Capítulo I

 

À 1ª Vista

 

 

 

Tudo começou desde a 1ª vez que eu te vi. Bem que todos me avisaram que você era perigoso, mas eles não sabem o quanto. Agora eu me lembro muito bem...

 

-         Yasmine Potter – chamou a professora McGonnagal.

 

Ouviu-se um cochicho percorrer o salão. “Como ela pode ser uma Potter?” Era o que todos perguntavam. Apenas o professor Dumbledore não parecia impressionado, mas afinal fora ele que a levou para aquele colégio, num país que ela sempre adorou, mas não queria ir para lá sob essas circunstâncias.

 

O Chapéu Seletor foi colocado em sua cabeça.

 

-         Hum... Você é bem determinada, com muita coragem e um coração puro – disse o chapéu – segue os seus impulsos e instintos e tem muita vontade de mostrar que você é melhor do que muitos pensam... Acho que vai ser... Sonserina!!! – ele gritou.

 

Agora sim todos estavam espantados, uma aluna que chega direto para o 5º ano, tem o sobrenome Potter e que ainda por cima vai para a Sonserina. Era muita coisa ao mesmo tempo para a cabeça deles.

Harry, Rony e Hermione, que já tinham conversado com ela no trem, tinham praticamente certeza que ela iria para Grifinória, apesar de ela não ter dito o sobrenome, e agora eles sabiam porque.

Snape a fuzilava com o olhar da mesa dos professores. Como uma Potter poderia ir para a Sonserina, era só isso que ele conseguia pensar, ele mal comia tamanha a raiva que estava sentindo. Ela o olhou e sorriu, queria ser simpática, mas a única coisa que conseguiu foi um olhar de raiva, e depois ele desviou o olhar.Uma menina, também do 5º ano, viu o que se passara.

 

-         Aquele é o prof. Snape, ele é o diretor da nossa casa e também é o professor de poções, mas é muito rude e antipático. – disse a menina.

 

Então aquele era o prof. Snape de quem tanto ouvira falar durante 5 anos, pois sua professora de poções no Brasil dizia que ele era o melhor preparador de poções que já existiu (e poções era a matéria preferida dela), e que Harry Rony e Mione fizeram questão de avisar para tomar cuidado, porque ele era mau e perigoso, disseram que ele até já tinha sido um Comensal da Morte. Mas para ela, ele não pareceu perigoso, mas sim uma pessoa muito sofrida, solitária e amargurada pela vida, algo dizia a ela que ele merecia uma chance. Ela resolveu se aproximar dele a todo custo.

Os alunos receberam o horário na manhã seguinte, e ela logo viu que os seus dois primeiros tempos eram poções com a Grifinória. Ela foi rapidamente para as masmorras, pois não queria chegar atrasada logo no 1º dia de aula. Foi a 1ª aluna a chegar, só o prof. Snape estava lá, aliás, parecia que tinha passado a noite inteira acordado.

 

-         Bom dia, fessô. – disse ela displicentemente.

 

Só conseguiu ouvir alguns resmungos, então resolveu insistir.

 

-         Eu disse Bom dia, fessô. – repetiu ela.

 

-         O que você quer? Fique sabendo que eu não sou igual a todos aqui que ficam te bajulando, você não é diferente de ninguém. – ele respondeu rispidamente.

 

A essas alturas já tinham chegado alguns alunos que pararam para ver no que ia dar a discussão, mas a garota apenas se sentou e lhe lançou um olhar de raiva. Agora era um desafio conquistar a amizade dele, e ela não estava acostumada a perder desafios.

A aula transcorreu normalmente, ou seja, ele já tinha tirado 20 pontos da Grifinória. Até que ele dividiu a turma em duplas, e a colocou com o pior aluno da Grifinória, Neville Longbotton. Mas logo ela percebeu que ele não era ruim, apenas ficava nervoso quando o professor estava por perto e errava tudo. Mas o professor não se afastava e ainda ficava criticando o trabalho do menino. De repente ela sentiu uma tremenda raiva.

 

-         O senhor não percebe que está deixando o Neville nervoso?!?!?! – ela gritou.

 

-         Como a senhorita ousa gritar comigo!!?? – disse também gritando.

 

-         Ele consegue fazer tudo direito, é só o senhor ficar longe, e o senhor sabe disso.

 

-         Eu decido onde fico na minha sala de aula!!! – gritou ele já vermelho de raiva – 25 pontos a menos para a Sonserina e uma detenção para a senhorita. Passe na minha mesa ao final da aula para pegar o horário da detenção.

 

Ao final da aula ela foi à mesa dele.

 

-         Onze horas da noite aqui nas masmorras – disse ele.

 

-         Mal-amado... – ela saiu resmungando baixinho.

