Loja Maçônica Paz e Liberdade

Jaguaquara  -  BA

 

 

Biografia de Um Maçom Ilustre

CARLOS DUBOIS

Armando Barreto Rosa, natural da cidade de Castro Alves-BA, formado em agronomia, ex-professor do Colégio Estadual Alberto Torres da cidade de Cruz das Almas-BA, do Colégio Taylor-Egídio de Jaguaquara-BA, da Universidade Federal da Bahia. Atualmente ensinando química em vários Colégios de Salvador.  Foi convidado para participar da ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS DA BAHIA, como membro fundador.  Na qualidade de Acadêmico, e no cumprimento das formalidades estatutárias, recebeu a incumbência de escolher um  PATRONO para a Cadeira nº 31,  escrevendo a sua biografia.  

Portanto, foi escolhido o Professor, Pastor e Maçom  CARLOS DUBOIS,  pelo exemplo de uma vida dedicada ao trabalho e pelo engrandecimento da humanidade; de um Cidadão que sempre pautou sua vida por um alto e refinado comportamento ético; um modelo de homem, cristão, intelectual e democrata.

O Livro,  CARLOS DUBOIS  "O Artista da Palavra",  do Acadêmico e Professor  Armando Barreto Rosa, brilhantemente escrito, serviu de fonte para esta página.

Carlos Dubois, cingindo o avental

de Mestre Maçom

Pastor e professor Carlos Dubois

com sua esposa D. Stela Dubois

 

Durante a reunião de posse de diretoria do Rotary Club de Jaguaquara, realizada em 27.06.89,  CARLOS DUBOIS foi homenageado com o título de Sócio Honorário do Rotary Club de Jaguaquara. Na oportunidade fez um belíssimo discurso de agradecimento.

Sessão de posse de diretoria do Rotary Club de Jaguaquara realizada em 27.06.89.  

A partir da esquerda:   Carlos Dubois, Sócio Honorário; Carlos A.Santana, gerente BB; Arthur Pereira, presidente do Rotary de Jequié; Salvador Barreto, venerável da Loja Maçônica; Osvaldo Cruz, Prefeito de Jaguaquara; Hélio Matias, secretário do Rotary, Celidalvo S.Braga, presidente(fim de mandato); Renato Burity, presidente (iniciando mandato); Protogenes Jaqueira, representante do Governador e Rubens Amaral, presidente do Rotary de Itiruçu.

 

Reunião Festiva do Rotary Club de Jaguaquara realizada em 22.08.89, com a visita do Governador do Rotary, José Sobral, o Sócio Honorário Carlos Dubois foi convidado para saudar o Governador, que fez com brilhantismo.

A partir da esquerda:  José Sobral, Governador do Rotary;  Renato Burity, Presidente do Rotary;  Hélio Matias, Secretário do Rotary;  Edson Cardoso Filho, Presidente do Rotary de Jequié;  Carlos Dubois, Sócio Honorário do Rotary;  Arno Hubner, Pastor da Igreja Batista.

 

No encerramento da reunião Carlos Dubois foi cumprimentado por todos.  Na foto, está sendo cumprimentado pelo professor, historiador e escritor Emersom Pinto de Araújo, futuro Governador.  Na direita de costas, ex-governador Antonio Lomanto Jr. que em seu discurso fez merecidos elogios ao companheiro Carlos Dubois.

 

Em 1887, Dr. João Xavier Dubois, jovem engenheiro francês, estava trabalhando na Argentina e desejava visitar uns patrícios amigos aqui no Brasil.  Tomou um navio, ao desembarcar no porto de Paranaguá, teve a sorte de conhecer o diretor da empresa francesa encarregada da construção da Ferrovia São Paulo-Rio Grande do Sul, trecho Paraná-Santa Catarina.

