Aqui vão alguns extractos de livros que vou lendo.
Vai sendo construido pouco a pouco.

Jonathan Swith "As Viagens de Gulliver”:

(...) todo o senador importante, depois de ter emitido a sua opinião e alegado a sua defesa, devia ser obrigado a dar o seu voto contra, pois, se se procedesse assim, o resultado contribuiria infalivelmente para o bem público.
in “As Viagens de Gulliver”, Jonathan Swith, Livros de bolso Europa-América, pp. 174-175. Parte III – Viagem a Lapúcia Balnibarbi, Glubbdubdrib, Luggnagg e ao Japão.

Contei-lhe que um “primeiro-ministro” era uma criatura totalmente isenta de sentimentos como a alegria e a tristeza, o amor e o ódio, a piedade e a ira.(...) Existem três meios pelos quais um homem pode ascender a primeiro-ministro: o primeiro consiste em saber, prudentemente, dispor da mulher, de uma filha ou de uma irmã; o segundo, em como atraiçoar ou aniquilar o seu predecessor; e o terceiro, em como demonstrar nas assembleias públicas um “zelo apaixonado” contra as corrupções na corte. (...) Estes ministros, tendo todos os lugares à sua disposição, conservam-se, no entanto, no Poder, subornando a maioria do Senado, ou Grande Conselho; (...) O palácio do primeiro-ministro é uma espécie de escola, onde os pajens, lacaios e porteiros, à força de imitarem o seu amo, se tornaram igualmente ministros nos seus vários campos de acção, tendo para isso aprendido a superar os outros nas três principais matérias, como a “insolência”, a “mentira” e o “suborno”.
in “As Viagens de Gulliver”, Jonathan Swith, Livros de bolso Europa-América, pp. 233-234. Parte IV – Viagem ao País dos Houyhnhnm.





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