Coração de Gelo   Por: Vanessa SnapeLupin

Capítulo 1-  Conhecendo Amy

 

         Mais um ano letivo começaria em Hogwarts, dentro de 24 horas. A estação King´s Cross estava lotada, e a plataforma nove e meia, particularmente cheia de crianças bruxas de diversas idades atrapalhando-se com malões, gaiolas de corujas, gatos, vestes e sapos. Todos os garotos despediam-se de seus pais, e entravam no Expresso de Hogwarts lentamente, aguardando a sua partida.

Harry, Rony e Hermione já haviam entrado no trem, e estavam sentados conversando distraidamente sobre as cartas que Harry recebera de Black durante as férias, quando perceberam que o trem ia partir. Ouviram o apito, e o barulho das máquinas funcionando, até a velocidade do trem se normalizar. Feitos alguns minutos de silêncio, os três garotos voltaram a conversar, até que foram interrompidos pelo som de alguém empurrando vagarosamente a porta da cabine.

-         Com licença, eu.. eu posso me sentar aqui? É que o resto do trem está cheio..

Os três olharam na direção da voz e ficaram surpresos. Uma garota muito bonita esperava a resposta deles. Ela era alta, magra, de pele clara e rosto muito belo e delicado. Seus longos cabelos castanhos, quase vermelhos, caíam em suaves cachos até quase a sua cintura. Harry, admirando estupefato a beleza da garota, reparou que os cabelos dela eram quase da mesma cor que os cabelos de sua falecida mãe, e que os olhos da garota, brilhantes e amendoados, eram também verdes, mas de um verde mais claro e profundo.

Ele saiu de seu transe hipnótico com as palavras gaguejadas por Rony, igualmente impressionado com o que via.

-         S-sim, pode...se sentar..f-fique..à vontade..

-         Muito obrigada – a garota agradeceu com uma voz muito doce e alegre, enquanto ajeitava-se no banco ao lado de Hermione. Mione olhava com raiva e ciúme para Harry e Ron, percebendo o quanto eles ficaram encantados com a menina.

-         Então, qual é o seu nome? – Harry pôde enfim perguntar.

-         Eu sou Amy Lawnder, e vocês?

-         Eu sou Harry Potter, e meus amigos Ronald Weasley e Hermione Granger.

A garota não se mostrou muito surpresa ao ouvir o nome de Harry. Cumprimentou a todos com muita simpatia.

-         Nós nunca vimos você em Hogwarts antes. Você é novata, do primeiro ano? Parece muito grande para ter onze anos. – Rony arriscou, o que deixou Mione mais enfurecida ainda.

-         Sim, eu sou novata em Hogwarts mas estou entrando no quinto ano. Estudava no colégio Beauxbatons. No ano passado, durante o Torneio Tribruxo, apenas alguns alunos puderam vir à Hogwarts, e infelizmente eu não fui um deles, então, é a primeira vez que visitarei a escola. Por vários motivos, precisei vir estudar aqui.

-         Que motivos? –Mione estava enciumada, mas a curiosidade também existia em grandes proporções dentro dela.

-         Bem..meu pai e meu irmão são Aurors. Eles tiveram agora que partir em uma viagem de busca intensa aos Comensais da Morte, e por isso eles ficariam muito tempo longe de mim, que iria ficar sozinha. Mas o meu pai, que estudou em Hogwarts, e é amigo de Dumbledore, insistiu para que eu viesse estudar aqui. Ele diz que é mais seguro eu estar com Dumbledore durante essa face de ascenção de Lord Voldemort...

A garota falou o nome de Voldemort sem temer, o que surpreendeu os garotos, que continuaram com as perguntas. Rony foi em frente:

-         Mas porque você ficaria sozinha com a viagem de seu pai e seu irmão? E a sua mãe?

-         A minha mãe morreu, quando eu era bem pequena. Sempre fui criada pelo meu pai e meu irmão...

-         Eu sinto muito. – Harry comentou, tentando quebrar o contrangimento.

-         Tudo bem, já faz muito tempo.. E além do mais, você também é órfão não é, Harry Potter? Eu também sinto por você.

-         Ah... ah..não..não se preocupe, tudo bem... – respondeu Harry sem graça.

O resto da viagem procedeu normalmente. Amy conversou um pouco com Harry, Rony e Mione por um tempo, depois ficou lendo em silêncio até chegarem a Hogwarts. Harry e Ron não tiravam os olhos da linda novata, fazendo Mione queimar de ódio.