Em 1898, já estabelecido, Dr. João Dubois conservava uma velha amizade com o seu patrício Antonie Bertrand Voulet, que também era dono do hotel onde se hospedava. Foi aí que apareceu a jovem Margarida Voulet, recém chegada da França, onde estudava desde criança.  Margarida e o Dr. João Dubois apaixonaram-se um pelo outro, apesar dele ser 20 anos mais velho que ela.

No último dia do ano de 1900 aconteceu o casamento de Dr. João e a jovem Margarida.  Dessa união nasceram cinco filhos.  O terceiro, CARLOS, nasceu em Araucária, no Estado do Paraná, a 6 de março de 1909.

Com a mentalidade européia, Dr. João Dubois e Dona Margarida envolviam toda a sua família no trabalho.  Assim, com essa orientação, o menino Carlos Dubois, logo cedo aprendeu a reconhecer o valor do trabalho e, até os 17 anos, trabalhou na ferrovia, ao lado do pai.

Por força do trabalho do Patriarca, os DUBOIS eram obrigados a se mudar constantemente.  Assim é que foram residir em Ponta Grossa.  Nesta cidade havia um grande colégio católico - o São Luiz - e uma pequena escola do pastor batista Abraão José de Oliveira.  Não se sabe bem o motivo, mas o austero pai deu ao menino Carlos a oportunidade de escolher qual a escola que ele queria freqüentar.  Também é desconhecido o motivo que levou o garoto a optar pela menor e mais humilde escola do pastor Abraão.

Esta escola funcionava na sala da casa do Pastor e Professor Abraão.  Durante o dia, era uma escola multisseriada e, à noite a aos domingos, a sala de aula transformava-se em salão de cultos.

Foi aí nessa escola-templo que Carlos Dubois teve o seu destino marcado pela personalidade do seu mestre-escola.  O Pastor Abraão era um homem negro, determinado e dotado de um envolvente poder de oratória.  Ele sempre iniciava as suas aulas com leituras bíblicas.  Assim, pouco a pouco, o pastor ia catequizando o seu aluno Carlos que, tocado pelo Evangelho, espontaneamente, começou a freqüentar os cultos dominicais.  Já decidido quanto à opção religiosa, amealhou algum dinheiro e adquiriu uma Bíblia e, por deliberação própria, sem nenhuma resistência de seus familiares que eram católicos, com 15 anos de idade, resolveu "aceitar Cristo", batizando-se na Igreja do Pastor Abraão.  Sua dedicação aos trabalhos junto à comunidade evangélica é logo notada e, ainda adolescente, com menos de um ano de batizado, tornou-se secretário de sua Igreja.

Estava, assim, descoberta a verdadeira vocação para o ministério da palavra e o menino Carlos Dubois fez disso o ideal propulsor de sua vida.

Concluído o ciclo de estudos na escola de Ponta Grossa, apesar de ser ainda um adolescente de 17 anos, Carlos Dubois tinha o firme propósito de fazer de seu futuro um compromisso com Jesus Cristo. Sonhava com a possibilidade de tornar-se pastor e, para isso, precisava ir para um centro mais adiantado.  As opções eram restritas, porém com a interferência do Pastor Abraão, conseguiu uma vaga no conceituado Colégio Batista do Rio de Janeiro.

Não foi com pouco sacrifício que o jovem Dubois se manteve no Rio de Janeiro.  Pagava seus estudos com trabalho no próprio colégio e nas horas de folga fazia "biscates" para ganhar algum dinheiro extra: dava aulas particulares de francês; ia para o porto negociar livros (principalmente a bíblia)  e servia de intérprete para os marinheiros.

Cumprido o ciclo de estudos na então capital do país, a chama do idealismo o impulsiona para outra etapa mais avançada.  É assim que Dubois parte para Recife, onde estava um dos melhores centros de formação teológica do Brasil, o Seminário Batista do Norte do Brasil.  Neste Seminário tornou-se Bacharel e Mestre em Teologia.  Procurando ampliar seus horizontes e formar uma base teórica mais sólida, fez também o curso de Filosofia.

