Aprenda a Apreciar
Beber vinho � uma maravilha !

Veja algumas dicas para degustar vinho, que podem aumentar o seu prazer e revelar-lhe algumas del�cias da mais tradicional e refinada bebida.
A degusta��o de vinhos � uma mescla de conhecimento e exerc�cio dos sentidos, por�m n�o deve atrapalhar a conviv�ncia e o prazer de beber entre amigos.
O espocar da rolha, o som do l�quido derramado na ta�a e o brindar, s�o sensa��es pouco objetivas, mas agu�am a vontade de saborear a bebida.

A vis�o: o aspecto do vinho � um indicativo de informa��o sobre ele, a cor indica a idade. Se o tinto for viol�ceo, com reflexos azulados escuros, � muito jovem. Se for atijolado, �mbar, � velho. Nos brancos, quanto mais amarelado mais velho, a grosso modo. Esverdeados, ser�o jovens e com boa acidez.
Ao girar o vinho dentro da ta�a, segure-a
sempre pelo p� e nunca pelo corpo, neste gesto aparecer�o as l�grimas ou pernas. Se escorrerem lentas e numerosas, refletem alto teor alco�lico, ou a��car residual.

O olfato: ao lado do paladar � vital para a aprecia��o do vinho. Para utiliz�-lo adequadamente � preciso montar um universo de refer�ncias olfativas. Temos a sensibilidade de lembrar de  melodias, sons, imagens, rostos, vozes das mais diversas coisas. Mas a mem�ria olfativa da maioria de n�s � realmente pequena, mas n�o desista!
Relembre os aromas de algumas coisas, presentes nos diversos vinhos. N�o tenha medo de ser po�tico. Lembre-se do cheirinho da ameixa seca e madura, frutas secas de natal, damasco, figo, passas e abricot. Tamarindo, goiaba, marmelo, banan. Frutas vermelhas como amora, framboesas, morango e cassis. S�o importantes pois s�o aromas prim�rios, da pr�pria fruta. S� � dif�cil de encontrar, n�o deve haver mesmo, � cheiro de uva. O processo de fermenta��o e vinifica��o, e o envelhecimento em barricas de carvalho ou na garrafa fazem surgir os aromas secund�rios. H� de tudo: manteiga derretida, p�o e biscoito, fermento, massa crua, mel, compotas e gel�ias, baunilia, al�m de doces diversos. A��car queimado, caixa de charutos, caf�, defumados, e nesse sentido, cheiro de animais, como pelos queimados, cachorro molhado, couro...
Voce � capaz de lembrar de algum destes cheiros ?
Alguns s�o s�o bons, outros s�o ruins, mas est�o no vinho. No fundo voce lembrar� de cada um deles, pois est�o escondidos desde a inf�ncia.

O Paladar e o tato: � na boca tamb�m que as sensa��es t�teis se apresentam. � o tato dentro da boca que vamos explorar na degusta��o de vinhos. Com ele poderemos perceber o "corpo" do vinho, sua densidade e seu extrato. A principal sensa��o deve ser aquela secura nas gengivas e na l�ngua que certas frutas provocam, como o caju. O vinho, principalmente o tinto jovem, tamb�m causa essa sensa��o t�til. Se n�o incomoda, tudo bem. Se � excessiva, pode ser defeito, ou podemos estar bebendo algo muito antes da hora. O �lcool tamb�m esquenta aboca, o que tamb�m � tato.
Dizem que a l�ngua s� pode perceber quatro sabores b�sicos: salgado, doce, azedo (�cido) e amargo. Os demais sabores seiam detetados pelo olfato, atrav�s da liga��o do palato com as vias nasais. Em degusta��o chama-se retrogosto, � o instante onde se pressiona a l�ngua no c�u da boca e deixa o ar sair pelas narinas.

Salgado, rar�ssimas excess�es, em vinho n�o h�.

Acidez, � o mais comum, quase sempre � qualidade em vinho.

Amarga, j� basta a vida...

H� vinhos simples e complexos, tal qual n�s mesmos. No fundo, n�o queremos entend�-los, queremos apenas tirar o melhor e ter deles o que tem de melhor e preferencialmente ao nosso lado.

Descubra o seu, ou seus tipos...

Abra�o,

Paulo Pereira (22/out/2000)
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