disse Tia Ana – Eu estou com Internet discada, deu pau no meu Speed.

- Tudo bem, vamos procurar um orelhão. – disse Aline. As garotas SS saíram do castelo funesto. O sol ardeu sobre suas cabeças.

- Ué, não estava noite?

- Deve ser coisa da Elisabeth. – disse Aino

- Ei, até que a fic não foi tãããão mal. – observou Yumi – Ela nem trocou nossos nomes e não foi tãããão sem graça assim.

- Como é que você sabe se na fic não dá para ver ninguém, apenas ler? – disse SnapeLupin - E se ela alterou nossa percepção de humor?

- É verdade! E agora? Será que eu sou eu mesma? Será que acharei graça no Tiririca e no Sérgio Mallandro agora? Nããããããooo!!!

- Que droga! – exclamou *§.Tellmi SH.§* - Ela nos fez esquecer de pedir um autógrafo para o Super Sevvie...

- Podíamos ter usado também a máquina fotográfica do Maníaco do Parque para tirar uma foto com nosso super herói. – choramingou Ruby.

- Calma Yumi, *§.Tellmi SH.§*, Ruby, para tudo dá-se um jeito, quando sairmos dessa fic idiota eu vou usar meus superpoderes de Deus e... nãããããooo!!!

- O que foi, Aline? – indagou Aino

- Não! Não! Não! Não pode ser... Não! Não pode... Eu esgano aquela mentecapta.

- O que aconteceu, Aline? – assustou-se Tia Ana - Diga para nós... peraí que já vou levar a pipoca bem...

- Aquele grito rouco... aquele que ouvimos antes do homem com conjuntivite aparecer...

- O que tem?

- Eu reconheço a voz agora. – Aline saiu correndo desesperada até o local onde os bandidões estavam e começou a procurar por entre as árvores – Meu querido... Você está aí? Fale comigo!!!

- Estou aqui! – gritou uma voz rouca e fraca. Aline e as outras correram até ele.

- Sírius, meu querido. – Aline se abraçou a Sírius Black que estava caído no chão todo atordoado.

- O que aquela idiota da Elisabeth te fez, meu cachorrão?

- Ela nada, mas aqueles bandidões... Eles me impuseram a pior de todas as punições. O pior dos castigos...

- Qual, amore mio?

- O beijo... o beijo...

- O beijo do dementador?

- Não! O beijo do traveco do Bandido da Luz Vermelha... foi cruel demais... estou atordoado até agora.

- Ah, meu cachorrão, por que fizeram isso com você?

- E o que você estava fazendo aqui no Parque, senhor Sírius Black? – indagou Yumi.

- Eu estava por aí marcando meu território nas inúmeras árvores do Parque, quando vi aqueles bandidões. Pensei que fossem gente boa, sabe? Do tipo que convivi em Azkaban. Puxei papo com eles, eles perguntaram o que eu fazia... e quando contei que era foragido de uma prisão bruxa de segurança máxima eles quiseram que eu entrasse para o bando. Recusei, claro, então... então... Aquela coisa me beijou.

- Oh, meu querido, que crueldade. Venha cachorrão vou lhe levar para casa, lhe darei um banho e comidinha gostosa... Tenho uma linda almofadinha para você deitar e uma fic decente lhe aguardando.

- Obrigado, querida. – Sírius se transformou em cachorro e foram todos para fora do Parque.

 

§ § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § § §

 

- Ei... vai acabar assim? – indagou Jane.

- Acho que vai, né... – disse Aino - Que xôxo.

- O que é aquilo? – apontou Jessica Dipold

- Aquilo o quê? – indagou Cindÿ

- Aquilo! – ripperjapan apontou para o final da página

- Ah, é uma nota da autora. – disse Yumi – Vamos ler.

 

                                                                                                                                   

 

Nota da Autora: Gente, bem que eu queria plagiar a Aino e fugir para Trinidad Tobago, mas como a grana estava curta fui para o Paraguai mesmo, de lá sigo para a Argentina onde todo mundo está matando cachorro a grito (desculpa Aline, nada contra o Sírius). Ouvi dizer que tem um cirurgião plástico incrível lá que cobra baratinho e ainda pinta o cabelo da gente de graça e da cor que a gente quiser depois.

P. S. : peço desculpas a todas as envolvidas nesta fic idiota, não tive intenção de plagiar ninguém, de deduzir a personalidade de ninguém e menos ainda de colocar palavras na bocas de ninguém, mesmo por que na fic não dá para ver as bocas. Beijos...

 

Tia Ana,essa fic vai para você. Esperamos que tudo melhore e que você seja muito feliz.

 

Fim

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