Na capital pernambucana, a luta pela sobrevivência e pela conquista do ideal não foi menos árdua que a transcorrida no Rio de Janeiro.  Mas isso não o esmorecia, muito pelo contrário.  Os obstáculos vencidos davam-lhe mais ânimo para transpor os que lhes apareciam pela frente.  A essa altura Dubois já havia aprendido que o valor da vitória é medido pelo esforço despendido durante a batalha.  Feliz com a realização dos seus sonhos, o pastor neófito começa a fazer seu lastro profissional.

Formado, imediatamente é convidado para lecionar no Colégio Americano Batista de Recife e, logo se firma como um brilhante professor.  Pouco tempo depois foi guinado à condição de Diretor de Curso daquele respeitado estabelecimento de ensino.  É aí que o Professor Carlos conhece e se apaixona por uma jovem e talentosa professora de música e de línguas.  Carlos Dubois e Stela Câmara casam-se e traçam planos para o futuro.

Recife já era uma cidade sedutora e oferecia tudo de que o jovem casal de intelectuais gostava.  Ela, uma apaixonada pelas artes e pela cultura de um modo geral, era uma assídua freqüentadora dos teatros, concertos e óperas.  Ele acompanhava, com vivo interesse, os fatos políticos e participava de todos os eventos literários da velha mauricéia.

Por volta de 1936, enquanto o jovem casal Dubois começava a brilhar em Recife;  em Jaguaquara-BA, a escola batista que foi instalada há 14 anos, vivia momentos difíceis, submersa em uma grave crise, estava prestes a fechar. Se isso acontecesse, prejudicaria as 36 crianças que lá estudavam, frustaria os sonhos dos bravos pioneiros Sra. Laura Taylor e Capitão Egídio Pereira de Almeida, (fundadores do Colégio Taylor-Egídio em Salvador e transferido para Jaguaquara em 1922),  além de interromper um trabalho de alta relevância para o desenvolvimento daquela região do estado.  O seu diretor, o Pastor e Professor Elias Pereira Ramalho não suportou as adversidades e resolveu ir embora.

Aqui na Bahia, desde 1914, atuava um dinâmico e simpático missionário americano, Maxcy Gregg White, Secretário Executivo do Campo Baiano. órgão ligado à Convenção Batista no Estado da Bahia.  Dr. White partiu para Recife, no Seminário Teológico Batista do Norte, que era um verdadeiro celeiro de jovens talentosos e muito bem preparados para o exercício do sacerdócio, para substituir o pastor Elias, na escola batista em Jaguaquara.  O jovem Carlos Dubois despertou interesse do missionário.  Dr. White sabia que havia encontrado o homem que procurava e o convida para uma conversa reservada.  Passa a relatar-lhe o projeto que a Convenção Batista Baiana tinha traçado para o desenvolvimento no Sudoeste da Bahia e da importância estratégica que Jaguaquara exercia nesse projeto.  Falou também das carências de toda ordem - materiais e humanas - existentes em seu Campo e, evidentemente, enfatizou a necessidade de sobrevivência da primeira escola primária fundada pelos batistas aqui no Brasil.

Reconhecendo o enorme potencial existente no jovem Pastor Dubois, e como se estivesse lançando um desafio, Dr. White faz-lhe o convite para assumir a direção da pequena Igreja e da escola daquela cidade do interior da Bahia.

O Pastor Carlos Dubois parecia predestinado a enfrentar desafios.  Aceita o apelo de Dr. White e, em setembro de 1937, resolve vir à Bahia conhecer a tal escola em crise.

Homem de alta sensibilidade, de larga visão de futuro, e como bom semeador, Dubois imediatamente pressentiu que aquele terreno da Toca da Onça era bastante fértil e muito propício para semear o saber, difundir o evangelho e implantar o progresso.

