A mente humana e o espaço cósmico são
grandezas imensuráveis e ainda pouco exploradas.
Sem dúvida, no entanto, o homem, movido pela curiosidade e ânsia de conhecimento,
desvendará um dia todos os mistérios desses fantásticos mundos.
Se não é fácil andar por estradas de
pedra, mais difícil há de ser quando o caminhante não se acha preparado para
essa empreitada. O mesmo se dirá quanto aos caminhos da vida.
Se quiseres ser bem acolhido numa
festa de amigos, tece elogios ao bom gosto dos anfitriões.
Cuida, porém, para que não haja exageros em tua saudação laudatória.
Não te faças de sabido entre pessoas simples.
Tua arrogância, por certo, vai levá-las a não dar crédito ao que disseres.
A fatalidade traumatiza a mente e
o coração do homem e inibe,
muitas vezes, sua vontade de lutar.
E a situação se agrava ainda mais, quando os acidentes de percurso
atingem aqueles que são espiritualmente fracos.
Se tudo fosse fácil em nossa caminhada
terrena, não haveria como valorizar e exaltar
os eventos humanos conquistados com muito esforço e grandes sacrifícios.
À luz da fé, todos os caminhos são vencidos, ainda que muito difíceis.
Equilibra-se, na vida, quem for capaz
de controlar suas emoções,
sejam estas fortes
ou moderadas.
Quem fere o próximo com palavras amargas
causa traumas que,
muitas vezes, se tornam irremediáveis.
O mal praticado contra a criança,
além de covarde, configura delito
cuja punição deveria ser sumária e extremamente rigorosa.
Se não tiveres com quem desabafar teus pesares, não te acabrunhes.
Revelar a outrem o que nos vai n'alma nem sempre se apresenta como coisa aconselhável.
Quem engana o próximo é um criminoso. Mas aquele que engana a si mesmo, é um tolo.
Quem confia cegamente no que lhe dizem
certos amigos,
além de correr o risco de ser ludibriado, curtirá, por longo tempo, a dor da
traição.
O poder, evidentemente, dá destaque
ao ser humano.
Todavia, o exercício de um mandato fará do homem um luminar ou um réprobo.
Aquele que faz da ilusão uma inseparável
companheira, terá, certamente,
dificuldades para abrir os olhos à realidade da vida.
O homem que é capaz de frear seus impulsos, alcançará a mansidão e, com ela, a felicidade.
Quem não sabe onde pisa terá surpresas
em sua caminhada.
Quem muito escolhe corre o risco de não levar o melhor.
Verdadeiramente rico é o homem que
faz de sua fortuna um instrumento
capaz de
promover a melhoria da vida humana.
A esperança é o alimento da alma.
Sem esse valioso estímulo, a vivência humana não teria sentido.
A
força da expectativa domina a passagem do homem por este planeta.
E à luz dessa chama poderosa os caminhos se abrem,
porque a esperança é fruto do otimismo, confiança e fé.
Vencer barreiras, tidas por muitos
como intransponíveis, permite à criatura humana evidenciar o extraordinário
poder da vontade voltada à conquista de um ideal.
Ainda que haja eventuais insucessos na escalada para a grande meta, nada e ninguém
conseguirão demover o homem voluntarioso de seu caminho feito de sonho, fé,
ação e esperança.
Pretender desfrutar de paz entre facções
que se chocam,
seria o mesmo que ansiar por um refrescante mergulho numa piscina sem água.
Todas as manhãs, dou migalhas de pão aos pássaros que pousam em meu jardim.
E eles me agradecem com seu mavioso canto.
Fazer o bem é prova inquestionável
de sensibilidade.
Por que será, no entanto, que, neste mundo, há tanta gente insensível?
Sem pretender fazer humor negro, acreditamos que constituímos o povo com maior número de mágicos. Sem esse dom, como explicar a "sobrevivência"de tanta gente cuja remuneração mensal não passa de um salário mínimo.
Quem supõe que sabe tudo, precisa
e deve repensar essa pretensão, pois, em verdade,
não conhecemos sequer nosso mundo interior.

De que vale lutar por um ideal, quando
nada parece favorecer seu florescimento?
Se assim tivessem pensado os homens que se imortalizaram por suas realizações,
de quantos bens estaria privada a humanidade.
Quem vive por viver, existe mas não vive.
Aquele que ouve os queixumes de quem sofre e se mantém indiferente, é o pior dos surdos.
Nada frustra mais do que a percepção de que falamos, tantas vezes, sem que nos ouçam.
Poderá a criatura humana ser inteiramente feliz? Essa possibilidade existiria se o homem se livrasse plenamente do malefício das tensões, ansiedades e incertezas e o mundo que o cerca deixasse de ser palco de tantas tragédias.
Como não ser romântico sob a magia
de uma noite de luar, às margens de um lago,
emoldurado por jardins floridos!
Imagine-se, então, a vivência desse cenário de sonho ao lado da mulher amada.
O que importa mais: ser muito rico ou ter grandes conhecimentos? Possuir riquezas, apregoariam os apegados aos bens materiais. Ser sábio, responderiam os afeitos às coisas do espírito. Usufruir de ambos os bens, diriam os pragmáticos.
Quantas vezes deixamos o tempo correr,
sem dar atenção às batidas do relógio, na inexorável sinalização das horas que
passam. E como dói depois a dura constatação
de que o tempo que passou não volta mais!
O incentivo mais forte para qualquer empreitada é a esperança no êxito de sua concretização.
