Metodos
Gerais de Tratamento de Água
Distribuição
Chamamos
de água final a água a ser distribuída para a população, isto é, a água que já passou pelo processo total de tratamento.
Porém
é necessário alguns cuidados a mais para garantir a qualidade e pureza da água a ser consumida como por exemplo:
-
Correção do pH;
-
Adição de flúor;
-
Manutenção do residual de cloro;
Estes
processos são realizados logo após a filtração e antes da
água ser encaminhada para os reservatórios, na caixa de correção.
Correção
do pH
A
correção do pH é um método preventivo da corrosão do encanamento.
Consiste
na alcalinização da água para remover o gás carbônico livre
e para provocar a formação de uma película de carbonato na
superfície interna das canalizações.
Para
a formação da camada ou película protetora eleva-se o pH da
água ao ponto de saturação (geralmente utiliza-se o HIDROXIDO
DE CALCIO).
O
controle da quantidade de produto a ser aplicado é feito através
do pH utilizando-se um aparelho chamado pHmetro. Quanto mais
alto o pH maior a quantidade de hidróxido de cálcio contida
na água:
-
pH neutro = 7.0
-
pH ácido = menor que 7.0
-
pH alcalino = maior que 7.0
Como
é necessário um pequeno residual de pH, então procura-se manter
o pH final pouco superior a 7.0 (ligeiramente alcalino).
O
objetivo é com isso formar uma camada protetora de 1 mm, para
que não haja incrustações. Além do controle do pH também é
feito o controle visual das tubulações, isso aproveitando
a abertura da rede para efetuar alguma substituição de tubulação
ou quando se retira a rede por quebra.
Fluoretação
A
finalidade convencional do tratamento da água para o abastecimento
público, tem sido a de apresentar uma água de boas qualidades
físicas, químicas e bacteriológicas.
Naturalmente
nos primeiros tempos houve oposição ao emprego de compostos
químicos, como o Sulfato de Alumínio, Cloro, etc., para essa
finalidade, o que é hoje de apoio universal.
Quando
foi reconhecida a toxidez de certas substâncias como Chumbo,
Selênio e o Flúor em excesso, tratou-se de impedir o uso de
tais águas ou a remoção dos ingredientes indesejáveis ou o
seu excesso.
A
idéia de adicionar à água potável substâncias que poderão
estar presentes tanto nesta como nos alimentos, com o propósito
de assegurar o adequado desempenho fisiológico do corpo humano,
constitui uma nova finalidade do tratamento de águas.
Provavelmente
a ação do flúor acontece por:
-
Aumento da insolubilidade da parte mineralizada do doente,
tornando-os resistentes às bactérias;
-
Concentração maior dos fluoretos na cavidade oral e inibidora
de processos enzimáticos que dissolvem a substância orgânica
protética e o material calcificante do dente.
-
Sua presença torna o meio impróprio ao desenvolvimento de
"LACTBACILLUS ACIDÓPHILLUS".
As
salivas possuem grande ação protetora contra cáries dentárias.
Ela é reforçada quando se usa água fluoretada.
São
vários os compostos de flúor, o mais utilizado é o
Ácido Fluossilícico (H2SiF6).
A
presença na água é cerca 0.7 ppM de flúor.
Cloração
Final
Como
já foi dito desinfecção tem carater corretivo e preventivo,
isso porque mesmo quando a água é pura ou purificada ela pode-se
contaminar ao logo do percurso até o consumo.
Podem
ser utilizados os produtos:
-
Cloro liquido; - Cal clorada; - Hipocloritos.
Geralmente
é utilizado o cloro liquido. O residual que deve ser
mantido é de 1.2 ppM de cloro nos reservatórios isso
porque tem-se a perda de residual até o consumo nas casas chegando a ser
consumida a água com cerca de 0.5 ppM de cloro.
O
controle dos produtos aplicados na água é feito a cada hora
pelos tecnicos e operadores da estação de tratamento, através
de analises fisicoquímicas e aparelhos onde se verifica a
concentração dos produtos dosados. Aproximadamente duas vezes
por semana um coletor colhe amostras de vários pontos da cidade
onde são encaminhadas para outro laboratório mais especializados,
onde além de conferir os resultados já analizados na E.T.A.,
procede-se também analises bacteriológicas.
São
frequetes as coletas feitas pela Secretaria da Saúde, verificando-se
a água que está sendo distribuida através de analises realizadas.
Padrões
de Potabilidade do Estado de São Paulo
Decreto
Estadual nº 12.486, de 20/10/78
Águas
para consumo alimentar
São consideradas águas potáveis, as próprias para a alimentação.
Esta norma trata somente de águas potáveis, excluídas as minerais.
Águas
para abastecimento publico, capitadas por quais quer processos,
tratadas ou não, devendo satisfazer as seguintes características:
·
Aspecto - límpido ·
. Odor - nenhum. Ou cheiro de cloro levemente perceptível
·
.
Cor - recomendável até 10; tolerável até 20 ·
. Turbidez - recomendável até 2: tolerável até 5 ·
. Resíduo seco - até 500mg/litro ·
. pH - entre 5 a 9 ·
.
Oxigênio consumido - até 10mg/litro em oxigênio ·
.
Nitrogênio nítrico - até 10mg/litro em nitrogênio ·
. Ferro - até 0,3 mg/litro em ferro ·
. Cloretos - até 250mg/litro de cloreto ·
.
Sulfatos - até 250mg/litro ion sulfato ·
. Cloro residual - até 3.0 mg/litro em cloro .
Existem
outros padrões para diferentes tipos de água, tais como:
·
Águas para consumo particular · Águas de posso
As águas para consumo alimentar que não tiverem sido tratadas
e apresentarem teor de nitrogênio amoniacal superior a 0,08mg/litro
em N2, ou nitrogênio albuminóide superior
a 0,15mg/litro em N2, nitrogênio nitroso
superior a 0,05mg/litro em N2, e nitrogênio nítrico superior
a 10mg/litro em N2 serão consideradas
impróprias para consumo alimentar.
Serão consideradas impróprias para consumo as águas que tiverem
ions superiores aos relacionados:
Fluoretos
- 1.0mg/litro ·
Arsênico
- 0,05mg/litro ·
Cobre
- 0,05mg/litro ·
Chumbo
- 0,05mg/litro ·
Zinco
- 5,0mg/litro ·
Bário - 1,0mg/litro ·
Selênio - 0,01mg/litro ·
Manganês
- 0,05mg/litro ·
Cádmio
- 0,01mg/litro ·
Cromo
VI - 0,05mg/litro ·
Cianetos
- 0,2mg/litro
As águas destinadas ao preparo de produtos alimentícios: refrescos,
refrigerantes, sorvetes e outros produtos deverão obedecer
os padrões estabelecidos.
Características
microbiológicas
Bactérias
do grupo coliforme - ausência em 100 ml. Para amostragem e
análise serão adotados o STANDARD METHODS
for EXAMINATION of WATER SEWAGE and INDUSTRIAL WASTES.
Reservatórios
A
água logo que sai do processo de tratamento vai para reservatórios,
que tem por finalidade garantir o abastecimento durante os
horários de pico.
Baseado em "Operação e Manutenção de ETA" CETESB 1973