Três meses depois dessa auspiciosa visita, exatamente no dia 07 de dezembro de 1937, o Pastor Dubois, sua esposa Stela e René, seu filho que ainda não tinha completado um ano de vida, chegam à "Terra Prometida" e fincam raízes para sempre.  Com esta família, também chegava a esperança de dias melhores, por isso é recebida pelos (ainda poucos) irmãos de Jaguaquara, com os corações em festa.

Ao longo de mais de meio século, Carlos e Stela Dubois construíram um belo e harmonioso casamento, solidificado pelo amor, do qual resultaram três filhos:  René, Stela e Emilie.

Não era somente o Colégio Taylor-Egídio que florescia em Jaguaquara.  Paralelamente, também a sua Igreja Batista crescia e se firmava no cenário baiano como um importante polo de difusão do evangelho.  A população começava a freqüentar a "Igreja Protestante"atraída pelos belos sermões do novo Pastor e o número de fiéis crescia de maneira bastante animadora.  Tudo provocado pelo dínamo propulsor chamado Carlos Dubois.

Para o povo de Jaguaquara e das cidades vizinhas, Carlos Dubois era um motivo de orgulho, símbolo da sabedoria, ícone de ética, exemplo de honradez e paradigma de cidadão.  Essa admiração muitas vezes foi manifestada através de homenagens.  Por exemplo:  sua imagem  foi esculpida em bronze e está exposta numa das principais praças de Jequié;  emprestou seu nome para denominar ruas, loteamentos e prédios escolares em quase todas as cidades da região.  Em vida, recebeu o título de cidadão de várias cidades.

A cada dia que passa, o Pastor Carlos Dubois se impõe pela sua brilhante inteligência;  conquista a admiração coletiva pelos seus magistrais dons de oratória e ganha o respeito de todos pela sua postura moral e pela incrível capacidade empreendedora.  Os batistas baianos, reconhecendo a liderança deste homem, conduzem-no à presidência da Convenção Batista Baiana e, por seu desempenho no cargo, o reelegem por 10 (dez) vezes.  Seu trabalho frente à Convenção Batista Baiana repercute nacionalmente e é também eleito Presidente da Convenção Batista Brasileira.  O nome do Pastor Carlos Dubois e a sua obra tornam-se conhecidos e respeitados em todo o Brasil.

Os agricultores de Jaguaquara precisavam fundar o Sindicato Rural, logo o Pastor Carlos estava rente, prestando a sua colaboração.  Ele foi o primeiro presidente deste órgão de classe e ajudou a construir um Sindicato Rural dos mais operantes da Bahia.  Carlos Dubois foi Diretor da Cooperativa Agrícola por muitos anos.  Se o Lion Club planejava desenvolver campanhas filantrópicas, seus sócios não duvidavam da prestimosa adesão do solícito companheiro Diretor do Taylor-Egídio.  O Conselho Estadual de Educação, a Convenção Batista, o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particular da Bahia, o Conselho Consultivo dos Produtores de Cacau, o Sindicato dos Jornalista do Interior, a União dos Municípios do Sudoeste do Estado da Bahia, a Liga Brasileira de Radioamadores, o Rotary Club de Jaguaquara, a Loja Maçônica União Beneficente de Jequié, a Loja Maçônica Paz e Liberdade de Jaguaquara...  e tantas outras entidades, campanhas e jornadas que tivessem um fundo humanitário, podiam contar com o cidadão Carlos Dubois.

Em reunião realizada em 14.11.89, o Rotary Club de Jaguaquara entregou o Título de Sócio Honorário ao Professor Mário Moreira, e o distintivo em sua lapela foi colocado por sua esposa Dona Renilde.

