Capítulo 2 – A Professora Amiga 

No dia seguinte a classe de Harry, Hermione e Rony, já teriam aulas com a nova professora. Os meninos mal agüentavam Hermione de tanto que ela falava. 

- Ela me disse Harry, que seu pai e Malfoy sempre estavam discutindo e se enfrentando por aí... Parece que a situação não mudou muito, não foi?! Snape que sempre estava à espreita como “membro da Sonserina” comprava algumas dessas brigas. Imaginem só, que uma vez ela que era quatro anos mais nova, desafiou Malfoy para um duelo de bruxos, acho que Malfoy sempre a atormentava com a história de ela ser criada como trouxa e outras coisas, mas Tiago Potter se ofereceu para ser o padrinho. No fim, Potter e Malfoy acabaram se enfrentando, mas acabou que ninguém ganhou porque a Srta. Becker foi atingida sem estar duelando e Tiago Potter teve que levá-la para a ala hospitalar. 

- Nossa, ela é bem corajosa. Imaginem, enfrentar um aluno adiantado em quatro anos! – Rony comentou. – Acho que podia ser até uma apanhadora. 

- Ai, Rony, você só pensa em quadribol? – Hermione fez cara feia. – Aposto que Malfoy usou desse golpe porque tava perdendo... 

- Típico de Sonserina... – Harry disse, já se desviando da conversa. – Vamos entrar, que daqui a pouco a Profª Becker vai entrar na sala. 

Eles entraram, já havia alguns alunos na sala de aula, os outros chegaram logo atrás deles. Logo, Dinah chegou na sala e encaminhou-se ao seu lugar. 

- Hoje começam as aulas de Poções deste ano para vocês... – Começou a falar.- Mas que bom, Sonserina e Grifinória na mesma sala?! Acredito que todas as casas daqui de Hogwarts sejam boas, então nada de rivalidade aqui dentro, certo? Não hesitarei em tirar pontos. – disse olhando firmemente para a sala. – Dos dois lados! 

- Profª Becker, desculpe a pergunta, mas qual das casas pertenceu quando estudou aqui? – Draco Malfoy perguntou com a cara mais limpa do mundo. 

- Sr. Malfoy, creio. – Com a afirmação de Draco, ela continuou. – Bem, digo que pertenci a Grifinória, mas... 

- Então estamos em desvantagens aqui. – Malfoy afirmou tentando deixa-la sem argumentos. Enquanto os alunos assistiam a tudo atônitos. – Quer dizer, nós da Sonserina. 

- Não acho, já que o Profº Snape, que pertenceu a Sonserina, nunca cometeu injustiças, não é mesmo? 

- Pergunte isso aos alunos da Grifinória. 

- Continuemos a aula, isso não importa. Peço que dirijam à mim apenas perguntas que dizem respeito à aula, poderemos discutir outras coisas, depois da aula. E, principalmente, não interrompam! – Terminou encarando friamente Malfoy. 

- Trouxas, sempre trouxas... – comentou malvadamente Malfoy. 

Ela se virou prestes a tirar pontos de Sonserina, mas Harry que mal continha o seu ódio levantou e disse em tom claro: 

- Saiba que se ela não fosse capacitada o bastante não estaria aqui, Dumbledore nunca a colocaria aqui por pena. 

- Os dois, por favor, peço que se retirem da sala. – Ela disse firmemente. 

Mas antes de sair Draco ainda disse: 

- Então não vai tirar pontos, hein?! E nem tem uma “detençãozinha”?! Será porque é Harry Potter que está infringindo as suas regras?! – Mas, diante do olhar severo da professora, saiu da sala. 

No fim da aula... 

- Muito bem classe, estudem mais sobre este tipo de poção do sono. Na próxima aula, faremos outra poção do sono, muito parecida com esta, mas mais elaborada e que possui efeito mais demorado. Sr. Longbottom, tome cuidado para não inalar a poção da próxima vez, o caldeirão pode estar quente e com toda certeza você cairá dentro. Srta. Granger, por favor, quero falar com você depois da aula. Estão dispensados. 

Neville ficou um tanto vermelho em seu lugar e não moveu nenhum músculo. Todos alunos haviam saído. Rony correu para contar a Harry como tinha sido a aula. Hermione curiosa, porque Neville não saía do lugar. Dinah levantou-se, pedindo para que Hermione esperasse com um aceno de mão, caminhou até Neville. 

- Sr. Longbottom, o efeito da poção não passou ainda? Você não tomou o antídoto? – Neville acenou com a cabeça, afirmando. – Não fique chateado, estude bastante e tenho certeza que da próxima vez, conseguirá. Está bem? 

À medida que Dinah falava, ele ficava mais vermelho. 

- Vai, Neville... Ou então não chegará a tempo do almoço! – Hermione o apressou. 

Ele então, saiu muito apressado tentando não olhar para trás. Mione riu. 

- Parece que conseguiu um admirador, professora. 

- Ah – disse um pouco chateada. – Não era isso que eu queria. Desse jeito ele não vai se aplicar direito. 

