13. Adictos:� O Processo de Mudan�a na Comunidade Terap�utica.

     
Manuel Peres Sanches�
FRENTES DE DESAFIO PARA A MUDAN�A
Relativamente � Comunidade Terap�utica, a mudan�a� do Adicto (passarei a usar o termo �Residente�) passa pelo(a):
- �stop� com as subst�ncias adictivas �(�lcool, drogas, benzodiazepinas);
- separa��o/individua��o da fam�lia e, mais tarde, ap�s �alta cl�nica�, da� Comunidade Terap�utica;
- compreens�o e aceita��o das regras fundamentais e da filosofia� da Comunidade Terap�utica;
- decis�o, em cada dia, de ficar e enfrentar� as previs�veis dificuldades e consequ�ncias dos actos;�������������������������������
- pedir e dar ajuda (entre-ajuda), quando necess�rio;
- readquirir h�bitos de higiene (banho di�rio) e cuidados com a sa�de (idas regulares a consultas);
- incorpora��o no funcionamento de sectores de trabalho e na hier�rquica estrutura democr�tica;
- tentativa de resolu��o de conflitos de tal incorpora��o e da regula��o da proximidade-dist�ncia;
- (re)aprender os limites pessoais e dos outros, controle de impulsos destrutivos;
- confrontode comportamentos inadequados e defeitos de car�cter;
- lidar com as emo��es e sentimentos (j� muito anestesiados) que tais confrontos despertam;
- fomento do auto-conhecimento: �o que fa�o, penso e sinto�;
- reconhecimento e repara��o poss�vel de danos causados a si pr�prio e aos outros;
- aprendizagem de novas� compet�ncias e atitudes mais assertivas nas rela��es humanas;
- participar de um� processo de grupo que possibilite individua��o e autonomia crescentes;
(...)
Os Residentes executam todas as tarefas dom�sticas e de manuten��o da casa (n�o existe pessoal auxiliar, para cozinhar ou lavar a roupa). Sob o suporte, orienta��o e supervis�o da Equipa T�cnica, fazem tamb�m uma certa gest�o da vida corrente da Comunidade (v�o �s compras ao supermercado, preparam as contas na administra��o, etc.). Participam nas actividades pedag�gicas, organizativas e terap�uticas que assentam na din�mica de grupo. (...) Para contrapor aos excessos e abusos da hierarquia, os Residentes t�m ao seu alcance a possibilidade de confrontar, no �Grupo de Encontro� e no �Grupo de Bonding�, as situa��es e pessoas que os incomodam, inclusive os Terapeutas. Estes mecanismos democr�ticos s�o preciosos para as Comunidades Terap�uticas, sejam elas do tipo hier�rquico ou do dito democr�tico, no sentido de favorecimento do humanismo e afrontamento da pervers�o!
(...)
14-) O QUE SE TRABALHA E O QUE SE OBT�M NA TERAPIA EMOCIONAL?
A Bonding Therapy, como j� foi dito, utiliza a respira��o, o conforto f�sico e o grito, no intuito de obter bem-estar� e prazer pessoal.� No entanto, as mem�rias de situa��es passadas, por vezes traum�ticas, fazem emergir barreiras ou emo��es sentidas como negativas (dor, medo, zanga) que impedem a viv�ncia e a express�o de outras emo��es e sentimentos (amor e prazer).
�Para al�m da obten��o do bem-estar e do prazer, a Bonding Therapy visa a mudan�a dos COMPORTAMENTOS negativos (desonestidade, mentir, manipular, etc.) que prejudicam o pr�prio e os parceiros, nas rela��es humanas saud�veis. Tamb�m tem como objectivo a mudan�a de ATITUDES dos Pacientes: que se� tornem mais assertivos, para que possam, de forma mais adequada, afirmar a sua exist�ncia e identidade� (eu existo ou eu sou?), as suas necessidades (eu preciso?), as suas capacidades (eu sou capaz?), os seus� direitos e m�ritos (eu mere�o?).
(...)
18-) QUE ESTILOS DE� VINCULA��O TEMOS?
Que rela��o, que estilo de liga��o ou v�nculo tem cada um de n�s, com os outros, em dado momento? S�o la�os de afectividade, em que prevalecem factores de seguran�a, de protec��o e de conforto ? factores esses que propiciam a autonomia respons�vel? Ou s�o amarras sustentadas pela rela��o abusador-abusado na humilha��o, na pervers�o, na crueldade, na viol�ncia e no prazer do sofrimento (sado-masoquismo) ? amarras essas que conduzem a patologias pesadas?
(...)
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