 

O novo Companheiro e Sócio Honorário, fez um brilhante discurso de agradecimento. Como Carlos Dubois,  Mário Moreira além de evangélico, professor e maçom, também  um grande Orador.  Na mesa ao seu lado, Hélio Matias, Secretário do Rotary;  Renato Burity, Presidente do Rotary;  Rubens Amaral, Presidente do Rotary de Itiruçu;  Salvador Barreto, Venerável da Loja Maçônica.

É impossível dissociar a figura de MÁRIO MOREIRA da biografia de Carlos Dubois e da história do Colégio Taylor-Egídio.  Professor Mário chegou a Jaguaquara na década de 40, ainda como seminarista católico, para ensinar latim no colégio protestante. Algum tempo de convivência com a comunidade batista, converteu-se para a religião evangélica, casou-se transformou-se num dos principais perceiros de Dubois na luta pela construção do "monumento imperecível", que é o Colégio Taylor Egídio. Grande mestre de português e uma das figuras humanas com maior nobreza de espírito. Um referencial de dignidade e de sabedoria. Um verdadeiro paradigma de homem.  Hoje, com mais de setenta anos de idade, mesmo aposentado, o Professor Mário Moreira continua dando a sua vida para manter a vida do colégio.

Dona Stela, como seu marido, era uma privilegiada em dons divinos. Mas também Deus deu-lhe a chance de utilizar esses dons em proveito dos seus irmãos e irmãs.

Stela Câmara Dubois, além de professora, era uma competente musicista, poliglota, dramaturga e pesquisadora do folclore regional.  Ela morreu a 7 de março de 1987, com 80 anos de idade, mas, felizmente, o seu profícuo trabalho não foi para o túmulo.  A sua produção literária foi bastante prolífica.  Ao contrário de seu marido, que só publicou um livro, a Professora Stela, escreveu e publicou vários livros de poesia, de cânticos religiosos, novelas e romances; traduziu mais de dez livros de autoras norte-americanas; compôs grande quantidade de música sacra, folclórica e cívica, inclusive é a autora do hino da cidade de Jaguaquara; colaborou para muitos jornais e revistas, com artigos e entrevistas.

O Irmão Carlos Dubois, oficialmente, "viu a luz" no dia 21 de março de 1946 na Loja Maçônica União Beneficente de Jequié.  Foi elevado a Companheiro em 27 de fevereiro de 1947 e exaltado ao grau de Mestre em 5 de junho de 1947.

Quando, na Maçonaria, se desejava maior brilho em qualquer evento, pensava-se logo no "artista da palavra".  Assim é que ele foi orador oficial no 2º Congresso Maçônico da GLUB, realizado em Jequié em novembro de 1956;  orador oficial na Sessão Magna de Instalação do II Seminário Maçônico promovido pela GLEB, realizado em março de 1962;  conferencista nas comemorações do Jubileu de Ouro da Loja Maçônica União Beneficente;  orador da sessão de Sagração do Templo, e em tantas outras oportunidades, infelizmente, não registradas.

Os "pedreiros-livres" do Oriente de Jaguaquara só levantaram a sua própria Oficina no ano de 1988 com o título distintivo de Loja Maçônica Paz e Liberdade, jurisdicionada à Grande Loja Unida da Bahia.  Entre os fundadores, consta o nome do eminente Irmão Carlos Dubois, que pronunciou um memorável discurso no dia da Sagração do seu Templo, em 22 de outubro de 1988.

Dia 13 de julho de 1993.  O Pastor Carlos Dubois parte para o Oriente Eterno para estar na presença do Senhor.  Jaguaquara, a Bahia e a humanidade ficaram mais pobres.  Ele partiu, mas sua memória, esta não se apagará, é imorredoura.

Os batistas, os jaguaquarenses, os baianos, a enorme legião de ex-alunos e todos aqueles que tiveram a sorte e felicidade de conviver com o Pastor Carlos Dubois, temos fortes motivos para agradecer a Deus pela vida deste grande homem. 

 

 

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Construção:  Ir.∙.  Renato Burity Oliveira  M .∙.  M .∙.

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