Quando chegaram na escola, todos foram levados até o Salão Comunal, onde se juntaram a centenas de outros alunos, e aos professores. Amy se juntou aos garotos do primeiro ano, para ser escolhida pelo chapéu seletor, desaparecendo entre eles. Os outros foram se sentar à mesa da Grifinória, torcendo para que a bela colega estivesse em breve com eles.

Enquanto os nomes dos alunos iam sendo chamados, Harry reparou na mesa dos professores. Todos estavam lá, conversando animados como sempre, exceto pelo professor de Poções, Severo Snape. Severo, imutável, estava de cara amarrada, sem falar com ninguém. Com a aparência macabra de todos os anos, frios olhos negros, cabelos da mesma cor e oleosos nos ombros, rosto pálido e macilento, nariz de gancho, vestes negras e compridas, Snape era o tradicional professor épico, fechado e austero.

À medida que os alunos iam sendo selecionados, Snape nada fazia. Quando algum aluno era escolhido para a Sonserina, ele levantava a cabeça para observá-lo, e depois voltava a perder o interesse pela cerimônia.

No fim da seleção, todos se sentaram, quando Dumbledore se levantou, dizendo:

-         Esse ano, teremos entre nós uma colega muito especial. Ela veio da escola Beauxbatons, de onde pudemos conhecer alguns alunos, à sua exceção, no ano passado. Seu pai e seu irmão são Aurors, e estão em uma longa e perigosa jornada à caça dos Comensais da Morte.

Ao ouvir isso, Draco Malfoy e seus puxa-sacos deram uma risadinha de desdém. Os olhos de Snape cintilaram na direção dos garotos. Dumbledore prosseguiu.

-         Por isso, ela se juntará a nós, iniciando o quinto ano, e como é das regras da escola, ela também fará parte de uma casa, para onde deverá ser selecionada agora. Conheçam Amy Lawnder!

Aplausos irromperam de todo o Salão, enquanto Amy se aproximava do banquinho lentamente. Todos pararam de aplaudir, ao avistar a linda garota que se sentava e punha na cabeça o chapéu seletor. Um ooohh! de admiração escapou de todas as mesas, e os garotos olhavam incrédulos a beleza daquela menina, enquanto as garotas lhe procuravam defeitos, cheias de ciúme.

Snape, ao vê-la, encarou-a com os olhos arregalados. E não despregou o olhar dela, estupefato, até o chapéu dizer:

-         Grifinória!!!

Parecendo desapontado, Snape viu a lindíssima garota se levantar e correr graciosamente até a mesa da Grifinória, indo se sentar com Potter e seus amigos. Um sussurro foi ouvido por Minerva McGonagall, que se encontrava ao seu lado.

-         Mais uma grifinória..que pena..

-         O que disse, Severo?

-         Nada, Minerva, nada... – respondeu Snape atabalhoadamente.

Durante o jantar, Amy recebeu olhares curiosos de todos os cantos. Volta e meia Snape voltava os olhos à menina, e, uma vez que ela percebeu o seu olhar, sem conhecer sua rigidez como professor, devolveu-lhe um doce sorriso, fazendo Snape desviar o olhar rapidamente e corar com leveza. Depois o professor não mais olhou para ela, e, curiosa, ela perguntou a Harry quem era ele.

-         Ah, esse aí.. esse é o professor de Poções, Severo Snape. Não passa de um seboso idiota, injusto e intrometido. Não ligue para ele, ele só protege os queridinhos da Sonserina dele.

-         Da Sonserina?

-          Sim, ele é diretor da Sonserina, a pior casa que pode existir. E ele é nojento como todos os sonserinos dementes.

-         Bem, ele não me parece tão horrível assim como você diz. Até que ele não parece mau, não falou nada com ninguém até agora.

-         Isso é porque ele age em silêncio, tirando pontos da Grifinória injustamente. Ele odeia a nossa casa, e se aproveita de sua posição para atormentar os alunos. É traiçoeiro como uma serpente, você verá mais tarde.

Sem acreditar muito, Amy terminou seu jantar calmamente, sem fazer mais perguntas sobre o professor de Poções. Quando foi ficando tarde, todos os professores e alunos se levantaram e se dirigiram aos seus dormitórios. Amy conferiu antes o seu horário de amanhã.

Sua primeira aula: Poções.

 

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