 

Ela chegou nas masmorras e bateu na porta, mas ele não abriu, então ela resolveu entrar, e o viu sentado numa cadeira em frente à lareira.

 

-         Ele parece tão triste e solitário. – ela pensou.

 

Instintivamente ela sentou na cadeira ao lado da dele, foi só aí que ele percebeu que ela havia chegado.

 

-         A sta tem muito trabalho a fazer, o que pensa que está fazendo? – ele disse já se levantando.

 

Ma ela colocou a mão no ombro dele o puxando para baixo e fazendo-o sentar novamente. Ele se espantou, pois nunca nenhum aluno tinha feito isso antes, pra falar a verdade, os alunos tinham medo até de chegar perto dele, quanto mais encostar.

 

-         Estou tentando te ajudar – disse ela meio sem pensar.

 

Ele ficou mais espantado ainda, o que essa garota queria com ele, se ela estava pensando que ia ter algum tipo de regalia tentando ser amiga dele, estava muito enganada.

 

-         Eu gostaria de ser sua amiga, não faz bem guardar os seus problemas só para você. – ela disse sem esperança de uma resposta positiva.

 

Ele estava tentando entender o que se passava, não sabia o por que, só sentia uma vontade muito grande de se abrir com aquela garota, era como se estivesse enfeitiçado, e algo lhe dizendo que podia confiar nela.

 

-         Voldemort está tentando a todo custo voltar ao poder. – ele não sabia porque dissera aquilo, só sabia que se sentia estranhamente bem desabafando aquilo com mais alguém além de Dumbledore.

 

Ela se espantou, como ele podia saber disso? Será que era verdade o que Harry, Rony e Mione haviam contado, será que ele realmente fora um Comensal?

Ele, percebendo o espanto, e já sentindo que provavelmente ela não gostaria nem de vê-lo depois que ele falasse.

 

-         Eu fui um Comensal, mas me arrependi antes da queda de Voldemort, e Dumbledore foi o único que me aceitou. – disse.

 

Ela estava ainda mais espantada por ele ter sido tão sincero com ela, assim logo de cara, mas também estava feliz por ele confiar nela.

 

-         Não tem problema, eu confio em você – ela disse – mas tem uma coisa que eu gostaria de te perguntar...

 

-         Vá em frente. – disse ele já mais aliviado.

 

-         Por que você se tornou um Comensal? – ela perguntou.

 

Ele confiava nela, mas não se sentia à vontade, pelo menos por agora, para falar sobre isso com ela.

 

-         Prefiro não dizer nada agora, na hora certa eu te digo. – ela falou.

 

Todos pensavam 9os que sabiam0 que ele tinha se tornado um Comensal para ter Lílian Potter ao lado dele, mas não era verdade. Sim, ele tivera uma paixonite por Lílian Evans, mas não foi isso que o fez se tornar um Comensal. O verdadeiro motivo, só ele e Dumbledore (q por sinal sabe de tudo) sabiam. Isso o fez lembrar de uma coisa.

 

-         Também tenho uma pergunta para te faze. – ele disse – Como seu sobrenome pode ser Potter?

 

Ela ficou gelada, não tinha falado disso para ninguém, a pedido de Dumbledore, mas ele foi tão sincero com ela, que ela não teve coragem de mentir para ele.

 

-         Bom, sei que é estranho, mas nunca tive idéia de que tivesse algum parentesco com Harry, achava que era apenas uma coincidência. Até que Dumbledore foi me buscar no Brasil para vir par cá, dizendo que Harry precisaria de toda a força da família dele, mas ainda não sei ao certo o que eu sou dele. – ela disse.

 

Eles ficaram conversando durante muito tempo, ele a ajudou a fazer a tarefa, a qual não era muito agradável, até que se deram conta da hora.

 

-         Nossa, é melhor eu voltar para o dormitório, já são quase duas da manhã. – ela disse.

 

-         É verdade, mas não é seguro andar pelo castelo sozinha a essa hora. Venha, eu tenho permissão para aparatar.

 

Assim que desaparataram em frente ao salão comunal da sonserina ele disse:

 

-         Boa noite sta Potter.

 

-         Não me chame de senhorita, é só me chamar de Yasmine.

 

-         Então pode me chamar de Severus também. Boa noite.

 

E de repente ela se esticou e deu um beijo na face dele, fazendo-o ruborizar.

 

-         Ainda bem que está escuro. – ela pensou.

 

Depois do beijo ela disse Boa noite e saiu correndo, feliz, como uma criança de 10 anos que acabou de ganhar um doce maravilhoso. Mas ela também ficou pensando... Ele não sorrira nem uma vez durante toda a conversa. Ela chegou no seu dormitório super cansada e logo dormiu, mas não via a hora de contar tudo para o Harry o Rony e a Mione.

 

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