- Ou vai. – Sem deixá-la responder Hermione continuou a falar. – E então, porque pediu para eu ficar? 

- Bom, Hermione, quero pedir sua opinião sobre a aula. 

- Melhor do que a do Snape, te garanto. Ele acha que os alunos podem aprender diante do medo que ele quer impor, enfim é horrível. Só tem uma coisa... 

- O que? 

- O Harry vai ficar muito chateado, porque ele só tentou defendê-la do Malfoy. 

- Se eu não pedisse para que ele saísse com Malfoy, estaria sendo injusta. 

- Snape sempre foi injusto com a gente, sempre tira pontos de Grifinória sem o menor motivo...E... 

Mas, neste instante,a luz da porta foi encoberta por uma sombra. Snape estava na porta com cara de desdém. 

- Então, Srta. Granger não me acha justo... hum... 

- Que há? Estava ouvindo conversa Snape? – Dinah levantou-se furiosa. 

- Não pude deixar de ouvir meu nome quando passava por aqui. 

- Vá Hermione... 

Hermione saiu com muito medo que Snape tirasse mais pontos de Grifinória, talvez a punisse por ela ter dito aquilo. Mas, ele estava ocupado demais enfrentando o olhar nervoso da professora de poções. 

- Olha Snape, se você acha que pode ficar me espionando... 

- Quem está com medo agora? – ele virou as costas e foi saindo. – Tome muito cuidado com o que diz Srta. Becker... 

O ódio corria dentro dela, como ele conseguia deixá-la irritada. Decidiu não almoçar, com certeza teria uma indigestão. Mas, decidiu agradecer Hermione que a ajudava tanto. Ficou pensando uma maneira de recompensá-la. 
Algumas semanas se passaram, as aulas corriam bem. Os alunos pensaram que Snape não mudaria nada e acertaram, estava tão severo quanto antes e muito nervoso se escutasse as comparações com a Profª Becker. Hermione nem ousava encará-lo ou pedir explicações e até as dúvidas das aulas dele tirava com Dinah, como já a chamava. Harry encantou-se com a professora, apesar dos acontecimentos da primeira aula. Ela lhe contou sobre como seus pais e os amigos deles eram legais com os alunos novos da Grifinória, e contou também sobre como o duelo havia acontecido, dizendo que Malfoy ao que parecia disse que não precisava de padrinho nenhum. Rony então, sempre conversava com ela sobre o Chudley Cannons, seu time de quadribol favorito. Ela ouvia pacientemente, desde de que fosse fora das aulas. 

- Jamais falem de outra coisa aqui... Aqui, somente poções! – disse ela para Rony que insistia em comentar sobre o feijãozinho sabor meia-usada que havia comido antes da aula. – Sr. Weasley, por favor, vá tomar água, e volte mais calmo para a sala. 

Sempre tratava os alunos como Sr. e Srta. , disse que era questão de respeito quando se tratava de assunto escolar. Até Neville havia melhorado em poções, ele a ajudava a cuidar dos alunos que estavam em dificuldade. Draco Malfoy, ele nunca mais tentara atormentar a professora, alguns alunos diziam que como Neville, ele também estava apaixonado pela professora. E esse tipo de coisa ela não gostava de ouvir, não queria que os alunos se iludissem com ela. 

- Professora, devo dizer que a Srta. está muito bonita hoje. Elegantíssima com este casaco de lã. – Draco flertou. 

- Obrigada. Mas, vamos analisar sua poção... hum... está muito boa, Sr. Malfoy. Dez pontos para Sonserina! – depois virou para ele e disse. – Parece que minha mãe trouxa tricota muito bem, não acha?! 

- Desculpa... – falou ele muito baixinho e cabisbaixo, num som quase inaudível. 

- Não se preocupe, só quis lhe dar uma lição. Com licença... 

Ela encaminhou-se até o caldeirão de Neville. 

- Então, Sr. Longbottom, fez a poção e ainda escreveu um antídoto para ela?! Muito bem, um verdadeiro Alquimista, devo dizer. Vinte pontos para Grifinória! 

- M-Muito ob-ob-obrigado... – Neville respondeu todo sem graça. 

- Classe, a aula de hoje acabou, alguma dúvida me procurem, o Sr. Longbottom pode ajudá-los também. Estão dispensados. 

Os alunos iam saindo aos poucos, mas Rony, Harry e Hermione permaneciam na sala, sempre ajudavam Dinah preparar a sala para outra classe antes de saírem para almoçar. 

- Um Malfoy pedir desculpas, é coisa que não se ouve todo dia! – Harry exclamou vitorioso. 

- Então, vamos almoçar? – Rony estava ansioso e morrendo de fome. 

- Ah, eu não vou... ainda tenho umas coisas pra fazer. – Dinah disse. 

- De novo? – Rony perguntou – Você não come muito, não é mesmo? 

- Não Rony, não se preocupe comigo, tá? – sorriu. 

- Tudo bem, mas nós vamos almoçar... – Rony disse com cara de fome. 

Hermione e Harry se entreolharam, sabendo que se não fosse teriam que agüentar os roncos da barriga de Rony. Então eles desceram para almoçar.

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