Conheci uma pessoa que estava viva,
mas sua vida era uma ruína
que se perdera no vício e no abandono de si mesma.
Brigar por amor chega a ser um contra-senso, pois amor e conflito não se harmonizam.
É pesarosa a celebridade conseguida na estrada do crime.
O amor verdadeiro não se limita em seu anseio de doação. Ele se dá por inteiro, ainda que o ato de amar não seja plenamente correspondido.
O pessimista não se anima a exaltar
o que os outros realizam,
porque para ele
nada do que é levado a efeito tem valia.
Quanto mais o homem se destaca nos
setores social, econômico,
político, artístico ou cultural, tanto maior será sua chance de ser
ao mesmo tempo querido e odiado.
Estranho é o proceder da criatura humana.
Vai aos extremos na defesa do direito de ser livre e se amarra,
tantas vezes, a dependências que lhe roubam esse direito.
Se alguém se interpuser entre ti e teu mundo, sê cauteloso, porque essa intromissão pode ser ruinosa.
A mente humana tem, na faculdade de pensar, a fonte maior para seu enriquecimento e desenvoltura.
Como fugir à nostalgia quando, distante
e só, nos abandonamos de corpo
e alma aos afagos das mais gratas evocações.
Quando nos voltamos para o mundo que
existe dentro de nós, não raras vezes, nos surpreendemos com a convicção de
que não o conhecemos suficientemente.
E, por certo, o reconhecimento dessa verdade resulta do fato de que poucas vezes
adentramos nossa alma, com o firme propósito de vasculhá-la, no exame do que
temos sido e somos.
Quem persevera no erro torna-se vítima
de sua própria armadilha.
Se a vida fosse um mar de rosas, os divãs dos psicanalistas não existiriam, ou estariam vazios.
Quando perceberes que tua paciência
está chegando ao fim,
esforça-te para torná-la um pouco mais elástica.
Esse cuidado permitirá a superação de uma eventual crise de nervos,
pois quem perde a calma, amarga, tantas vezes, dissabores.
O equilíbrio emocional é de suma importância para o julgamento dos atos humanos.
Não se iludir será a melhor saída para
a prevenção contra os desenganos
pelos quais passamos tantas vezes.
Se não estiveres plenamente convencido
da culpabilidade de alguém,
mostrarás prudência em não julgá-lo.
Demonstra honestidade quem revela ser
descrente, sem o temor da crítica.
A fé verdadeira não comporta aparências.
Não será pelo número de palavras, faladas ou escritas, que um discurso agradará e convencerá, pois a prolixidade dificulta o entendimento.
A exposição do pensamento ganha riqueza
pela simplicidade,
clareza e propriedade dos termos que o compõem.
De que servirá o conhecimento das coisas se não for possível consagrá-lo ao bem de nosso espírito.
O bem que se deixa de fazer, não exprime apenas uma omissão, condenável por si mesma. Demonstra, também, a fragilidade de nossa vocação para a prática do amor ao próximo.
Quem se entrega ao ócio fica em má companhia.
A conquista de um ideal simboliza mais do que capacidade realizadora do ser humano.
Um desafio vencido é uma experiência que se vive com intensa e gratificante emoção.
Como seria bom se todos pudessem viver
com alegria n'alma!
De que modo, porém, gozar de plena felicidade, quando ao nosso derredor há tantos
que sofrem?
A vida é um grande bem e sua preservação,
um bem maior.
Viver por viver seria a anti-vida, ou seja a negação do direito de estar vivo.
O homem se realiza quando exercita uma atividade que está em plena sintonia com seu anseio de vida.
A criatura humana vem ao mundo para
ser feliz. Todavia, o meio em que vive o homem,
marcado por interesses e ambicões, tem obstado a concretização desse precioso
bem.
Quando o sofrimento bate a nossa porta e nos impele ao desespero, talvez ajude um pouco uma reflexão sobre os grandes males de que tantos padecem e buscam suportá-los pacientemente. O querer significa muito quando o que se deseja, nos induz a uma realização pessoal, marcadamente compensadora.
Se as raízes que temos dentro de nós, estão fortemente plantadas, não há por que atermorizar-nos diante dos vendavais da vida.
Quem grita para ser ouvido, pode chamar a atenção mas corre o risco de não se fazer entendido.
Como é difícil perdoar quem nos ofende!
E, no entanto o perdão é um dos gestos que
mais valorizam a ação do homem.
Quando concedido sem restrições, ele tem o condão de erradicar de nossa alma
a semente daninha do ódio, resumindo-se no bem maior que o homem faz a si mesmo
e,
sobretudo, àquele a quem perdoa.
Ofertar o que nos sobra é sempre meritório.
Mas dar o pouco que temos há de representar sempre o maior gesto de solidariedade
humana.
A paz de espírito deixa de existir
quando os problemas do dia-a-dia passam a absorver toda a atenção do homem.
Essa sobrecarga, evidentemente, compromete sua capacidade de discernir sobre
o que é mais ou menos importante. A partir desse impasse, a alma se agita sob
o efeito de traumas e tensões
e, como dolorosa consequência, perde o homem o de que tanto carece - o equilíbrio
emocional.
Acender velas onde existem trevas,
é abrir aos olhos a visão do que nos cerca.
Comparativamente, sob o efeito da fé, luz do espírito, se pode ver além dos
limites humanos,
uma vez que o campo do sobrenatural não conhece fronteiras.
Para ir além entre no caminho sol...