Capoeta tetrazona

                                   
O barbo sumatrano faz parte da família dos Ciprinídeos. É um peixe extremamente agitado, adora arrancar pedacinhos
das nadadeiras dos outros peixes, principalmente se este for lento e tiver longas nadadeiras, como os guppys por
exemplo. Ele é bastante ativo e resistente, é considerado o barbo mais comum em aquários. O que justifica sua procura
insistente por parte dos criadores não é pelo seu comportamento obviamente e sim por sua beleza. O sumatra tem as
laterais em tom prateado com reflexos amarelos ou avermelhados. O dorso geralmente é marrom e quatro listas pretas
verticais se distribuem pela cabeça e corpo. As bordas das escamas são em tom mais escuro que seu corpo e as
nadadeiras são mescladas de vermelho e preto.

  Para mante-los em aquários comunitários temos duas opções, uma é botarmos uns 8 juntos, pois na natureza eles são
acostumados a viver em cardumes e assim ficarão em um corre corre de um lado para outro, felizes, sem causar
nenhum dano aos outros peixes. Outra é coloca-los juntos com peixes também agressivos, pois assim um não
enfrentará o outro.

  Os sumatranos não são muito exigentes quanto a alimentação, plantas, mas temos que der os cuidados básicos de
sempre, como lhe fornecer uma alimentação variada com flocos, artêmia, vegetais, crustáceos. O aquário para sua
criação deve ter pelo menos capacidade para 60 litros, coloque plantas bem resistentes, porque eles também gostam
muito arranca-las, é importante deixar espaço livre para eles, principalmente no centro, a temperatura deve estar entre
23 e 27 graus, o Ph neutro, ou perto disso.
Origem: Indonésia
Tamanho: 3 cm
Reprodução: Ovíparos. Reproduzem-se em aquário, mas os pais devem ser retirados assim que houver a desova para evitar que os ovos sejam devorados. São colocados de 500 a 1000 ovos por vez. A maior dificuldade na reprodução dos sumatranos é impedir que os famintos pais comam todos os ovos antes que
eclodam e depois os filhotes, que por milagre, tenham conseguido escapar. Se você quer realmente tentar reproduzi-lo
deve colocar apenas um casal num aquário e para você se certificar que realmente é um casal basta ver no tamanho e
coloração, o macho é menor e apresenta uma coloração mais vermelhada na boca e intensa na nadadeira dorsal que a
fêmea. Primeiro o macho vai empurrando a fêmea contra as plantas ou para o fundo, a fêmea então libera os óvulos e o
macho os espermatozóides, ocorrendo a fecundação na água. Fecundados os ovos caem no fundo do aquário ou em nas
folhas das plantas. Nessa mesma hora os barbos devem ser retirados do aquário e num período de 24 a 30 horas os
filhotes nascerão.

  Os alevinos ficarão sem comer durante mais ou menos 4 dias, quando então você irá oferecer uma alimentação à base
de infusórios e náuplios de artemia. Somente depois de 1 mês é que passarão a consumir alimentos em pó e nutrientes
de peixes adultos. Tome cuidado para não exagerar na alimentação e faça trocas parciais da água dos alevinos a cada 20
dias.
Comportamento: São bastante agitados e não devem ser colocados com peixes muito calmos e tímidos. Mordiscam as nadadeiras dos outros peixes, principalmente se forem lentos (nunca coloque junto de acarás bandeira). Deve-se colocar 3 a 4 exemplares da mesma espécie.
Aquário ideal: Deve ter pelo menos 60 litros. Utilizar filtro biológico e filtro mecânico com carvão ativo. Iluminação por 12 horas com lâmpadas "Gro-lux" e "luz do dia".
 

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